sábado, setembro 19, 2009

A fructibus eorum cognoscetis eos

"Pelos frutos se conhece a árvore", é o que significa a expressão latina que faz o nosso título.
Do latim, que superficialmente abordei no antigo 5º ano do liceu, guardo um braçado de clássicas expressões que sempre ficam bem e impressionam em qualquer conversa ou discurso, o título do filme Quo Vadis, os impropérios dos legionários romanos nos livros do Astérix, enfim, nada que me permita em pleno século XXI ler a primeira página do site de campanha de Isabel Soares e saber qual a sua "Obra Feita".


É latim demais p'ra mim, e duvido mesmo que para muitos seminaristas. Bom, mas se aqui nada sabemos, vamos à página específica que dá por tal nome. E o que é que ficamos a saber? Que nem identificar a obra feita é coisa fácil, tal a sua dimensão e dificuldade de identificação.
Em Pêra, a obra é obra:






Ali foi feita uma Estalagem e um Museu do Lagar (sic)...,







...uma Estrada para Monchique!



Por seu lado, S. Marcos da Serra conheceu um novo Centro de Saúde, mal assinalado pelas Estradas de Portugal na IP1...












E onde era a mui nobre Sociedade Recreativa é agora um moderno Polidesportivo, ainda que fechado (como o teatro em Silves). Está explicado por que é que alguns em S. Marcos se opuseram a esta magnífica obra: eram indivíduos de um só desporto, o das mines!
Mas não termino sem uma preciosidade.
Os Campilhos, ali em Messines, e as bonitas moradias que na foto se vêem, foram mais uma obra de assinatura Isabel Soares. Nada mau, como habitação social!



Enfim, este site de campanha é, claramente, mais uma bela obra feita pelo PIS, na linha do que nos habituou a página da Câmara. O dinheiro não é realmente tudo, e mesmo pagando bem, provavelmente a profissionais do ramo (não, neste caso vos garanto que não foi a PLMJ), nem assim as coisas ficam bem feitas se não forem genuínas e se por parte do staff não houver capacidade ou empenho para produzir, seleccionar conteúdos ou a qualidade do produto final.Poderão alguns pensar que este é assunto menor. Afinal, é uma simples página para a campanha autárquica. Não é, e por uma simples razão: porque é simples exemplo do que em todas as obras soaristas temos visto, com olhos de ver, desde a inauguração das obras do castelo (já nem falo da do teatro), passando pelo Jardim de Messines, à envolvente da Cruz de Portugal. É difícil ver alguma coisa bem feita, e sem pontas soltas!
Quae fuit durum pati, meminisse dulce est 
(o que é duro de passar, é bom de lembrar).

P.S.1- Por razões óbvias, a desactualização deste comentário crítico é garantida. Falta saber quanto tempo demorará a efectivar-se. Isso, porém, também nos dará a medida do empenho e profissionalismo do referido staff!
P.S.2(23 h)- Foram rápidos a traduzir o latim, falta agora o resto.
P.S.3 - Já agora, convinha não confundir uma cerimónia oficial realizada em nome da Câmara Municipal de Silves (Recepção oficial dos Professores), com uma acção de campanha eleitoral de Isabel Soares  (http://www.isabelsoares09.com/agenda.asp ). Os professores que estiveram lá presentes talvez não gostassem (menção entretanto retirada no dia 22, logo após a Assembleia Municipal onde Margarida Ramos levantou a questão).

quinta-feira, setembro 03, 2009

Cuidado, silvenses em geral, está aí a campanha eleitoral

(clique na imagem para ampliar)

