quinta-feira, janeiro 31, 2008

In Memoriam

Sociedade de Recreio e Instrução de S. Marcos da Serra
31 de Janeiro de 2008
Noutros tempos, um dia festivo!



quinta-feira, janeiro 17, 2008

Arade: quem te viu...e quem te vê!



O governo até pode não facilitar, no que ao desassoreamento do rio diz respeito, prometendo, prometendo, mas não cumprindo. Também é coisa que já não nos espanta. Agora a autarquia também podia ajudar, naquilo que ainda pode fazer, e está ao seu alcance, pois afinal também prometeu: no mínimo, faça a remoção destes destroços que o rio até nós traz. Mas não está pr'aí virada. O partido no Poder Local prefere antes caçar gambuzinos eleitorais!

domingo, janeiro 13, 2008

Nostalgias

- Praia de Armação de Pêra (anos 60) - Foto Custódio (Silves)

- Chalet de Gregório Mascarenhas em Armação de Pêra- Foto Custódio (Silves)

sábado, janeiro 12, 2008

Proibimos porquê?


E se em vez de proibir, ainda que fechando os olhos, se criassem as condições mínimas?! Não são grande coisa, pois não? E estas pessoas que nos visitam, cada vez em maior número, também merecem a nossa hospitalidade, ou não?
P.S.- Olhando com mais atenção ao sinal até percebo porque é ignorado: são caravanas (roulottes) as proibidas, o que não é o caso. Será que existe sinal que enquadre este relativamente novo tipo de veículo, também ele modelo de um novo tipo de turismo?!

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Boas Festas


Ainda o Muro da Vergonha

A 10 dias do fim do alargado prazo deste Programa Polis de Silves, o que já antes apelidáramos de Muro da Vergonha volta a fazer das suas, conforme documentam as imagens.

Este muro de suporte acaba por ser a imagem mais triste e visível da incompetência técnica que este programa demonstrou nas obras que em Silves orientou. Querendo restaurar-se um velho muro, aqui e ali derrubado pelo peso dos anos, acabou por se fazer tábua rasa das velhas técnicas construtivas ali presentes e fazer uma péssima obra que nos últimos dois anos já caiu por três vezes (quando Silves é parceira numa candidatura ao Polis XXI por ter «uma importante experiência ao nível de construções sustentáveis (!?) a partir de técnicas e materiais tradicionais e 'amigos' do ambiente", nomeadamente taipa, tijolo de burro e tijoleira»!!). Ali mesmo ao lado, um velho troço do antigo muro que escapou à desastrosa requalificação, observa, atónito, tantos disparates: impermeabilização das suas paredes, saídas de escoamento fechadas, enfim, ripagem da vegetação superficial presente no solo sem contrapartida em infra-estruturação para recolha de águas pluviais. Uma asneira pegada. Mas que não é única! O parque de estacionamento ribeirinho está novamente com o piso em mau estado, o pequeno anfiteatro para espectáculos por detrás da Fissul sem condições técnicas mínimas de funcionamento, a rua Miguel Bombarda fechou para obras depois de aberta como Rua do Futuro, a calçada da Afonso III está como está, as condições de circulação na cidade (nos passeios ou nas ruas) são o que todos sabem que são, a quantidade de detritos que pela encosta abaixo desce quando chove é cada vez maior. Enfim, o jardim do Mirante uma selva pegada, a ponte velha cuidada e iluminada como sabem! E o que para aí ainda falta fazer!!? Calçadas por todo o centro histórico, musealização e requalificação do interior do castelo, acesso pedonal à encosta norte..., não falando já do que foi abandonado, e abandonado está: Museu da Arrochela, percurso Pedonal e centro de interpretação no Moinho Valentim.

