sábado, maio 20, 2006

Tá lá, tá lá.....tá lá??!


Não está!
Será isto que acontece a qualquer desprevenido munícipe que experimente telefonar para os números de telefone da Câmara Municipal de Silves disponibilizados nos rodapés dos ofícios ou nos envelopes camarários (ver imagem) que todos os dias, imagino, saiem às dezenas por aí. Simplesmente não existem! E é confirmar numa breve pesquisa pela lista telefónica on-line da PT. Nos ofícios vê-se o 282 442 325 e o 282 442 254. Esqueçam, vão ouvir uma senhora dizer-vos que os números não estão atribuídos. O fax 282 442 650 também é para esquecer: toca, toca, mas sinal de fax, nada, pelo menos quando experimentei! Nos envelopes (veja-se imagem, se conseguirem!) aparece ainda o número 282 442 299, mas só para quem quer ouvir a mesma gravação da menina da PT. Será que numa Câmara que já emprega mais de 600 pessoas ninguém dá por isto? E se não querem estragar papel, pelo menos emendem os números à mão enquanto não há dinheiro para uma alteração tão "comezinha", não é?
Mas aqui fica o número de telefone misterioso: 282 440 800. Mas não esperem que algum voice-mail vos deixe deixar recado para além das horas de expediente! Isso são modernices...Tal como é ter um site na Internet minimamente decente e que se mantenha on-line. Sim, porque o recém-criado mas pouco actualizado e interactivo site Web da Câmara está suspenso há, pelo menos, 3 dias. Falta de pagamento? Não me admirava.
Entretanto, só por comparação, visitem a ainda recente página da Câmara Municipal de Aljezur, galardoada como a melhor em termos de acessibilidade de entre toda a administração autárquica.

quarta-feira, maio 17, 2006

Viva a Cortiça!


Mais uma escapadela, por boas razões, ao âmbito local deste blogue, para vos dar conhecimento de algumas recentes notícias sobre um produto extraordinário, a cortiça.
Notícias preocupantes, mas também encorajadoras, quanto ao futuro desta obra-prima da Natureza.
Silves já viveu dela e para ela. Hoje resta uma fábrica de aglomerado negro e um museu; no entanto, Portugal continua sendo ainda o maior produtor e exportador, produzindo cerca de 54% da cortiça transformada que circula por esse mundo. É, por certo, o produto mais nacional entre todas as nossas exportações, embora muitas vezes esquecido, sobretudo no que se refere ao investimento em I&D. Mesmo assim, há quem faça militância pelo sobreiro e este seu produto, por paixão e crença nas suas modernas potencialidades e virtualidades, nomedamente "ecófilas" (passo o neologismo). É o caso do investigador Luís Gil, do Ineti (Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação) que tem dedicado a sua vida à promoção e divulgação deste nosso "ouro negro". Aqui fica um link para uma notícia que importa divulgar: as potencialidades da cortiça no combate à poluição e à pior das pragas - o cancro.
E dois outros links para o que se vai fazendo pela defesa da nossa floresta de montado, mesmo lá por fora:
  • em inglês, pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e referida no artigo da Lusa/Barlavento
  • em português, também pelo WWF sobre a situação do montado português

A LER...e a passar!

P.S.- Não resisto a vos contar uma pequena história com o Eng. Luís Gil. Na Expo de Hannover 2000 fomos ambos convidados pelo Pavilhão de Portugal para falar sobre cortiça. Eu, sobre o recém-criado museu da cortiça da Fábrica do Inglês; Luís Gil sobre as aplicações deste produto, amplamente demonstradas pelo próprio revestimento de aglomerado negro de Silves do Pavilhão de Portugal, o único sem ar condicionado. Luís Gil, autor e proprietário de várias patentes relacionadas com a utilização da cortiça, a dada altura da sua apresentação surpreende a plateia, pelo menos a mim, que nunca mais esqueci o momento nem o paro de transmitir, quando alvitrou: se a Mercedes, marca alemã, fosse portuguesa, há muito tempo que os tabliers e as manetes de mudanças destes carros seriam em cortiça. E porquê? Porque é um material bonito, macio e, sobretudo, porque nos pouparia o terrível sacrifício de lhes tocar, fosse no escaldante Verão ou no gelado Inverno.

tudo dito!

sábado, maio 13, 2006

Tribunas livres...