As recentes notícias emanadas do agora atarefado Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Silves (ao serviço da maioria autárquica e, com o nosso dinheiro, "por arrasto", da campanha eleitoral do PSD), merecem comentário. Hoje, "enchi o copo", como é uso dizer, quando tive conhecimento da aprovação em Conselho de Ministros do Plano de Ordenamento da Barragem do Odelouca. Mas já lá iremos, mais à frente.
Primeiro foi o inacabado Polis que teve as honras das visitas de Cavaco Silva e, depois, do Ministro do Ambiente, Nunes Correia. Fizeram as figuras que fizeram, disseram o que disseram, mas quem sabe verdadeiramente das coisas somos todos nós! Este último marcara já presença na inauguração das gaiolas vazias para o lince ibérico, na Herdade das Santinhas (Messines) e que mereceram de chofre, da parte da nossa presidente(a) a declaração/promessa da instalação de um Observatório do "animal" cujo futuro não será seguramente no concelho de Silves, mas na Serra da Malcata. Depois vieram a lume as notícias da inauguração do Museu do Traje...e das Tradições, em Messines (esperemos que não tenha igual destino ao do Teatro Mascarenhas Gregório em Silves e, cuidem-se para que o património etnográfico do Rancho Folclórico não seja "municipalizado": sim, o protocolo proposto pela CMS esquece o assunto). Armação de Pêra, bom, é melhor não falar muito. As obras de requalificação têm atrasos (esperados!), o apoio de praia continua fazendo ondas, e assim, o melhor é mesmo manter o cumprimento do Regulamento do Plano de Pormenor de Armação quanto a esplanadas e ocupação de domínio público em lume brando (volta "a uma próxima reunião, lá para Janeiro", foi a decisão da maioria (p)residente na reunião camarária do dia 2 de Setembro, pois claro, compreensível em período pré-eleitoral!!). Tunes tem como sonho a Plataforma Logística, mas bem pode ir sonhando; Algoz, primeiro o parque temático e depois o IKEA (onde já vão!), são história, no sentido literal do termo; Messines, a Penitenciária (que também, parece, já era!), mas que se pode dar por satisfeita com a Central de Lamas, o Jardim novo e o já referido MUSEU; Silves, com o Polis mais a recuperação e reabilitação de toda a zona habitacional do Centro Histórico (assim como está até é propício para as feiras medievais!); Alcantarilha com mais uma grande superfície comercial e Pêra, com a permissividade imobiliária que a descaracterizará por completo e fará da Lagoa dos Salgados e da Praia Grande, reservas de (e para) um turismo de massas avassalador.

Mas o que me fez mesmo azedar, transbordar o copo da minha indignação, foi ter conhecimento dos dois projectos anunciados pela nossa presidente para a freguesia de S. Marcos da Serra (actualmente PS): a praia fluvial e o parque de campismo. Ou são pura demagogia (atenção Drª Manuela Ferreira Leite!), ou são pura ignorância de quem os anuncia!! Em qualquer dos casos o assunto é grave...

Porquê?

Porque o Plano de Ordenamento da Barragem do Odelouca, aprovado hoje em Conselho de Ministros, mas que já estava há já algum tempo em consulta pública, não permite qualquer parque de campismo na zona de S. Marcos da Serra. A zona prevista para a instalação de um equipamento deste tipo é junto à comporta, na freguesia de Silves (veja-se a localização proposta para o Parque de Campismo na Planta Síntese); praia fluvial, parece-me difícil face à explícita proibição, prevista no referido Regulamento, de banhos e natação na albufeira (conf. Regulamento, art.12, nº2B)!

Afinal, promete-se o quê? Política de Verdade!

Como diria o Pessa: "E esta, hein?"
Digo eu: cuidado "silvenses", o período eleitoral está aí!

quinta-feira, agosto 27, 2009

Carlos Matos, um resistente

Foto Filipe Antunes, Jornal Barlavento

A notícia do Barlavento inspirou-me e decidiu-me a realizar este pequeno texto de homenagem a um dos silvenses que mais admiro: Carlos Matos.

E não só por ser um resistente, como o classifica o Barlavento, na vontade e na persistência em manter uma actividade hoje dominada pelas grandes multinacionais. Por ser quem é: modesto, persistente mas tolerante, afável, sempre simpático, trabalhador. E um empreendedor nato. Mas como se costuma dizer, "santos da casa não fazem milagres", e aí está, desde há alguns anos, uma situação que não se verificou durante quase todo o séc. XX em Silves: a cidade não tem um cinema, ainda que tenha um espaço para isso!

Um abraço a Carlos Matos e os maiores sucessos, por Portimão e agora Olhão, esperando que em breve o sonho de Silves possa voltar a ser uma realidade.

Oxalá!

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P.S. - Uma palavra de parabéns à iniciativa da CMS de no dia 3 de Setembro homenagear outro(a) silvense, Maria Keil, com a colocação do auto-retrato que doou na sala com o seu nome na Biblioteca Municipal. Ainda não é a exposição retrospectiva que a Biblioteca Nacional e Lagos já lhe realizaram, mas sempre é alguma coisa.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Somos parvos ou quê?

A recente inauguração das obras do Polis em Silves, inicialmente previstas acabar em 2005, e que contaram com a presença do ministro do Ambiente (também ele em campanha), não podem passar em branco sem mais um comentário meu. Sendo época de eleições todos querem tirar partido de alguma coisa que se veja ou mesmo que não se veja. Primeiro foi Cavaco Silva que se prestou a vir inaugurar as obras por finalizar no castelo, agora é o ministro do governo PS, Nunes Correia, para pôr fim a um Polis que não terminou, na prática. É só lembrar (veja-se foto abaixo) o que se passa em pleno Centro Histórico. O Museu da Arrochela, o Moinho Valentim e o seu passeio pedonal, a reabilitação da Ponte Velha são agora para esquecer. Com dinheiro que já não há, mas que agora já só sairá da autarquia, que teve que contrair empréstimo para financiar a sua parte deste Polis, façam-se buffets, outdoors, passeatas, entrevistas para a imprensa, obras de véspera para "ministro ver", enfim, o espectáculo à maneira, "pró pagode também ver e votar".