Sou por isso muito crítico quanto à execução deste Polis. Já extinta a SociedadePolis em 2006, as suas obras irão ainda prolongar-se por 2008 quando tinham como prazo limite 2005, e os seus custos (e os nossos), financeiros e outros, também.

domingo, dezembro 02, 2007

Uns escrevem, outros plagiam

Não gosto, aliás, detesto, quando sou plagiado. Já o fui inúmeras vezes. Até hoje, nunca usei das prerrogativas legais que protegem o autor, nestas situações. Não me deu para isso. Em alguns dos casos eram pessoas que nem de plágio tinham ouvido falar! Outros, com obrigação de o saberem, ignoraram simplesmente o trabalho alheio e dele se apropriaram. Basta consultar os textos do Plano Estratégico de Silves do Programa Polis, a página da Câmara Municipal de Silves dedicada à história do Concelho, e outros textos que por aí circulam na Internet para encontrar, ipsis verbis, grandes trechos por mim escritos e que outros por debaixo assinam. Cheguei ao cúmulo de receber de um aluno um trabalho, com supervisão paterna, sobre os monumentos da cidade, cujos textos eram meus. Enfim, já vi de tudo. Mas é diferente este caso. Por vir de quem vem.
Assim, e também sem aviso prévio, embora não fosse difícil fazê-lo (retribuo afinal na mesma moeda), fica aqui a crítica à Drª Gabriela Martins, que o devia saber. Como amiga, como bibliotecária, como pessoa de há muito ligada às coisas da cultura e do direito de autor, não compreendo como pôde usar o texto e as imagens de outrem, e nem sequer o nomear. Como disse, sem aviso prévio, fui surpreendido por texto do seu blogue (imagem que reproduzo acima) em que grande parte do que é escrito são palavras minhas (não referindo já a imagem por mim criada do outdoor), com alterações de pormenor a seu bel-prazer e que, inclusive, acabam por ser usadas para de modo indirecto me acusar (...com a ausência dos Vereadores Permanentes e de toda a Oposição...). Do quê? De não ter estado presente na tal reunião inconclusiva, na manifestação anacrónica e de sentido carácter fúnebre que foi promovida e politicamente manipulada, do princípio ao fim. Acusem-me de politicamente incorrecto, mas que fizeram os messinenses até agora e que estava ao seu alcance? Muito mais fizeram os de Vale de Fuzeiros contra a Alta Tensão e esta ainda está para vir, não o é ainda de facto, como estes cruzamentos de Messines!

Enfim, o protesto aqui é pelo plágio em si, pela surpresa do arbítrio, ademais de alguém que muito recentemente se indignava por aquilo que considerava uso indevido, aproveitamento político, porque alguém usou imagens captadas num espaço que coordena (Casa Museu João de Deus) para dar conta da abertura de uma exposição de pintura, e também da sua presença nela (...reafirmo que não gostei do uso abusivo das imagens da Casa Museu João de Deus , da inauguração da Exposição e de ter sido incluída no mesmo sem o meu prévio aval.Peço aos Autores deste blogue o favor de, no futuro, saberem respeitar o trabalho alheio)....

Faço minhas as palavras da, ainda minha amiga, Gabriela Martins.

Sem outros ressentimentos, falou a minha frontalidade, que quis hoje fazer pública.




sábado, dezembro 01, 2007

A Ciência confirma

Estudos científicos afirmam que os portugueses desconfiam dos sorrisos dos políticos. Quanto mais sorriem mais o povo desconfia, também se diz.
Talvez desconfie, talvez muitas vezes desabafe, entre-dentes, qualquer coisa do tipo "com esse sorrizinho me enganas", mas chamado a pronunciar-se, isto é, a votar, é o sorrizinho e a palavrinha simpática de ocasião que fazem muitas vezes a diferença.
Vem este desabafo a propósito do artigo do Público, e que eu tive o desplante de manipular, adaptando-a à realidade local. Podem ler o original aqui.

Águas sujas deste Polis

(Foto C.Gomes)
Retomada a contagem do painel do Polis, restam 31 dias.
Será que há tempo para dar um jeitinho às ruas do centro histórico de Silves?

É que assim como estão, iremos ver decrescer a colina em que assenta a cidade a um ritmo acelerado, considerando a terra que por estas ruas e escadinhas é arrastada cada vez que chove!

Não é só a imagem de desleixo que é dada, a poucos metros do edifício municipal; não é só a barbaridade de imundície que é espalhada pelas ruas da baixa. É o desperdício de água que corre directamente para as condutas de águas pluviais e assim se perde.
Sem receio de errar, diria mesmo que esta Silves do séc. XXI é mais perdulária no que à agua diz respeito do que era a Silves islâmica. Nesta época já remota (em todos os sentidos), eirados, açoteias e quintais na cidade alta, recolhiam mais água por m2 do que acontece hoje em dia. Não tenho disso dúvidas. Actualmente o que é que se fez: abandonaram-se as açoteias, entulharam-se as cisternas, edificou-se sobre os eirados, impermeabilizaram-se os quintais.
Temos aí à vista os resultados de tanto disparate. Mas temos também a solução.


terça-feira, novembro 27, 2007

Relógio "às aranhas"!