A Voz de Silves voltou a prestar um bom serviço informativo. Ironia minha, claro, a propósito da reportagem àcerca da homenagem a José Vitoriano no passado dia 30 de Abril. Da autoria do seu director adjunto, J. Vasco Reys, o trabalho até seria bem feito não fosse um pormenor: a escandalosa e nítida - para quem lá esteve ou sabe - ausência de referência a um dos organizadores, modéstia à parte, talvez a um dos principais promotores da iniciativa: eu próprio. Alvo da censura do seu director, indignado por lhe ter movido processo judicial por abuso de liberdade de imprensa, os escribas da Voz de Silves deverão estar proibidos de publicar o meu nome ou a minha foto, tal é o contorcionismo com que evitam a referência à minha pessoa. Mas só para que conste - e mais uma vez modéstia à parte - e porque se eu não me fizer justiça, outros mais dificilmente a farão por mim, refira-se que o autor deste blogue além de ter proposto em sessão de câmara esta homenagem (o que acabou sendo ignorado), conseguiu posteriormente o apoio da Junta de Freguesia de Silves (entidade patrocinadora) para uma publicação da autoria de Maria João Raminhos Duarte que acompanhou desde a revisão à gráfica, fez contactos com o Instituto Piaget que gentilmente cedeu o seu anfiteatro para a cerimónia, realizou cartazes, convites e mailings para convidados e imprensa, enfim, foi inclusive apresentador e realizador de um filme/entrevista inédito com Vitoriano, durante a cerimónia apresentado. Falta só dizer que ligou os microfones de apoio, as luzes, o ar condicionado, o portátil ao projector multimédia, carregou mesas, deu um retoque final nos WCs... Já agora, e desculpem este meu momento de divertimento pessoal, a filha distribuiu o livro entre os presentes, a esposa foi comprar bolos para a merenda. Tudo verdade, mas não suficientemente verdade para que a Voz de Silves, "tribuna livre" segundo Arthur Ligne, ultrapassasse os seus rancores pessoais em nome do jornalismo sério.

2/13 avos sem Bandeira Azul


Dos 13 concelhos algarvios com frente atlântica (3 sendo interiores não a possuem: Alcoutim, Monchique e S. Brás), dois deles não têm qualquer bandeira azul: são eles Castro Marim e Silves. Uma das praias do concelho de Silves, freguesia de Pêra, a Praia Grande, galardoada em 1998 com o galardão de Praia Dourada e alvo de intervenção apoiada pela direcção regional do Ambiente é vítima do esquecimento da CMS. O mesmo, ou pior, se passa em Armação de Pêra que já tendo sido bandeira azul nos anos 90 é outra das praias que não recebe este ano a distinção. Azul, só a bandeira da Freguesia! Mas não se pense que o problema reside nas praias, o problema reside fundamentalmente na câmara que nem sequer se candidata. Vá-se lá saber porquê?

domingo, abril 30, 2006

A devida homenagem

Fez-se hoje, 30 de Abril, véspera do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho e dos Trabalhadores, uma primeira homenagem pública à figura do silvense José Rodrigues Vitoriano, recentemente falecido. Foi, seguramente, o silvense com maior currículo político do séc. XX, uma destacada figura da luta pela liberdade, o que lhe valeu sofrer da falta dela (17 anos nos cárceres salazaristas). Camponês, escolhedor de rolhas, presidente do sindicato nacional dos corticeiros em Silves, membro do Comité Central do PCP, deputado e vice-presidente da Assembleia da República, entre 1976 e 1987. Um longo percurso de vida, um "operário construído", como o apelidou Maria João Raminhos Duarte que lhe fez uma rigorosa e detalhada biografia histórico/política nesta sessão pública. Muito concorrida (cerca de 150 pessoas), é preciso dizer quando é tão frequente ver acontecimentos públicos "às moscas", por silvenses residentes ou emigrados e outros amigos, que neste dia fizeram questão de estar presentes. Falou ainda Margarida Tengarrinha, num registo mais emocional e pessoal, lembrando o velho amigo e camarada de partido. Apresentei eu, uma entrevista/filme que realizara com Vitoriano em 1999 quando instalava o Museu da Cortiça de Silves; Sandro William Junqueira, emocionou o público, com a sua interpretação do poema de Vinícius de Moraes, "O Operário em Construção", uma belíssima escolha; Carlos Vitoriano agradeceu, sensibilizado, a homenagem feita a seu pai. Mário Godinho, presidente da Junta de Freguesia, a entidade organizadora, fechou a sessão com a leitura de uma mensagem do senhor Governador Civil. Durante a cerimónia foi ainda lançada uma publicação sobre José Vitoriano, da autoria de Maria João Duarte.
Parabéns à Junta de Freguesia pelo apadrinhamento da iniciativa que, embora tenha sido proposta em sessão de Câmara ainda em vida de José Vitoriano para integrar as comemorações deste 25 de Abril, acabou por ser ignorada por este executivo. Que, fica o desabafo que ainda faltava, nem se fez representar na cerimónia!(leia-se Teodomiro Neto no Jornal do Algarve)
Esperemos que um dia, a autarquia se digne promover a memória deste homem (nome de rua, realização de um busto...) que muito honrou a memória e o carácter lutador e inconformado da classe corticeira e dos silvenses durante a longa ditadura.

quinta-feira, abril 20, 2006

A concurso...