Haja vergonha e perguntem aos moradores do centro histórico se realmente Valeu a Pena.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Então não é ?

De Saco dos Desabafos

Post Scriptum (17.8.2009) - Após a publicação deste post recebi um e-mail da redacção do Get Real que muito apreciei e explica o erro que neste artigo comento. Vejam a nota final de rodapé.

Vai primeiro o original, faço depois a tradução para os mais preguiçosos!

Silves culture RIP

Members of the Socialist Party (PS) and Christian Democrat Union (CDU), along with some members of the Left Bloc (BE), gathered outside Silves’ Mascarenhas Gregório Theatre to celebrate its 100th Anniversary on July 24 and to lament the fact that it has remained closed since restoration works were completed in 2005, prior to local elections. According to Manuel Castelo Ramos, leader of Silves CDU: “It is a pity that the theatre remains closed through negligence, lack of a work plan and hastily completed works. It is shameful.” Lisete Romão, local PS leader, said that “since being restored, the theatre has deteriorated both inside and out”. The group laid a wreath at the door of the theatre with the inscription – “Here lies the culture of Silves”.

Tradução: Membros do Partido Socialista (PS) e da União Democrata Cristã (CDU), juntamente com alguns membros do Bloco de Esquerda (BE), reuniram-se frente ao Teatro Mascarenhas Gregório em Silves para celebrar o 100º aniversário no dia 24 de Julho e para lamentar que tenha continuado fechado desde os trabalhos de restauro completados em 2005, antes das eleições locais. De acordo com Manuel Castelo Ramos, líder da CDU de Silves: "É uma pena que o teatro permaneça fechado por negligência, falta de planeamento e trabalhos apressados por concluir. É uma vergonha." Lisete Romão, líder do PS local, disse que "desde que foi restaurado, o teatro deteriorou-se por dentro e por fora". O grupo depositou uma coroa de flores na porta do teatro com a inscrição - "Aqui jaz a cultura de Silves"

Fico a saber por esta notícia do Get Real (nome curioso, aliás) três importantes coisas, quiçá úteis pr'a(s) campanha(s) eleitoral que se avizinha(m)?


- que o vereador Manuel Ramos é líder da CDU em Silves

...e que, assim sendo, é também um democrata cristão, do dito Christian Democrat Union!! O que eu não fiquei a saber muito bem, é se o jornalista estava a escrever sobre o assunto em Portugal ou desde a Alemanha, enfim, se estava em Portugal mas a pensar na Alemanha! É que com tantos turistas e/ou jornalistas por este Allgarve, só pode dar confusão.
...e ainda: que os trabalhos de restauro (reabilitação era melhor) ficaram prontos em 2005! Isso quiseram que o povinho pensasse!!

Mas justiça seja feita à citação do que foi dito (pelo menos a minha, perdão, a do putativo líder dos Democratas Cristãos de Silves). Tal e qual!

Estaria por lá um telemóvel?
Nota Final (P.S.) - Dois dias após a publicação deste post recebi um e-mail da Get Real invocando as suas desculpas quanto à gralha referida e disponibilizando-se para na sua próxima edição realizar a devida correcção, que entendeu previamente submeter à minha apreciação. Relevo a atitude profissional manifestada pela editora do jornal, Fiona Perris, e a humildade que demonstrou (até perante a minha ácida crítica), atitudes hoje em dia bem raras e que só prestigiam quem as toma.
Deixo-vos com o conteúdo do mail que a jornalista me enviou, e de forma simpática procurou escrever em bom português:
Boa Tarde Exmo Sr Manuel Castelo Ramos

Vem por este meio pedir desculpe para os erros editoriais que foi publicada na edição acima mencionado. Foi alertado para o seu blogue e venho por este meio pedir desculpe para os erros para qual vamos publicar uma correcção na nossa próxima edição dia 18 de Agosto. Em baixo uma cópia de correcção e eu agredecia se pode me informar até as 11 horas de amanhã se considere que falta qualquer assunto.

Error
A news article published August 4 entitled ‘Silves culture RIP’ contained some errors with regard to a political party and a Silves councillor for which we apologise.
In correction: the CDU stands for Democratic Unity Coalition (Coligação Democrática Unitária) and not Christian Democrat Union (the German political party). The CDU is a coalition between the Portuguese Communist Party (PCP) and the ecological party The Greens (PEV). Manuel Castelo Ramos is not, as reported the “leader of Silves CDU”, but rather an elected councillor, independent but integrated on the CDU list.

Vamos aplicar mais atenção no futuro para melhorar a qualidade de jornalismo e para evitar futuros erros semelhantes.

Peço desculpe tambem para o meu pessimo português.

