sexta-feira, abril 18, 2008

No Dia dos Monumentos vale a pena lembrar: quem cuida de mim?


Neste 18 de Abril, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (arqueológicos, históricos, naturais...), vale a pena lembrar a promessa de duas campanhas eleitorais: "...comigo, Silves será candidata a Património da Humanidade!" (Isabel Soares dixit).

Pois bem, aí temos um bom exemplo para integrar a referida candidatura: a Ponte Velha, impropriamente designada por Ponte Romana, Imóvel de Interesse Concelhio. É só mais um, entre os muitos casos de total desleixo pelos monumentos que a autarquia tem sob sua guarda directa, segundo a Lei do Património. Brada aos céus o estado em que se encontra. A autarquia virou-lhe as costas, o Polis assobiou para o lado. E lá está, todos os dias, no estado em que está, para vergonha de todos nós, como péssimo cartão de visita para os turistas (como a foto documenta. Clique para ampliar) que procuram na cidade o património que as brochuras turísticas lhes garantem!

Temos direito à indignação!

8 comentários:

Joaquim Santos disse...

Exº Senhor
Vereador Manuel Ramos

Sei que o Srº não concorda com os meus pontos de vista e da forma como os abordo. Respeito a sua postura.
Em relação a seu assunto, relembro que a Srª Presidente não se referio ao ano que iria se candidatar e tambem entendo que todos os candidatos no calor da campanha prometem tudo. Por isso a esse e outros assuntos semelhantes são apenas alucinações de quem os produz respeitando sempre esses actos.
Em Relação ao patrimonio gostava de salientar o estado da Sé que é patrimonio Nacional que devia ser preservado pelo Estado pelos nossos impostos.
Critico alguns partidos politicos retrogados e politicos senis. Que querem tirar o patrimionio (igrejas) a Igreja para que o estado preserve e no entanto está a vista de todos a que estado chegam patrimonio do estado.
Era bom que esses partidos e politicos se redessem as evidencia e dessem a Sé a Igreja, que possivivelmente já estava reparada e nunca tinha deixado chegar ao estado que chegou.
Com os melhores cumprimentos

Joaquim Santos

Joaquim Santos disse...

Exº Senhor
Vereador Manuel Ramos

Sei que o Srº não concorda com os meus pontos de vista e da forma como os abordo. Respeito a sua postura.
Em relação a seu assunto, relembro que a Srª Presidente não se referio ao ano que iria se candidatar e tambem entendo que todos os candidatos no calor da campanha prometem tudo. Por isso a esse e outros assuntos semelhantes são apenas alucinações de quem os produz respeitando sempre esses actos.
Em Relação ao patrimonio gostava de salientar o estado da Sé que é patrimonio Nacional que devia ser preservado pelo Estado pelos nossos impostos.
Critico alguns partidos politicos retrogados e politicos senis. Que querem tirar o patrimionio (igrejas) a Igreja para que o estado preserve e no entanto está a vista de todos a que estado chegam patrimonio do estado.
Era bom que esses partidos e politicos se redessem as evidencia e dessem a Sé a Igreja, que possivivelmente já estava reparada e nunca tinha deixado chegar ao estado que chegou.
Com os melhores cumprimentos

Joaquim Santos

Anónimo disse...

A nossa "Ponte Vecchio", Ponte
Velha, podia ser uma das jóias do nosso cartaz turístico, porém não passa dum atestado de incompetência e de mediocridade, face ao estado de abandono a que está votada, por parte de quem devia assumir as suas responsabilidades e dar-lhe a dignidade que merece.
Algo deve ser pensado e feito no sentido duma dignificação urgente.
O caos que se verifica na s contas da Autarquia não deixa antever qualquer melhoria a curto ou médio prazo.
A Sé está a cair, a Cruz de Portugal esquecida ......
É triste.
SP

Manuel Ramos disse...

A propósito de monumentos e sua conservação, e para mostrar ao senhor Santos que sempre há pontos de vista que podem ser comuns, e desencadear acções comuns, fica o que escrevi no último número do jornal Barlavento (veja-se em
http://www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=23537

Maldição do Bispo?

Não, não acredito em maldições, mas parafraseando o conhecido dito...«lá que as há,.. há!». Não ponham é a culpa no Bispo!

A antiga Sé de Silves, um dos mais importantes edifícios góticos do sul de Portugal, tem estado amaldiçoada, desde o primeiro momento.

Iniciada a sua construção (após importante querela entre os reis de Portugal e Castela sobre a sua dependência) nos finais do século XIII, inícios do seguinte, foi logo em plena obra vítima de dois grandes terramotos que atrasaram a sua conclusão.

De tal modo que em meados do século XV, em 1458, dizia o bispo D. Álvaro que estava por terminar e não havia outra igreja onde fossem celebrados os divinos ofícios (onde é que eu já li algo semelhante recentemente?).

Pedidos ao rei (não, não era José Sócrates naqueles tempos), viagens de captura de escravos patrocinadas pelo bispo D. Rodrigo Dias do Rego, petições (não, não eram realizadas pelo actual Padre Carlos Aquino), lá foram fazendo chegar algum do dinheiro necessário à sua recuperação, de modo que em 1473 os representantes de Silves às Cortes de Coimbra se congratulam com o fim das obras da ponte e da catedral.

A morte em Alvor de D. João II e o seu enterro na capela-mor da igreja fizeram com que D. Manuel I abrisse os cordões à bolsa e patrocinasse mais alguns melhoramentos. Mas a transferência do bispado em 1577 para Faro relegou o templo de novo para o esquecimento.