Há dois anos atrás, o painel countdown que marcava o que então restava do prazo deste infeliz Programa Polis de Silves, foi, sem aviso prévio, atrasado em dois anos. Passados que são, quase, esses dois anos, parou.

As teses sobre este facto multiplicam-se entre os comentadores de rua.

Uns, do contra, sempre os há, afirmam que deixar o painel parado - nos 44 dias, 7 horas, 29 minutos, 32 segundos - é truque da Isabel: serve para manter anestesiados os mais distraídos quanto à finalização das obras que tardam em ser acabadas (castelo, encosta norte, ruas do centro histórico, e as outras, as que nunca serão feitas); outros, mais benévolos, consideram que o painel simplesmente se cansou deste Polis e resolveu arrumar as botas, perguntando a si mesmo o que andou realmente aqui a fazer, já que teria sido mais útil e bem gasto o dinheiro consigo usado, se o tivessem empregue fazendo de cronómetro em qualquer competição de fundo, não numa qualquer maratona, mas numa outra, bem "de fundo"; finalmente, há ainda aqueles que acham que tudo foi uma cabala contra o Polis, "uma coisa boa, por aqui nunca vista", claro, cabala que só pode ser dos que são do contra, talvez da arqueologia ou dos arqueólogos (embora aqui ninguém ouse testemunhar a presença no local de tais seres, nem se conheçam por ali evidências arqueológicas, além da ponte "nova") e que alguém mal intencionado cortou a corrente ao painel, acabando por deixar também, há uma semana ou mais, o principal cruzamento de Silves sem semáforos.

Enfim, ele há opiniões pr'a todos os gostos. Certo, bem certo, é a conclusão - a um mês do seu já adiado término - de que este Polis de Silves foi um claro fiasco de execução e concretização, com várias obras na prateleira do Futuro, com várias obras que tardarão ainda a se concretizar. Talvez em prazo mais oportuno, como será o final de 2009, da mesma forma que em 2005 se inaugurou precipitadamente o Teatro Mascarenhas Gregório, e este Polis se prestou às antecipadas inaugurações do parque ribeirinho ou da Rua Miguel Bombarda ("do Futuro"), e delas fez rara comunicação pública.

Aguarda-se assim, com a maior das expectativas, a conferência de imprensa da senhora presidente Isabel Soares (a sugestão é minha, a data só ela poderá divulgar), no próximo mês de Dezembro, dando conta aos Silvenses do balanço deste Programa Polis de Silves.

Ficamos à espera...
P.S.- dia 30 de Novembro foram postos novamente a funcionar os semáforos e também o painel de contagem decrescente do Polis. Faltam 31 dias!

sábado, novembro 17, 2007

TMDP - chular o povinho, isso sim!

(foto de Carlos Gomes)
A TMDP, acrónimo que significa Taxa Municipal de Direitos de Passagem, é mais um imposto que todos pagam, mas poucos se apercebem, camuflado nas cada vez mais indecifráveis facturas respeitantes a comunicações electrónicas, telefones e televisão.



O seu estabelecimento surge em consequência da Lei das Comunicações Electrónicas - Lei n.º 5/2004, de 10 de Fevereiro - que estabelece que os direitos e os encargos relativos à implantação, à passagem e ao atravessamento de sistemas, equipamentos e demais recursos das empresas que oferecem redes e serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público, em local fixo, dos domínios públicos e privados municipais podem dar origem ao estabelecimento de uma taxa municipal de direitos de passagem (TMDP).
Nos termos da mesma lei, a TMDP é determinada com base na aplicação de um percentual sobre cada factura emitida pelas empresas que oferecem redes e serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público, em local fixo, para todos os clientes finais do correspondente município. E esse percentual é aprovado anualmente por cada município até ao fim do mês de Dezembro do ano anterior a que se destina a sua vigência, não podendo ultrapassar 0,25%.