Atentamente
Fiona Perris
Obrigado Fiona!

domingo, agosto 02, 2009

Silves - de maior concelho do Algarve ao melhor da Europa

in http://canalsu.blogspot.com


A época eleitoral é propícia ao desvario. Mas Isabel Soares abusa.

Pouco tempo passado após a promessa de fazer de Silves "o maior concelho algarvio"(sic), promete agora transformar o concelho "no melhor da Europa"!!

Temos aqui mais um exemplo do que é a "política de verdade" do PSD e o exemplo acabado de que o PIS segue à risca os conselhos da presidente daquele partido, Manuela F. Leite, quando no Algarve veio pedir aos autarcas que não prometessem o que não podem e só falassem verdade.

As declarações de IS foram feitas no âmbito da apresentação do PEDS (Plano Estratégico de Desenvolvimento de Silves) que, embora sendo documento imprescindível e fundamental para o futuro planeamento concelhio, merecia não ficar marcado por declarações eleitoralistas deste calibre e por outras de igual timbre que adiante comento. Como não pude estar presente (embora tenha estado anteriormente numa das sessões de apresentação e preparação deste documento) vou basear-me e confiar no que li no Terra Ruiva on-line.

Começando com humor, devo referir que não seria necessário IS citar o Papa João XXIII para nos convidar a trabalhar: bastaria citar Cavaco Silva quando era ainda primeiro-ministro.

Em segundo lugar, fica o sublinhado para as palavras do Dr. Ricardo Tomé que acha que a Fissul deve ser capitalizada e transformada num espaço multi-usos de importância regional; longe vão os tempos em que IS, na oposição, falava de um elefante branco. Assinalável também a informação do técnico camarário que nos vem dizer que a partir de Agosto o PEDS estará disponível no site da Câmara; os leitores do Blogue do Vereador por lá já o vêem há dois meses!

Vem agora o melhor: Isabel Soares encerrou a apresentação com umas palavras de agradecimento e a promessa de transformar o concelho de Silves no "melhor concelho da Europa" (in Terra Ruiva): já nem faço mais comentários!

E depois: Em conversa havida com a comunicação social presente, a presidente da CMS realçou a aposta na Inovação e Conhecimento, na Localização da Plataforma Logística, na Zona Industrial do Algoz, no Desassoreamento do Rio Arade e no Património Cultural Natural (idem): em todas as campanhas a ladaínha é a mesma, com excepção desta coisa agora que é a I&D, muito na moda, e que é de momento, depois do golfe, o novo paradigma para poder construir imobiliário em tudo o que é sítio!

E termina com mais duas declarações espantosas:
1. A importância estratégica do rio justificava a "autarquia assumir a responsabilidade financeira do desassoreamento do rio Arade". Será que alguém lhe perguntou por que é que ainda não o fez nestes 12 anos??!

2. "A edil prometeu, em espaço ainda a definir, um Observatório do Lince Ibérico, na cidade de Silves" (idem). Ai agora é o Lince Ibérico?! E que é feito do Centro Tecnológico da Citricultura que IS deixou cair, da Festa da Laranja ou Feira Nacional da Citricultura, dos Congressos de Citricultura, da promoção e institucionalização da marca Laranja de Silves?, coisas que realmente ajudariam a construir a imagem cultural e ambiental deste concelho. Poderá até haver um pequeno centro interpretativo e de investigação junto ao Centro de Reprodução da Herdade das Santinhas (Funcho) que não é sequer responsabilidade sua ou da autarquia, mas se pensa que em Silves vai haver linces para observar além dos que vêm para o Centro de Reprodução, enfim, e passo a expressão, ponham as barbas de molho! E os coelhos na Serra de Silves?
Silves vai ser barriga de aluguer: os linces vão para a Malcata.

Enfim, demagogia e ignorância muito para além do qb!


sexta-feira, julho 03, 2009

Lagoa dos Salgados, mais uma vez

por Elisabete Rodrigues, Barlavento
Reproduzo adiante, o comentário ao comunicado da Almargem publicado no Barlavento-on-line, e com o qual totalmente me solidarizo, enquanto cidadão e vereador não permanente na Câmara Municipal de Silves.
O Executivo Permanente do PSD neste concelho, irmanado com os seus "companheiros" de Albufeira, continuam de olhos vendados quanto aos sucessivos atentados a este espaço ecologicamente notável. Basta referir que até hoje, e numa sucessão de más notícias que tem uma média trimestral, a CMS nunca emitiu qualquer comunicado manifestando a indignação pelo tratamento que este espaço no concelho de Silves tem tido.
Problemas no Gabinete de Comunicação Social da Presidência ou questões de prioridade?
Aqui fica a notícia completa:

Salt Beach Club afecta Lagoa dos Salgados, denuncia a Almargem
por elisabete rodrigues

Lagoa dos Salgados
As obras de terraplanagem do Salt Beach Club, que irá funcionar durante um mês de Verão na zona da Lagoa dos Salgados (Silves), já se iniciaram, «levando à movimentação de terras, corte de vegetação e perturbação geral do ambiente local», denunciou hoje a Almargem.

