segunda-feira, junho 04, 2007

Allgarve ou Beachgarve?

Imagem Barlavento on-line

O programa Allgarve gerou, como todos sabemos, acesa polémica pela anglicista escolha da sua designação. Em boa verdade digo que os argumentos invocados pelos detractores do nome, de que também não gosto, não me sensibilizaram. Soaram a falso pretexto para oposição e afirmação de protagonismo regional que, nas verdadeiras questões, afinal não é feito. Agora que o programa foi divulgado - e que programa, minha nossa senhora! - satisfazendo o lobby das principais localidades litorais e dos seus autarcas PSD ou PS, sempre quero ver quem se levanta para dizer que o (ALL)garve, afinal só é um Beachgarve, ignorando que a norte da EN 125 também somos gente e também há allgarvios!

25 comentários:

Jaquim Santos disse...

Exº Senhor
Já agora silves foi contemplado com que evento, Madona, Michel Jackson, Zé Cabra Ou vamos ter Rainha na Feira Medieval ?
Aguardo, a sua confirmação para poder optar pelo Allgarve ou pelo Pulo do Lobo.
Joaquim SAntos

Manuel Ramos disse...

Se leu o programa divulgado reparou que nenhum evento é referido em Silves. Por isso, e em resposta à pergunta, por aqui não teremos Allgarve. Talvez se arranjem ainda uns Santos Populares...

Anónimo disse...

Ou então um carnaval de verão, e não precisam gastar €€€, utilizam a "tanga" da CMS e as vigas d'oro para adorno................

Filipa Simões disse...

Eu penso que deveria existir Allgarve, Allentejo, escAllabitanos, teriamos tambem um programa para a Beira ALLTa,e para e a regiões onde se pudesse aproveitar um "asito" para lhe acrescentar dos Ellesitos" para os que nasceram em lisboa deveriam ser allfaces nome pelo qual são sobejamente conhecidos, seria de certeza um programa ALL Para todos os gostos e vontades.

Rui Silva disse...

Neste caso acho que não tem a razão toda. Penso que a culpa a muito se deve aos autarcas da região que nada fazem ou fizeram para chamar estes eventos para o concelho. Actualmente a presidente anda muito ocupada a tentar safar-se de toda a polémica e a oposição demasiadamente ocupada a tentar culpa-la (com razão).
Veja-se o caso de Loulé, fica a norte da 125.... a diferença é que o presidente não tem que se preocupar com processos crime.. tem mais tempo para a região.

Joaquim Santos disse...

Exº Srº Vereador
Por acaso não há por ai qualquer legislação recente a penalizar os alunos que escrevem mal portugues?
E porque não se aplica aos srº politicos ?
Com os melhores cumprimentos
Joaquim Santos

Manuel Ramos disse...

Na escola, a boa ou má ortografia é um critério de avaliação, entre outros. E da responsabilidade de todos os professores, sejam ou não de Língua Portuguesa.
Já os políticos são avaliados pelos eleitores.
Os comentadores dos blogues pelos seus responsáveis. Assim, fica o reparo brincalhão: "aí", "português",
"srºs" e "políticos".
Releve a ironia, é pura maldade minha.

Manuel Ramos disse...

Maria Lúcia,
Escreva-me para o e-mail castelo58@gmail.com para que lhe possa responder mais detalhadamente. Já tentei usar o seu anterior e-mail mas não está activo.

MaD disse...

Caro Manuel Ramos
Desculpe o tratamento, pois nem nos conhecemos pessoalmente, mas leio habitualmente os seus blogs.
Relativamente à marca Allgarve, não posso deixar de concordar consigo.
O alarido que é feito na comunicação social (incluo a blogosfera, grande parte da qual já me enjoa) não passa de oportunismo político de braço dado com uma enorme hipocrisia, sob a máscara do falso pudor de "virgens" que nunca o foram.
Quanto ao programa, não o conheço, mas já estou habituado a uma certa preponderância do litoral sobre o Barrocal e a Serra. Com que não me conformo, obviamente.
Mas olhe, a Serra, que já cá está no alto, virá, cada vez mais, ao de cima.
Cumprimentos.