Tem sido diverso o entendimento dos municípios quanto ao estabelecimento deste camuflado imposto, até do Provedor da Justiça. Afinal, qual é a legitimidade dos municípios deixarem recair sobre os seus munícipes uma taxa cobrada por terceiros pela utilização de um espaço público que é de todos? Não seria esse um ónus ou despesa que só caberia às empresas prestadoras do serviço, uma parte das despesas necessárias à criação do seu lucro? Mas acaba por ser repercutido no cidadão comum, quantas vezes ele mesmo proprietário dos terrenos e locais atravessados. Não estaria eu dispensado desta taxa quando na minha propriedade sou obrigado a conviver com alguns postes da PT?


É por isso legítimo questionar a legalidade desta taxa. É o que tenho feito, sempre que posso. Mais uma vez o fiz, quando esta maioria PSD resolveu, outra vez, optar por definir a taxa máxima (0,25%) para o município. Mal, por varias razões. Primeiro, porque não questiona esta injusta situação que antes descrevi; segundo, porque desde logo opta pelas taxas máximas; terceiro, porque as verbas que auferirá são ridículas em termos globais, justificando em pleno uma tomada de posição de princípio, ao invés de uma primária e tentadora ideia de cobrança de um imposto com pretensa arrecadação de verbas.


(foto de Carlos Gomes)
Mas o pior está por dizer, e a foto que acima publico diz tudo. É prestado um bom serviço? Estão as nossas cidades e centros históricos livres dessa peste dos cabos, postes eléctricos e telefónicos que todos conhecem? Qual quê! arrecada-se a maçaroca do imposto, mas não se criam condições nem exigências às empresas de comunicações e vai daí, é o improviso total. Um Carnaval, uma palhaçada de fios, uma fonte de insegurança, uma afronta ao bom-gosto.

Aqui fica o desabafo, para quem o ler.

Força Capitão Rolhão!


Morrem alguns, mas entretanto nascem outros blogues neste concelho.

Saúdo a chegada do Capitão Rolhão, um blogue silvense com um objectivo muito especial e louvável: pôr todos nós a reciclar rolhas.

O colega e amigo Pedro Santos, professor na E.B. 2,3 Dr. Garcia Domingues, entusiasmou a turma do 5º A no projecto e aí estão com o Capitão Rolhão, a face vísivel das iniciativas que irão desenvolver para nos sensibilizar à reciclagem deste produto de origem natural, que após cumprir a sua primordial função é, injustamente, desprezado: a rolha de cortiça natural.

Só a fartura de cortiça em que sempre convivemos explica tão despropositado comportamento. A cortiça presente nas rolhas das nossas garrafas é reciclável e reutilizável, ainda não para fazer novas rolhas, mas para uma grande variedade de produtos e reutilizações, poupando a matéria-prima em primeira mão para utilizações "mais nobres". Afinal, trata-se de um produto escasso, limitado na sua produção (o sobreiro com capacidade produtiva restringe-se à zona ocidental mediterrânica) e face à solicitação crescente, até para novas aplicações, com tendência para aumentar de preço, o que o põe a si, e ao seu habitat, também em perigo. E isso todos nós, portugueses, temos o dever de contrariar.

É pois de saudar que surjam - sobretudo envolvendo os mais jovens - a par de outras que já conhecemos (reciclagem de tampas de plástico em contextos de solidariedade), iniciativas que devolvam dignidade e valorização a este importantíssimo produto que é responsável primeiro pela conservação de uma das nossas mais importantes heranças patrimoniais naturais: o montado de sobro. Em homenagem ao passado desta cidade, em nome das gerações de rolheiros Silvenses que com sacrifício tornearam à mão, horas a fio, milhões desses objectos, considero extremamente feliz esta ideia.

E exorto os silvenses a apoiá-la!

segunda-feira, outubro 29, 2007

Alerta para o Picudo


O Picudo Rojo (Rhynchophorus ferrugineus), assim lhe chamam os espanhóis, é uma recente praga de origem asiática que ataca sobretudo as Palmeiras das Canárias (Phoenix Canariensis), uma das variedades mais comuns e características no nosso Algarve. O ataque às árvores realiza-se por um insecto de cor avermelhada (ver imagem), daí o nome em castelhano. Uma vez as palmeiras atacadas, e por ser difícil a detecção precoce, raramente há salvação para as árvores.