TEMAS: Ambiente

O espaço de animação nocturna vai funcionar entre 18 de Julho e 22 de Agosto, à semelhança do Sasha Beach da Praia da Rocha.

A Associação Almargem faz questão de dizer que «nada tem contra a realização de eventos culturais e musicais que possam contribuir para complementar a estadia dos muitos milhares de veraneantes que por esta altura procuram o Algarve».

Mas sublinha «que tais eventos não podem é pôr em causa valores que vão muito para além de algumas noites bem animadas».

A Almargem considera que a Lagoa dos Salgados e a região envolvente (Dunas da Praia Grande, Sapal de Pêra) «já há muito deveria ter sido transformada numa reserva natural, tendo em conta a sua importância, sobretudo, para diversas espécies de aves aquáticas».

«Este é um facto reconhecido internacionalmente, pois são inúmeros os “birdwatchers” que vêm expressamente ao Algarve para observar aves nesta zona», acrescenta a associação.

«Infelizmente, as entidades responsáveis têm vindo a olhar para a Lagoa dos Salgados e Praia Grande apenas como um factor valorizador de um futuro mega-empreendimento turístico que pretende aqui instalar mais um campo de golfe e habitações para cerca de quatro mil pessoas», sublinham ainda os ambientalistas.

«A própria Lagoa possui problemas gravíssimos - poluição da água, alagamento sistemático do campo de golfe já existente há algumas décadas e que foi construído no próprio leito de cheia - o que tem levado a sucessivas intervenções de esvaziamento da lagoa, com consequências dramáticas para a sobrevivência das aves e outros animais ali existentes», frisam.

Enquanto este «projecto insustentável de ocupação urbano-turística da zona da Praia Grande não avança, o abandono, a degradação e a utilização do local para actividades com significativo impacto ambiental, têm constituído uma estratégia consciente, com vista a tentar reduzir ao mínimo os valores naturais existentes», acusam. E «o Salt Beach Club insere-se claramente nessa estratégia», acrescenta a associação.

A terminar, a Almargem apela à Câmara Municipal de Silves e às restantes entidades com jurisdição sobre a zona, «para que reconsiderem, de uma vez por todas, o que querem realmente fazer do futuro da Lagoa dos Salgados, da Praia Grande e do Sapal de Pêra».

«Em vez de mais um falso paraíso de betão, palmeiras e golfe, igual a tantos outros, por que não ter a coragem de transformar esta região num parque ecológico de projecção e reconhecimento internacional?», interroga a mais importante associação de defesa do ambiente do Algarve.

Concluo, citando o Presidente da República durante o discurso de inauguração das obras de "requalificação" do Castelo de Silves:

“É um grande investimento, num concelho que tem sido capaz de criar a sua competitividade turística, com a aposta na cultura e que se tem vindo a afirmar como pólo de atracção cultural de qualidade ambiental”.

Quem sou eu para o desdizer?!

P.S.- E se não bastasse, hoje dia 12 de Julho, é notícia a mortandade de peixes.

Inaugurações?!

quinta-feira, abril 02, 2009

Já perguntaram à IKEA?


Afinal, quantas são as lojas da IKEA projectadas para o Algarve, já nem contando com a da Andaluzia?


Os presidentes das autarquias já as vão anunciando, mesmo que a campanha eleitoral não esteja oficialmente aberta: uma poderá ser no Algoz (Apesar de não haver certezas, Isabel Soares disse que um dos investidores interessados em implantar-se em Algoz seria o grupo sueco IKEA...), outra em Loulé com o alto patrocínio de Seruca Emídio, e outra ainda em Faro, conforme quer José Apolinário. É nestes momentos que se vê a solidariedade intermunicipal algarvia, e o importante papel da AMAL na conciliação dos interesses locais, fazendo sobre estes prevalecer os superiores interesses regionais. O Algoz se não receber o grupo escandinavo já está habituado a estes bluffs. Afinal, ainda não foi há muito tempo que ali se anunciou a instalação do maior parque temático de Portugal. Mas por aqui já estamos habituados.


Agora digo: continuemos assim e, para além das botijas de gás, do gasoil e dos caramelos, ainda iremos cruzar o Guadiana para comprar mobília! A ver vamos!

sábado, fevereiro 28, 2009

Afinal, somos os primeiros ou o segundos? hein!


Não, não foi em 1 de Abril (Dia das Mentiras), nem brincadeira de Carnaval porque ainda não o era. Foi no passado dia 19 de Fevereiro, data em que o PSD/Silves comemorou os trinta anos de existência.