Anónimo disse...

RUI SILVA só um "reparo", as maiores ausencias de "sua magetade" são a passear-se pela Europa!

José Meireles disse...

É caso para dizer que Silves desapareceu do mapa, se é que alguma vez lá esteve.

Anónimo disse...

Dr. Ramos,
O que eu lhe queria dizer, não é segredo nenhum, posso dizê-lo aqui abertamente.
Primeiro, o meu e-mail
esteve "doente" por uns tempos, o que me causou algum transtorno, e penso ainda que foi alvo de "pirataria".
Depois,o que eu pretendia era simplesmente que o Sr. disse-se algumas palavras em homenagem ao meu tio João Sequeira dos Santos que, infelizmente, faleceu no dia 25 de de Maio. Até já lhe falei dele aqui, não sei se se lembra, a propósito dos meus antepassados. Ele era filho do meu avô paterno, Domingos dos Santos, que foi feitor da família Magalhães Barros, cargo que exerceu com muita honradez.
Assustada com o "pirata", resolvi fazer ao e-mail uma pequena alteração que, como é óbvio, não vou divulgar aqui. Mas é bom saber que posso contar com o seu e-mail, para algumas coisas menos públicas.
Depois de saber do passado político de meu tio ainda fiquei com mais admiração por ele. Pouco sabia, e até os próprios filhos, desse passado, que ele calou. Mas soube que foi um grande activista do PCP, e que sofreu muito (esteve preso várias vezes). Um dia perguntei-lhe se ele era comunista, e ele respondeu-me, muito emocionado, que, na época, quem era contra a "situação", era rotulado de comunista.Hoje haveria outras opções políticas. Falei com o meu primo, o filho mais novo dele, também João, que quase nada sabia do passado político do pai, e, tendo visto a casa de azulejos esverdeados,no seu "saco dos desabafos", ela fez-lhe lembrar o Júlio Verne, pois foi na Biblioteca do Conselheiro que meu tio leu toda a colecção daquele autor. Era conhecido por "João Inteligente" e "João Goivinho", não sei a razão desta alcunha.
Para mim foi sempre um tio ausente, poucas vezes o vi, e desgosta-me imenso não tornar a vê-lo e a falar com ele. Os nossos últimos contactos foram telefónicos.
Eu tenho muita admiração por quem luta, com coerência, pelos seus ideais, independentemente do partido a que pertença, e custa-me que meu tio morra no anonimato, com todo o passado que tem. Constou-me há pouco que foi o mestre de José Vitoriano. Para mim, foi um novo tio, apesar de ter feito 91 anos em Outubro. É o último filho de meu avô (era o mais novo dos irmãos), e tenho a impressão de que se fecha aqui um círculo.
Eu gostava que os silvenses, e não só, soubessem do passado político dele, porque para mim ele era uma lenda viva, que morre sem quase saberem que existiu.
Indicaram-me o Sr. como sabendo daquele passado, e era simplesmente isto que eu pretendia: umas simples palavras, como que uma homenagem. Fiz igual pedido ao "Terra Ruiva" mas, como sabe, os leitores não são os mesmos: há os que lêem aquele Jornal e não o seu blogue, e o contrário.
Muito obrigada se me fizer este favor,os meus cumprimentos, e a continuação do seu bom trabalho.
Maria Lúcia

Manuel Ramos disse...