Tudo se desenrola no interior do miolo das longas folhas, sem sinais visíveis exteriormente, a não ser algum amarelecimento das folhas que, roídas pelo escaravelho, vão perdendo paulatinamente a sua capacidade de alimentação. O resultado final é a morte da árvore, de pé, conforme se pode já ver no Algoz, junto ao Lavadouro Público.

Palmeira atacada no Algoz (foto José Cabrita)
Um belo exemplar que se perdeu. E não é caso único no nosso concelho. Há que estar alerta para os primeiros sinais e pedir a máxima vigilância, sobretudo dos serviços municipais de jardinagem que têm a seu encargo centenas de árvores. Já há tratamento específico para a praga, mas este deve ter sobretudo carácter preventivo. No sul de Espanha e nas ilhas Canárias a doença tem causado enormes prejuízos à flora local e tem já estatuto de epidemia. Sobre ela já se realizam congressos.
Fica pois este alerta, em defesa das nossas Palmeiras das Canárias, e com o qual se solidarizou o nosso amigo e colega Pedro da Sombra Verde.
P.S.- Caso conheçam mais algum caso neste concelho, agradeço o vosso alerta, pelos comentários ou pelo e-mail.
Ainda outro P.S. - Tive hoje, dia 27.11.2007, a confirmação por parte do vereador Domingos Garcia, responsável pelo pelouro do Ambiente, que a praga já chegou ao concelho de Silves, e em força, na freguesia do Algoz.

domingo, outubro 21, 2007

Santos da casa não fazem milagres

Foto António Pedro Ferreira


Santos da casa não fazem milagres, é costume dizer.
Talvez por isso Maria Keil nunca tenha tido em Silves a homenagem que merecia. Já o reclamámos em 2006, sem consequências. Com 93 anos, faz agora a sua primeira exposição retrospectiva no Algarve, mas não em Silves, cidade que a viu nascer. Em Lagos, na exposição «A Arte de Maria Keil», que abriu este sábado, dia 20, às 18 horas, no Centro Cultural daquela cidade, onde é apresentada, pela primeira vez no Algarve, a vasta obra desta artista plástica algarvia, nascida em Silves em 1914.
"Na mostra, são apresentadas 80 obras marcantes do seu percurso, no âmbito do desenho, azulejaria e pintura. No mesmo dia, hora e local, abre «Lagos e o Mar – Histórias Marítimas de Lagos». Trata-se da primeira de duas mostras que abordam a ligação desde tempos remotos entre a cidade de Lagos e os oceanos. Ambas as exposições podem ser vistas até ao dia 31 de Dezembro" (leia-se notícia no Barlavento on-line).

Enquanto aguardamos que a autarquia acorde e nos traga a obra de Maria Keil a Silves, deixo-vos duas ligações sobre esta :
- Um testemunho pessoal de um encontro e uma fotografia, ainda assim, recente.
- Uma visita virtual a uma exposição realizada na Biblioteca Nacional em 2004.
© MCR

sexta-feira, outubro 19, 2007

Em vias de desaparecimento



O PIDDAC 2008 (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, download com cerca de 20 Mb) é coisa em vias de extinção, e no que diz respeito a Silves, para lá caminha aceleradamente. Deixem acabar o Polis em Dezembro próximo e verão. O nosso concelho, beneficiando de um ligeiro aumento de verba comparativamente ao ano passado, salvou-se de ser um dos que não viram, no Algarve, as suas verbas reduzidas a zero (Aljezur, Alcoutim e São Brás de Alportel). Ainda terá 1 243 247 €, distribuídos pelas obras que podem ver na tabela acima (clique sobre ela para a ampliar). Mas é uma redução significativa em relação ao ano de 2006 quando obteve 3 018 749 € e, considerando que a dotação é quase na totalidade para o POLIS (1 122 295 €), um desinvestimento considerável no concelho. Surpresas para mim, e face às promessas anunciadas, a ausência deste programa da esperada beneficiação do troço da EN 124 entre Silves e o Porto de Lagos, na sequência do que fora feito anteriormente para o percurso até Messines, e a verba (sempre a diminuir!) atribuída à Navegabilidade do Arade ( 70 000 €, menos de metade do ano transacto, pg. 139, na ligação Piddac da 1ª linha).
Enfim, um autêntico programa de desenvolvimento equilibrado do Algarve, já que cinco dos mais ricos concelhos do litoral algarvio recebem 84,6% das verbas, e quatro dos concelhos mais pobres do interior (São Brás, Alcoutim, Monchique e Aljezur ) ficam apenas com 1,8% das mesmas. No total, o Algarve vê reduzidas as suas verbas a quase metade do montante de 2006!
A região continua a ser uma galinha de ovos de ouro mantida a dieta rigorosa.
E a correcção das assimetrias regionais, das assimetrias regionais/nacionais, entre litoral e interior, uma figura de discurso, de retórica política, nada mais.
E assim vamos...

domingo, outubro 07, 2007

A culpa não é minha!