Não sabemos se foi por culpa do champanhe, do recheio do bolo, ou do açúcar em pó da cobertura. Mas alguma coisa foi!

Só assim Isabel Soares se lembraria de dizer que «Silves é um dos maiores concelhos do Algarve. Com o desenvolvimento previsto passará a ser o segundo, se não for o primeiro. O futuro para os nossos jovens está assegurado» (tá escrito, não fui eu que inventei). A princípio até pensei que se referia ao tamanho, isto é, à sua área. É efectivamente o segundo do Algarve. Mas depois vi que não era isso a que se referia, já que, se assim fosse, não poderia passar de segundo para primeiro, não é? E depois lembrei-me: Isabel Soares tem este problema de imaginação, dizem alguns, tem um acentuado pendor optimista, alvitram outros. Há algum tempo atrás (por acaso até eram anos eleitorais, por acaso), queria que Silves fosse Património da Humanidade. Queria, porque pouco fez por isso, e nem sabe o que custa! Queria também equipará-la a Sevilha, imagine-se! Madre mia! Agora irá ser, com as suas referidas cautelas (pode ficar ainda em segundo lugar...), é justo dizer, o mais desenvolvido concelho do Algarve. Até às eleições autárquicas do próximo Outubro, calculo eu.

Mas, por fim, lá entendi a profundidade da mensagem subliminar presente. É que, sendo Silves um dos concelhos algarvios com mais idosos e menos jovens, estes últimos têm com certeza o futuro assegurado: fácil, cuidando dos mais velhos. Assim se garantirá pleno emprego, qualidade de vida na terceira idade, enfim, o tal primeiro lugar nas estatísticas de desenvolvimento regional. Como é que não pensei nisto antes de escrever, o que escrevi, logo no início?!

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Ou era bruxo...


"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado" foi algo que alguém disse há cerca de 142 anos.
Adivinhem quem? (resposta daqui a alguns dias)

quinta-feira, outubro 23, 2008

A Vingança é um prato que se come frio...a dois!

Dois anos exactos sobre o seu primeiro romance, "Traição na Trilha do Ouro", também conhecido por "Traição como ela é", eis que o mesmo autor nos brinda com notável papel no filme "A Vingança é um prato que se come frio...a dois!" de um conhecido realizador da nossa praça.
Sinopse: Os habituais longos diálogos em voz-off do realizador/comentador, com superlativa adjectivação, largos planos de enquadramento do protagonista, alguma publicidade pro-bono menos subliminar, uma insistente vontade em relançar assuntos antes proibidos no ideário deste surpreendente realizador, enfim, a perfeita receita para esta obra que, historicamente, inaugura uma nova fase no seu trabalho em Silves.

Veja aqui o longo trailer.

quinta-feira, outubro 09, 2008

Parabéns a um amigo

Não é só um amigo pessoal que muito estimo, é um grande amigo de Silves, e por isso se justifica este apontamento de homenagem.
Adalberto Alves foi ontem distinguido com o importante Prémio Sharjah (Xarja) para a Cultura Árabe, criado em 1998 pela UNESCO. É totalmente merecida esta distinção para aquele que há largos anos se dedica de alma e coração ao estudo e divulgação da nossa herança cultural luso-árabe, e assim também de Silves. Está mesmo, nesta matéria, entre os pioneiros da "arqueologia" da palavra, da poesia, do misticismo islâmico, tendo o seu primeiro livro (creio eu) sobre estes assuntos, "O meu coração é árabe" (1987), despertado um enorme interesse e entusiasmo pela poesia luso-árabe. Nele pudemos pela primeira vez ler muitos dos poetas que cantaram Silves em árabe, entre eles al-Mu'tamide ou Ibn 'Ammar, personagens a quem já dedicou outros livros. Prepara-se agora para nos apresentar mais um trabalho de grande fôlego, com o seu rigor habitual, o de um dicionário de palavras portuguesas de origem árabe.
Convém ainda lembrar, à atenção dos silvenses, o facto de ser co-fundador do Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves (CELAS) e presidente do seu Conselho Geral.
P.S.- Leia-se o artigo que lhe dedicou o Barlavento on-line.

segunda-feira, setembro 22, 2008

Ela merece(ía)...não fosse tudo já passado

P.S.(Nota prévia) - Este foi o post que fiz em 22 deste mês. Cá fica, mas com este pré-aviso. Foi tudo um imenso equívoco espalhado à velocidade da luz, aquela em que funciona a Internet. Tudo se passou, ainda assim, mas passaram já alguns anos. Leiam a explicação completa aqui. E aceitem as minhas desculpas, pela desinformação em que participei.
Sobre Maria Keil, a silvense, uma das maiores artistas do séc. XX português, que revitalizou a nossa tradição no azulejo, já antes escrevi, aqui e aqui.
O post de hoje, ainda que atrasado, serve para denunciar um dos maiores atentados ao património perpetrados nos últimos tempos, por uma empresa portuguesa, que até é pública, e um dos maiores atentados também à dignidade humana e artística, que mais me repugna por ter Maria Keil como vítima. Logo ela, um exemplo em muitos aspectos. Outro fosse, um daqueles que hoje fazem as vernissages da moda, e as indemnizações jorrariam aos milhões.