Cara Maria Lúcia,
Já que optou novamente por fazer o comentário, em vez de usar o meu e-mail, como sugeri, por não conseguir usar o seu, aqui mesmo deixo a resposta.
Fá-lo-ía com todo o prazer, mas compreenda: não me sinto de modo algum à vontade para o fazer. É falar do que não sei. Primeiro porque não conheci o seu tio, pouco dele sei, e o que sei é de recente data, por si ou pela minha prima João, nada que me permita redigir meia dúzia de linhas com total segurança do que digo. Depois, compreenda a situação mais uma vez, e com todo o respeito que me merece a memória do seu tio, ficava mal comigo mesmo abrir um precedente que me obrigaria a falar de muitos mais que, na política ou noutras áreas, muito fizeram por esta cidade, e nunca receberam a devida homenagem, nem eu, por pudor, as promovi. E só para que compreenda, falo do Dr. Duarte (da Farmácia), meu parente, ou do meu avô, Manuel Joaquim Ramos, entre tantos outros que não interessa aqui listar...Também eles mereceriam, sem falsas modéstias, devida homenagem, que nunca tiveram nem em vida, nem depois de falecerem.
Mas a questão principal é mesmo não falar do que não sei (sou historiador, tenho os meus tiques!). Por isso publiquei o seu comentário (mesmo que sob este tópico), pois já algo acrescenta à memória de João Sequeira dos Santos. Mas se quiser completá-lo, reescrevê-lo, fazer dele a base de um tópico totalmente seu, disponha, inaugurará no "Saco dos Desabafos" uma nova rúbrica a que darei (tal como fez Pacheco Pereira no seu blogue)qualquer coisa como os "Desabafos do Leitor".
E para quem nos leia, acrescento: sempre com censura prévia, pois este espaço, ainda que não sendo um órgão de comunicação social - no sentido clássico do termo-, tem critério editorial: o meu. É justo.
E para terminar, tal como comecei, mais uma vez lhe peço a sua compreensão para esta minha posição.
Os meus cumprimentos.

Anónimo disse...

Dr. Ramos,
A sua resposta deixa-me desgostosa, mas compreendo-a e aceito-a.
Obrigada,
Maria Lúcia

Anónimo disse...

Dr. Ramos,
Se me permite, acrescentarei que soube que o processo de meu tio se encontra nos arquivos da PIDE, na Torre do Tombo.
Cumprimentos.
Maria Lúcia

Manuel Ramos disse...

Aguarde cara Maria Lúcia,aguarde, pois esse processo da Pide que refere já foi estudado por quem neste momento trabalha o assunto e prepara um doutoramento que fará, por certo, homenagem a todos os que em Silves batalharam pela Liberdade. Sabe de quem falo, não sabe? Da Drª Maria João Duarte, que em breve terá o seu trabalho terminado e, haja boa-vontade, aqui na cidade será publicado e apresentado para nosso orgulho e homenagem aos esquecidos, inclusive o seu tio.
Aguardemos...

Anónimo disse...

Dr. Ramos,
Acaba de me dar uma grande alegria. Eu sabia que a Drª. Mª. João Duarte estava a preparar esse trabalho, pois fui eu que lhe dei o contacto de meu tio e primo. Ela até me enviou parte do trabalho, mas pediu-me sigilo e eu não quis quebrá-lo, divulgando-o. E receei pedir-lhe autorização para o publicar, poderia ela não achar conveniente. Até fiquei desgostosa por ela ter levado tanto tempo a procurá-lo e quando finalmente o encontrou, o meu primo não ter proporcionado o encontro. Mas penso que ele teria as suas razões para defender as emoções do pai, de idade tão avançada e com graves problemas de saúde.
Fico também satisfeita pelos
outros esquecidos, porque deram parte da sua vida a uma causa, privados muitas vezes da sua liberdade, da família, mulher, filhos e saúde, e pagando, por vezes, com a própria vida.
Estou muito comovida. Um bem haja para si e sua prima.
Maria Lúcia

gabriela r martins disse...

nas minhas deambulações diárias ,acabei por verificar que o nosso País ,cinzentão e pobre ,necessita ,de quando em vez ,de uns safanões dados à maneira .depois de correr as estradas cibernáuticas ,cheguei à conclusão que um dos blogues ( a seguir aos meus ,claro!!!! ehehehehe ) que merece as mesmas distinções ,era este .por isso ,aqui ficam as recomendações do Calígula .... e já agora ... não fiques aborrecido comigo

Manuel Ramos disse...