O que querem vocês que eu faça?

A culpa não é minha se os resultados, em todos os quadrantes, vão evidenciando a mediocridade da gestão autárquica que temos. Já me acusaram de só dizer mal (não fosse este o meu Saco dos Desabafos!), mas reparem que afinal não sou só eu que o digo, são também aqueles que se costumam designar por "fontes independentes".

Vem esta prosa a propósito de mais um "bom" resultado desta autarquia, agora no domínio das novas tecnologias, o que já antes criticámos (vejam-se resultados de 2006): a avaliação, pelo ISEG, da maturidade dos serviços de informação das autarquias portuguesas, mais concretamente, das suas páginas WEB. Péssimo resultado, mais uma vez, o do município de Silves, 228º lugar (feita a média) entre 308 autarquias! Entretanto, Faro, Vila Real de Santo António, S. Brás de Alportel, Lagos, Monchique e Lagoa chegaram-se aos primeiros lugares. Fosse na 1ª liga e estávamos abaixo da "linha de água"! Mas disso nós sabemos, basta visitar a página Web municipal.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Mau Material!

(Realizado em Setembro 2006 por lifeonlinetv: http://www.youtube.com/watch?v=btg4yOLvkhQ)

Maldito material!, apetece dizer. Por causa dele já ficámos, o que ficámos, à espera do parque de estacionamento ribeirinho, e agora prega-nos a partida no Tribunal e a quem se quer aproximar da desgraçada da Cruz de Portugal! O problema será mesmo do material ou da Presidente que faz agora um ano, e cito, dizia que "(...) isso não impede os acessos e as entradas". Os acessos ou as entradas?

Pois não, durante um ano não foi inaugurado porquê?! E vai ficar óptimo, continuou dizendo... talvez nas vésperas das próximas eleições ou quando finalmente o espaço em que estas obras se fizeram seja propriedade da autarquia. Porque, e por enquanto, são terrenos privados. E a promessa de permuta (Dez. 2003) já é mais antiga que os trabalhos no local.

Até quando esta pouca vergonha com inaugurações de obras inacabadas?!

Lembro que o "esquisso" de projecto destas obras dava pelo nome de requalificação da iluminação pública envolvente do Tribunal e da Cruz de Portugal, e assim foi submetido ao IPPAR para acelerar decisões.

Conseguem ver a Cruz à noite? E parte do Castelo? Só com óculos com infra-vermelhos! E Viva Silves, Património Cultural da Humanidade!

segunda-feira, junho 04, 2007

Allgarve ou Beachgarve?

Imagem Barlavento on-line

O programa Allgarve gerou, como todos sabemos, acesa polémica pela anglicista escolha da sua designação. Em boa verdade digo que os argumentos invocados pelos detractores do nome, de que também não gosto, não me sensibilizaram. Soaram a falso pretexto para oposição e afirmação de protagonismo regional que, nas verdadeiras questões, afinal não é feito. Agora que o programa foi divulgado - e que programa, minha nossa senhora! - satisfazendo o lobby das principais localidades litorais e dos seus autarcas PSD ou PS, sempre quero ver quem se levanta para dizer que o (ALL)garve, afinal só é um Beachgarve, ignorando que a norte da EN 125 também somos gente e também há allgarvios!

segunda-feira, abril 23, 2007

25 de Abril em Silves, onde é?




Quando e onde são as tradicionais Comemorações do 25 de Abril em Silves? Ninguém sabe, talvez porque pela primeira vez, desde há 33 anos, não se realizem ou, oficialmente, a elas não se faça referência especial! Será? Pelo menos assim parece, na ausência de qualquer programa escrito, colocado em cartaz, ou (mais barato!) na página da Internet da autarquia, como a seguir se vê.