Será a destruição provocada pelo Terramoto de 1755 que obrigará o bispo D. Francisco Gomes de Avelar a efectuar importantes obras, hoje visíveis na torre sineira da fachada, na Porta do Sol e outros pormenores do interior.

Em 1922, o templo é classificado como Monumento Nacional. No início dos anos 40 do século XX, mais uma vez a velha catedral é intervencionada, desta feita, pela Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais que, embora criminosamente sacrificando o belíssimo altar-mor barroco e o órgão, lhe devolve um razoável estado de conservação e um espírito mais próximo à sua simplicidade gótica original.

E chegados ao século XXI o que temos? Um edifício cuja cobertura está em iminente perigo de desabar, vai para dois anos, arrastando, caso isso aconteça, provavelmente consigo outros elementos arquitectónicos importantes; um espaço religioso e cultural praticamente vedado à presença de público, impedido de cumprir a sua vocação, apesar de Monumento Nacional, o mais alto grau de protecção legal instituído pela nossa Lei (?) do Património.

Que podemos esperar de um Estado que assim defende os seus mais importantes monumentos?

Se com estes é assim, como estará a política cultural de salvaguarda de outros, relativamente, bem menos importantes?

Para que servem as classificações patrimoniais, com os impedimentos legais que acarretam aos proprietários (neste caso a Igreja), se depois se dificultam as intervenções que estes queiram patrocinar?

Será preciso, apesar da parafernália legal existente, que um pároco e uma comunidade se desdobrem em iniciativas públicas e mediáticas para desbloquear um processo que as autoridades tutelares deveriam, em primeiro momento, tomar a seu cargo?

O que têm a dizer as autoridades responsáveis pelo turismo algarvio, que, desdobrando-se em inúmeras iniciativas de propaganda e marketing em prol desses recentes golfes e resorts, esquecem agora aquele que é um dos mais importantes e visitados monumentos algarvios?

É inadmissível que as autoridades tutelares sacudam de cima as suas responsabilidades na conservação deste monumento nacional. Mas o que dizer daqueles que durante largos anos lucraram, sem contrapartidas, deste destino das suas viagens e programas culturais?

O desabafo vem a propósito da comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, no dia 18 de Abril.

Numa região que pretende diversificar e promover a identidade da sua oferta turística, numa cidade que aposta no turismo cultural e cuja presidente até prometeu candidatar a património cultural da Humanidade (?), é ridículo que cheguemos a semelhantes situações.

Só mesmo em Portugal, só mesmo neste Allgarve!

*Vereador independente pela CDU em Silves, historiador

18 de Abril de 2008 | 16:42
Manuel Castelo Ramos*

Anónimo disse...

Silves, uma História Interminável... Sem dúvidas. Se eramos visitados e lembrados em qualquer parte do mundo como uma linda cidade repleta de história, monumentos e beleza, hoje apenas nos podem recordar pelo abandono e desilusão... Não podemos admitir mais isto, já alguém reparou no estado em que se encontram as ruas do centro Histórico??? Mesmo ao lado do Edifício da Câmara?? Basta subir as escadas (só de 1 lado disponível, pois o outro está vedado desde.....), e tentar andar um pouco pelas ruas na zona acima da Câmara. Os turistas olham para elas desolados, questionando o porquê de uma desgraça evidente e tão grande. Ninguém consegue ali passar nos dias de chuva, mais parece uma ribeira Interminável.. Não de admite...Haja indignação. Façam algo por isto

Anónimo disse...

Que me diz da alegada Bienal de Poesia?
Acho que não passa de uma fantochada despesista patrocinada pela Câmara...
As organizadoras são duas pseudo-poetisas completamente alheias ao concelho.
O homenageado (Urbano Tavares Rodrigues) é apresentado como poeta, coisa que nunca foi, não tendo qualquer ligação a Silves.
Os participantes e oradores são gente desconhecida, que aproveita a boleia das viagens e do alojamento para vir até aqui.
Os valores culturais locais são ostensivamente ignorados e desprezados.
Impõe-se apurar quanto isto nos custa a nós, contribuintes silvenses.
Poderá o Sr. Vereador exigir que as contas (detalhadas) da coisa venham a público?

Manuel Ramos disse...

Embora não vindo aqui a propósito este seu comentário, também "postado" no Blogue do Vereador, volto a repetir:
"O que digo? Que acho bem, que mais poderia dizer? É uma iniciativa que poderá ou poderia ser, assim esta cidade a soubesse apadrinhar, promover os padrões culturais e poéticos que tanto a distinguiram durante a época do Al-Andalus.
Que sejam "estrangeiros" a fazê-lo, infelicidade nossa. Que sejam desconhecidos, sempre é subjectivo, mas poder-se-ía sempre dizer que se promovem os novos e anónimos. Também não sei a quem se refere quando fala das "pseudo-poetisas alheias ao concelho" e que foram organizadoras. Como organizadoras não me parece que precisassem ser do concelho, como organizadoras também não precisavam ser poetisas, ou poetas como preferem alguns.
Enfim, não partilho o mesmo sentimento crítico em relação a este evento quanto o caro Anónimo.
Por isso, e quanto a apuramento de despesas, prefiro centrar-me noutros assuntos."

Anónimo disse...

Pois é.
Centre-se então noutros assuntos e deixe que a fantochada continue.
Seja cúmplice.