Pela auto-promoção do Calígula?
Que jête! Não...
Viva o Nero!!

Anónimo disse...

Manuel Ramos,
Trato-o assim a seu pedido, e estou de acordo consigo: "Dr." não faz parte do nome. Aliás, quase todos os meus colegas me tratavam por Lúcia ou D. Lúcia, conforme o grau de intimidade ou a idade, e nunca me senti diminuída por isso. Já estavam assim habituados quando me licenciei, e isso para mim era-me indiferente. Aliás, a licenciatura também pouco acrescentou à minha vida profissional; parece que não apreciaram o meu estilo ou postura, mas é mera suposição minha, porque não me habituaram a explicações para as atitudes totalmente descricionárias tomadas a meu respeito, após 2002.
Mas o que me levou a este "desabafo" foi ter ido ver o saco dos seus, e ter deparado com duas coisas:
A 1ª. trata-se de um erro ortográfico meu (quando falei de meu tio João, em 14 de Junho), o que é pouco vulgar em mim, mas aconteceu (e costumo assumir os meus, daquela ou de outra espécie): assim, onde se lê "deve-se", deverá ler-se devesse. (E logo neste espaço, em que há reparos sobre os erros ortográficos, em registos anteriores!).
A 2ª. é a conversa da nossa amiga Gabriela: não acredite no que ela lhe diz, porque, ou é do calor, ou da falta de férias, anda a repetir aquele elogio por outros blogues, a magana! (Não fique aborrecida comigo, miga!).
Olhem, até apetece dizer "Ave, César!". O que valeu foi que houve alguns "brutus" que trataram da saúde aos três: Calígula, Nero e César.
Avé-Marias a todos!
Maria Lúcia

Anónimo disse...

Dr. Manuel Ramos,
Tenho estado muito preocupado com o seu silêncio. Nem aqui nos desabafos, nem no blogue do vereador nos tem dado as notícias a que nos habituou. O Sr. está doente? A Câmara está de férias? Está muito ocupado com a época de exames? Espero que não seja nada de preocupante... É que isto tem estado realmente muito parado!

Manuel Ramos disse...

Agradeço a sua preocupação, caro leitor.Tem sido tudo isso um pouco, menos o estar doente, felizmente! Mas espero arranjar vontade para publicar nos dois blogues ainda um tópico antes de ir de férias.

Anónimo disse...

Dr. Ramos,
Fico muito satisfeito por saber que o facto de não nos ter dado mais informações não é por motivos preocupantes.
Ninguém ainda aqui falou da história do livro de reclamações da Câmara, ou seja, do chamado livro amarelo. Li a notícia num jornal, não sei se o Sr. a conhece, e achei muito correcto o procedimento do arquitecto que, ao pedir o acesso a um seu processo, que lhe foi negado, foi chamar a GNR, que inquiriu vários serviços camarários, onde aquele livro não existia, tendo levantado auto da ocorrência, para subsequente procedimento. Parece que isto já era hábito antigo, segundo constava, e jogavam com a ignorância das pessoas. É bom que haja gente informada e disposta a procedimentos deste tipo. O Sr. não acha?
Os meus cumprimentos.

Manuel Ramos disse...

Acho. E provavelmente, se fosse eu, teria feito o mesmo.
Agora também lhe digo, sem menosprezo pelo caso do arquitecto, e do que sei só por estes quase dois anos que por ali ando, que este assunto é quase um fait-divers. Teve é honras de Correio da Manhã! E isso faz a diferença...infelizmente!

Anónimo disse...

Pois é, Sr. Vereador. E a guardiã do livro(daquele de que se conhece a existência)adora mandar dizer que ele não existe. Não existindo, as pessoas não podem reclamar. E não se lembram ou não sabem reclamar, ou não sabem a quem fazê-lo, da falta da sua existência. Assim não há reclamações... A Câmara é linda!!! (e com idéias destas, tão brilhantes, cedo se chega à direcção de um departamento. Ou seja, uma mão lava a outra, e as duas lavam o rosto...)