Silves, Capital Cultural do Algarve - assim a classificou Isabel Soares em diversas campanhas pré e pós eleitorais - pela mesma pessoa também pseudo-candidata a Património Cultural da Humanidade, é um deserto cultural face a outras autarquias algarvias.

Comparem, só numa breve repescagem, apartidária por sinal, vários programas de actividades:

- em Portimão

- em Albufeira

...e já fora do Algarve, para contemplar também autarquias CDU, do CDS e do BE:

- no Seixal

- em Ponte de Lima

- e em Salvaterra de Magos

Na Agenda Municipal que há dias me chegou, consigo, ainda assim, descortinar algumas iniciativas que se realizam, ou se mantêm, por esta altura: um passeio de barco pelo Arade (no próprio dia 25 de Abril), a exposição de escultura de Xica na Igreja da Misericórdia, a de Alberto Alegria no ex-matadouro, o 1º de Maio na Quinta Pedagógica e, ainda, a que poderá ter maiores resultados práticos: um Intercâmbio com Idosos no dia 27 de Abril. Se bem entendo, pelo título sugerido, iremos permutar por jovens do concelho do Alvito, alguns dos nossos munícipes mais idosos!

quarta-feira, março 21, 2007

POLIS!? Qual POLIS?


O Programa da Sociedade SilvesPolis deveria ter terminado em Dezembro de 2005 (pode ler diploma de constituição da SilvesPolis aqui). Como muitos saberão - lembram-se da história da alteração do relógio? - foi sem aviso prévio prorrogado o prazo de conclusão das suas obras. O que já muitos, mesmo muitos talvez não saibam, é que a Sociedade SilvesPolis foi dissolvida em 30 de Junho de 2006, estando por isso em processo de liquidação (como a cidade onde actuou!). Obras por terminar, prazos prorrogados mas que ainda assim não serão cumpridos, objectivos diminuídos, promessas incumpridas, autismo às críticas e deficit de informação, colagem inadmissível à actual maioria camarária (sobretudo no período pré-eleitoral), de tudo se pode acusar este Programa Polis de Silves. Mas a culpa não é só de quem o gere, é sobretudo da actual equipa à frente dos destinos da Câmara, accionista da sociedade em 40%, mas que não respeitou os compromissos financeiros assumidos, devendo actualmente à sociedade (como aliás a muitos outros) a redonda verba de 2 366 719,50 €. Adiando a falência técnica para que caminha, esta gestão camarária recorre aos empréstimos à banca, aos factorings e, agora, aos empréstimos através de terceiros. Do que é que falamos? Falamos do que ocorreu na última Assembleia Geral da Sociedade SilvesPolis, realizada em 15 de Março do corrente, durante a qual foi decidido (com o voto da Presidente da Câmara?) contrair um empréstimo bancário até 2 000 000 euros que será amortizado pela autarquia no âmbito da regularização da dívida que com esta sociedade mantém, estando além disso também obrigada ao pagamento de juros e outros encargos decorrentes do mesmo. Em suma, a autarquia (todos nós, contribuintes) vai pagar desde já juros por um empréstimo, só necessário porque este executivo permanente desleixou pagamentos que de antemão conhecia e a que se tinha comprometido. Tudo por falta de rigor e má gestão financeira, o que futuramente acabaremos todos por pagar através dos sempre maximizados impostos municipais! É a água, são os toldos e esplanadas, são as taxas e licenças para tudo, enfim, e fazendo ironia, é o imediato baixar dos impostos preconizado por Marques Mendes! Mas a questão tem contornos ainda mais graves, na minha opinião. Do assunto do empréstimo, de quem foi a peregrina ideia/proposta, nada souberam os vereadores não permanentes até hoje, nada soube ainda a Assembleia Municipal, órgão deliberativo que nesta matéria (obrigações financeiras/empréstimos) é soberano. E se esta não aprovar mais este empréstimo "disfarçado"? Vai o Polis à falência e à incapacidade total na gestão das obras que controla? Tudo indica que sim, assim já é, basta olhar à nossa volta e verificar o estado em que as obras se encontram a 9 meses do final do já prorrogado prazo de conclusão.

Percebem agora por que é que não é aberto o Parque de Estacionamento ribeirinho, por que é que não se conclui de vez o arranjo paisagístico da encosta norte do Castelo?


É que por detrás da descapitalizada Sociedade Polis existem muitos empreiteiros literalmente "a arder".