Corrigida a situação, agora é toda uma faixa partidária que esconde um dos principais motivos decorativos deste histórico edifício, o seu varandim em ferro.
Amanhã o que será? Um anúncio luminoso em néon?
«Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.» George Orwell (1903-1950)
© Manuel Alves
Fotografia de André Beja
A 10 dias do fim do alargado prazo deste Programa Polis de Silves, o que já antes apelidáramos de Muro da Vergonha volta a fazer das suas, conforme documentam as imagens.
Não gosto, aliás, detesto, quando sou plagiado. Já o fui inúmeras vezes. Até hoje, nunca usei das prerrogativas legais que protegem o autor, nestas situações. Não me deu para isso. Em alguns dos casos eram pessoas que nem de plágio tinham ouvido falar! Outros, com obrigação de o saberem, ignoraram simplesmente o trabalho alheio e dele se apropriaram. Basta consultar os textos do Plano Estratégico de Silves do Programa Polis, a página da Câmara Municipal de Silves dedicada à história do Concelho, e outros textos que por aí circulam na Internet para encontrar, ipsis verbis, grandes trechos por mim escritos e que outros por debaixo assinam. Cheguei ao cúmulo de receber de um aluno um trabalho, com supervisão paterna, sobre os monumentos da cidade, cujos textos eram meus. Enfim, já vi de tudo. Mas é diferente este caso. Por vir de quem vem.
Estudos científicos afirmam que os portugueses desconfiam dos sorrisos dos políticos. Quanto mais sorriem mais o povo desconfia, também se diz.
Retomada a contagem do painel do Polis, restam 31 dias.