Mas passo a palavra aos autores da petição on-line que reclama a reposição dos painéis destruídos pelo Metropolitano de Lisboa (constantes dos livros de história da arte por onde estudei e não só), e que não indemnizou a autora simplesmente por esta os não ter vendido, mas sim oferecido. Truques de advogado, mas que ainda assim não respondem a outra questão: e quem indemniza os portugueses pela destruição daquele património colectivo?


Leiam o texto da Petição, e se assim entenderem, assinem aqui (em dois dias os números ultrapassaram já o primeiro milhar!, embora ainda hajam relativamente poucos silvenses):


Para: Metropolitano de Lisboa
Maria Keil (gosta que a tratem apenas por Maria) nasceu na cidade de Silves, em 1914. Partilhou a maior parte da sua vida com o arquitecto Francisco Keil do Amaral, com quem se casou, muito jovem, em 1933. De lá para cá fez milhares de coisas, sobretudo ilustrações, que se podem encontrar em revistas como a “Seara Nova”, livros para adultos e “toneladas” de livros infantis, os de Matilde Rosa Araújo, por exemplo, são em grande quantidade. Está quase a chegar aos 100 anos de idade de uma vida cheia, que nos primeiros tempos teve alguns “sobressaltos”, umas proibições de quadros aqui, uma prisão pela PIDE, ali... as coisas normais para um certo “tipo de pessoas” no tempo do fascismo. Para esta “história”, no entanto, o que interessa são os seus azulejos. São aos milhares, em painéis monumentais, espalhados por variadíssimos locais. Uma das maiores contribuições de Maria Keil para a azulejaria lisboeta, foi exactamente para o Metropolitano de Lisboa. Para fugir ao figurativo, que não era o desejado pelos arquitectos do Metro, a Maria Keil partiu para o apuramento das formas geométricas que conseguiram, pelo uso da cor e génio da artista, quebrar a monotonia cinzenta das galerias de cimento armado das primeiras 19, sim, dezanove estações de Metropolitano. Como o marido estava ligado aos trabalhos de arquitectura das estações e conhecendo a fatal “falta de verba” que se fazia sentir, o Metro lá teve de pagar os azulejos, em grande parte fabricados na famosa fábrica de cerâmica “Viúva Lamego”, mas o trabalho insano da criação e pintura dos painéis... ficou de borla. Exactamente! Maria Keil decidiu oferecer o seu enorme trabalho à cidade de Lisboa e ao seu “jovem” Metropolitano. Finalmente, a história! Recentemente a Metro de Lisboa decidiu remodelar, modernizar, ampliar, etc, várias das estações mais antigas e não foram de modas. Avançaram para as paredes e sem dizer água vai, picaram-nas sem se darem ao trabalho de (antes) retirar os painéis de azulejos, ou ao incómodo de dar uma palavra que fosse à autora dos ditos. A parte “realmente boa” desta (já longa) história é que, ao contrário de quase todos os arquitectos, engenheiros, escultores, pintores e quem quer que seja que veja uma sua obra pública alterada ou destruída sem o seu consentimento, Maria Keil não tem direito a qualquer indemnização. Pergunta-se “porquê? Porque na Metro de Lisboa há juristas muito bons, que descobriram não ser obrigatório pedir nada, nem indemnizar a autora, de forma nenhuma... exactamente porque ela não cobrou um tostão que fosse pela sua obra!!! Este crime silencioso não pode continuar impune. Pior do que o crime em si será o (nosso) silêncio à sua volta. Como tal os abaixo assinados exortam o Conselho de Gerência do Metropolitano de Lisboa a, rapidamente, deligenciar obter os desenhos dos painéis destruídos e mandar executar, à empresa que produziu (a Viúva Lamego) novos painéis. Com todo o respeito, os abaixo assinados.
P.S.- Voltei a revisitar este sítio com uma conversa com MK e... emocionei-me (liguem o som).

terça-feira, setembro 16, 2008

Vade retrum

créditos para fototungazunca.blogspot.com/


Vade retrum foi a exclamação que me saiu de chofre face à analogia da Presidente da Câmara Municipal de Silves do projecto de "Requalificação da frente de mar de Armação de Pêra" a um "pequeno Polis". Fiquei preocupado por ela, já que os 9 meses previstos, com timing perfeito para as eleições autárquicas, estariam comprometidos tratando-se de um Polis, ainda que sendo um pequeno Polis. E depois pela "malvada" arqueologia que ali é expectável, de atuns e sardinhas feita, quiçá de caboucos de almadrava, não fosse Armação terra de grandes "armações"! Mas o que mais me surpreendeu foi a nossa presidente vir dizer que aquilo que é afinal uma simples pedonalização de ruas, com uma única demolição (a do quiosque do mini-golfe, já que ninguém queria ver o hotel Garbe, o chalet Vasconcelos, a Fortaleza e outras velhas construções desaparecerem), permitir «abrir a vista da cidade (sic?) para o mar», proporcionar «uma visão mais limpa» da orla costeira aos residentes e visitantes, ao «esbater os obstáculos visuais»! É obra, com a simples demolição do quiosque!

