terça-feira, junho 27, 2006

Campeões...mas sem treinador!

A propósito da notícia "Algarvios são campeões nacionais da reciclagem" no jornal Barlavento ocorre-me dizer o seguinte:

1. Fraco número este (31 Kg/anuais) com que se chega ao pódio!

2. Ainda assim, no concelho de Silves a média não chega a 18 kg/hab!Pior, no Algarve, só Alcoutim (5,8 kg), Monchique (11kg), Olhão (13,9 kg) e São Brás (15,8 kg).

E porquê? Porque talvez nem todos saibam que por cada Kg de lixo indiferenciado que a autarquia coloca no aterro sanitário paga um determinado valor, que sobre nós no final recai, e sendo separado não. Daí que o valor da nossa participação, enquanto cidadãos conscientes da importância da reciclagem dos resíduos sólidos urbanos, possa diminuir a factura que a autarquia paga à ALGAR, além do que é realmente mais importante, melhorar o ambiente que todos usufruem hoje e no futuro.

Esse dinheiro que se poupou, respeitante às 607 toneladas que em 2003 ainda assim depositámos para reciclagem, não vi ainda ser aplicado em nenhuma campanha de sensibilização neste concelho. Porquê? Estamos bem precisados. Vejam-se só alguns números:

Loulé - 28 kg/hab Albufeira - 33 kg/hab Lagoa - 34 kg/hab Portimão - 36 kg/hab .....

e Silves com metade de Portimão: 18 kg/hab.

Não disse!?

6 comentários:

Aldo Alex disse...

Mais uma vez muitos parabens pelos temas e esclarecimentos que nos tras.
Quanto às taxas que se pagam, eu continuo sem perceber como recebo a factura da agua de 2 meses com 1,40€ de consumo e dpois pago mais 11,70€ de aluguer de contador, residuos solidos e saneamento........ é de loucos!
No que toca a reciclagem, eu tento fazer o meu papel, pois tenho um ecoponto em frente de casa. Mas também acredito que muitas pessoas não o façam por não existirem ecopontos suficientes.

Campaniço disse...

Olhi sr prefessor Manel Ramos, dande agora aqui um passêzeco no mé competadôrzinhe (qué goste méme de minterter com esta jaringonça), encontri o que o sr. descreve e desde já le digue que gosti munto do que pudi ler e vou vesita-lo doutras vezes e desabafar consigue.
É qué cá enteresse-me munto sobre a reciclage e tude o qué bom pó embiente.Já vi que vou aprender munta cousa com mecêa.
Desculpe a minha escrituração, p' amor de Dés, má é só sê descrever come fale e sou da serra e nunca andi à escola e come o sr é prefessor, até fique assim à que modes pó envregonhade.
Dés le dê saúde, até à prócema e nã me leve a mal.

O Campaniço Monsquêro

manuel castelo ramos disse...

Na prestação desse bem essencial que é a água, as autarquias comportam-se como qualquer outra empresa monopolista, caso da EDP. Têm dois negócios: o da venda do produto (água/electricidade) e o aluguer dos contadores. O que é totalmente imoral, já que o ónus da prova é sempre do fornecedor, nunca do consumidor. Nós só queremos o produto, a determinação do que gastámos não é problema nosso! Já viram o que seria se nos obrigassem a pagar o aluguer ou a instalação dos contadores/bombas de gasolina?
Agradeço os vossos comentários...

Joaquim Santos disse...

Drª Manuel Ramos
Gostava de saber se o Srº como membro da vereação não permanente já tomou algumas diligências jurídicas no sentido terminar com a taxa de aluguer? Sabe é que para mim ser político não é dizer o que esta mal é sim tomar acções.
Acerca da reciclagem acho que quem de direito devia aumentar a taxa de resíduos. E consoante o aumento de selecção diminuição da taxa e vice-versa. Mas sem antes uma educação a toda a população.
E aproveitando o assunto deveria o Srº tomar diligencias para que a Câmara obrigue a Algar a cumprir a sua função. Fazer a recolha mais assídua.

manuel castelo ramos disse...

Continua equivocado, Sr. Joaquim Santos, quanto ao destinatário da mensagem. Eu sou oposição e o meu papel não é "tomar acções", isso cabe ao executivo permanente. A mim cabe-me vigiar, criticar e sugerir alternativas ao executivo, e é isso que faço nas reuniões camarárias. Diligências jurídicas, não sei se está ao corrente, mas já temos que cheguem.
Gostava também de saber como faria a selecção entre os que fazem e os que não fazem selecção de resíduos: um fiscal em cada ecoponto? Quanto a pressionar a Algar, que o faça o executivo permanente que lá tem lugar como accionista.

Joaquim santos disse...

Exº senhor
Tem toda a razão, a oposição é "..Vigiar, criticar e sugerir alternativas..." Sabe é que eu tenho um conceito de politica diferente. E além disso entendo o seu ponto de vista partidário apesar de independente (penso eu), de estar muito preso a ideologia.
Eu não faço selecções das pessoas e muito menos comportamentos. A fiscalização é necessária, mas eu gosto mais de educação. A fiscalização faz me lembrar algo negativo.
O que sugiro é simples;
1. Condições para deposito de lixo seleccionado. Mais pontos de recolha.
2. Esclarecimento, educação
3. Tempo para por em pratica.
Se verificar-se que as pessoas não estão a respeitar passa se ao ponto 4
4 Penalização.
A penalização e simples, se houver grande percentagem de lixo para reciclar junto ao lixo orgânico, aumenta se a taxa de residos sólidos. Se essa percentagem descer desce também a taxa.
Sei que os que fazem reciclagem também pagam e não é justo. E uma realidade. Mas o meio ambiente e mais importante. Mas penso que os que já sabem fazer a divisão dos lixos vão informar os que não sabem. Sei que não é adepto de mais carga fiscal. Mas é um mal necessário.