Citando ainda a autarca, no mesmo jornal, «Não podemos deitar prédios abaixo, por isso temos de chamar a atenção para o que está abaixo deles». E o que está abaixo deles é uma política urbanística selvagem, mercantilista, que adiou soluções, e ainda hoje troca áreas de concessão ao domínio público por alguns euros, deixando que sejam os privados a ditar as regras, privando os demais de espaços públicos de qualidade, designadamente jardins ou parques infantis. Para a autarquia, e para o governo central, afinal o maior investidor, restam as operações de mera cosmética, que nada alteram a situação de fundo. Prova cabal disso é a situação do casino, excluída deste plano!

sábado, agosto 02, 2008

No Reino da Hipocrisia

in "Observatório do Algarve"

Enquanto outras autarquias, de vistas bem mais largas, negoceiam já com o CNA (Clube de Naturistas do Algarve) a oficialização de uma situação que é real e irreversível, criando assim as condições para o desenvolvimento de um nicho de turismo que ganha cada dia que passa mais adeptos, a C.M.Silves continua a assobiar para o ar, neste como noutros casos (o auto-caravanismo emergente, p.ex.), não se dignando sequer a receber ou a responder às propostas que lhe são dirigidas.


Terá o empreendimento previsto no Plano de Pormenor dos Salgados algo a ver com isto, ou será só conservadorismo "Made in PSD", na linha ideológica da nova direcção do partido de Manuela Ferreira Leite?

terça-feira, julho 01, 2008

domingo, junho 29, 2008

Herança Polis

(clique para ampliar)
Não é novidade para ninguém quanto sou crítico do Programa Polis de Silves.
E neste espaço tenho deixado ficar alguns do meus desabafos quanto à sua execução. Aquela que poderia ter sido uma belíssima oportunidade de requalificar a cidade, de apontar caminhos novos, corrigir problemas antigos, preservando a matriz histórico/cultural da velha capital do Algarve, tem antes feito a vida dos habitantes num inferno (com algumas excepções, reconheça-se). E está aí para durar, pelo menos por mais dois anos, a contar já a partir de terça-feira (veremos se é desta que há vergonha na cara e retiram, de uma vez por todas, o relógio do Countdown). Aquela que era a obra principal deste Polis, a Requalificação Urbana do Centro Histórico, será a última a ser terminada, se é que o será!
Mas o que vos trago hoje, embora se prenda com tudo isto, relaciona-se com a questão do trânsito. O Polis e o novo Plano de Urbanização de Silves realizaram um estudo sobre mobilidade e trânsito no espaço urbano (ver imagem acima) e que tinha, como ideia base, reconfigurar percursos procurando retirar trânsito rodoviário do centro da cidade e promover a pedonalização de algumas artérias. Até aqui tudo bem. O problema é que quem o fez parece conhecer mal a cidade e a forma como nela se circula, alterando sentidos, circulação de duas para uma via, enfim, fazendo experiências quando bem e como entendeu, não nos dando qualquer cavaco (leia-se informação). Pior, deixou a sinalização vertical tal como estava (como as imagens adiante documentam), gerando o caos entre os que nos visitam, como tenho inúmeras vezes presenciado. Em alguns dos casos, esta sinalização induz mesmo a procedimentos ilegais, enviando os mais incautos por ruas de sentido proibido.

Nesta questão, a da circulação e sua sinalização na cidade de Silves, o Polis ou seja lá quem decide sobre tudo isto, só piorou o que havia.
E isso não pode acontecer!




Largo de Nª Sª dos Mártires
Quem seguir estas indicações, arrisca-se a não chegar a nenhum dos destinos indicados (sentido proibido 500 metros adiante), e a regressar aonde partiu.










Lampião
E quem estas seguir é induzido a cometer uma ilegalidade (sentido proibido).

sábado, maio 17, 2008

Alguma sensibilidade, p.f.



Primeiro foi a colorida pintura realizada em finais de 2005.



Corrigida a situação, agora é toda uma faixa partidária que esconde um dos principais motivos decorativos deste histórico edifício, o seu varandim em ferro.

Amanhã o que será? Um anúncio luminoso em néon?