Inspirado pelo post de um amigo a propósito de um concurso fotográfico promovido pela autarquia, que tem como um dos seus temas base “O Ambiente”, e por uma fotografia que um munícipe me fez mercê, dou continuidade ao assunto. Ao do Ambiente, porque é disso que se trata nesta imagem pouco abonatória para qualquer cidade do mundo. É verdade que se trata de um domingo, depois de um sábado e de uma sexta-feira de tolerância. Mas não era um domingo qualquer, era Domingo de Páscoa, e nesta rua - a Gregório Nunes Mascarenhas, em pleno centro histórico de Silves - passaria um importante evento religioso e, hoje em dia, não só religioso, mas também turístico-religioso: a procissão de Domingo de Ressurreição. Diz quem lá esteve que a visão, mas não só, foi insuportável. Envergonhou os locais, desagradou os visitantes.
Não pode acontecer! No ambiente, como noutros ofícios, há serviços mínimos, a qualquer preço!
Não é assim que Silves se tornará uma referência turístico-cultural!

segunda-feira, abril 17, 2006

José Vitoriano - uma homenagem

JOSÉ RODRIGUES VITORIANO
(1917-2006)
- uma homenagem –


Auditório do Instituto Piaget em Silves
Dia 30 de Abril, pelas 15 horas

Filme/entrevista biográfico
Lançamento de publicação
Palestras de Margarida Tengarrinha e Maria João Duarte

Organização da Junta de Freguesia de Silves

terça-feira, abril 11, 2006

Reciclagem "à Polis" III


Pode parecer má-vontade contra o programa POLIS, mas acreditem que não é. A sequela só tem continuidade por que os seus actores não param de lhe criar novos argumentos, cada vez piores e de mais mau gosto. Então não é que, não bastando as queimadas de lixos a céu aberto já aqui denunciadas, não bastando os descuidos no abandono de materiais tóxicos, lembram-se agora de fazer do leito do Arade depósito de entulhos!! Bem nas barbas do placard (countdown) do Polis que, coitado, há tempos que não sabe a quantas anda. Bem no momento em que corre um abaixo-assinado relembrando velhas promessas de desassoreamento e despoluição do rio, nunca cumpridas. Mas em que país, ou cidade, estamos? Não há autoridade marítima, não há autoridade de ambiente, não há fiscalização das obras que os empreiteiros POLIS desenvolvem?
Para já não falar do mau exemplo que se faz passar, logo por aqueles que são responsáveis por um programa de reabilitação urbana!!

terça-feira, abril 04, 2006

Um pedacinho de história


Tendo como fundo a Rua Cândido dos Reis e o edifício, agora demolido, da velha escola industrial (P.S.- Corrijo, trata-se ainda da Rua Dr. Francisco Vieira e o edifício, embora algo parecido, não é o da velha escola industrial, mas outro, também com interesse arquitectónico, e que se encontra frente ao actual Museu Municipal de Arqueologia), uma foto de um grupo de ilustres alunos de Esperanto cerca de 1941.
(Arquivo Particular de Carlos José Alves Vitoriano)
da esq. para direita:
Eugénio Neto, António Sequeira Guerreiro, Amílcar Coelho, José Vitoriano, Pedro Miguel Duarte e Rui Alves

Um pedacinho de passado que desaparece...


Com a demolição do edifício da velha Escola Industrial na Cândido dos Reis (Silves) é um pouco da nossa história que se apaga. É também uma rua que cada vez mais se descaracteriza, face ao imparável camartelo. Quando não existe autorização para demolir, o que era o caso, sempre há formas de o fazer. Tal como acontecera com a "casa do lampião", vai-se progressivamente enfraquecendo a estrutura, ao ponto de qualquer factor adicional e de preferência externo (chuvas abundantes, construções ou demolições anexas) pôr em causa a segurança e os pruridos conservacionistas dos mais renitentes. No caso presente, não aconteceu uma tragédia por mero acaso. Irão agora reconstruir a fachada, mas nunca será o mesmo, pois nem as cantarias originais souberam, ou quiseram, preservar.
Tantas histórias guardava este edifício por contar!

sexta-feira, março 31, 2006

Reciclagem "à Polis" II


8.30 h da manhã. Uma queimada a céu aberto que inundou a cidade (parte oeste, a das escolas) de fumo. E eu que pensava que as queimadas eram proibidas agora, todo o ano. Talvez só no campo e não em perímetro urbano. Talvez! Mas não, meus amigos, só vale para alguns. Mesmo depois do que escrevi em Janeiro, e que foi levado à reunião de câmara, para escândalo de todos, os empreiteiros ao serviço do Polis, continuam fora-da-lei. E os donos da obra (leia-se C.M.S. + Polis), olham para o outro lado. Mas nós não enterramos a cabeça na areia, o que dava jeito, face à pestilenta fumarada.
É assim por cá; quando o Poder é fraco ou negligente, vale a pena prevaricar!

quinta-feira, março 30, 2006

Pela Saúde...em Silves

Participe na vigília prevista para quinta-feira, dia 30 de Março (21.00), junto ao Centro de Saúde de Silves. Contra o encerramento do SAP entre as 0h/8h, pela melhoria dos cuidados ali prestados, enfim, pela sua saúde. Invocar (como o faz a ARS) razões de qualidade de atendimento para deslocar serviços já instalados, não é argumento. Para isso, a solução é melhorá-los, é essa a sua responsabilidade; não é fechá-los.

segunda-feira, março 27, 2006

Pelo Arade!


Em apoio da iniciativa lançada no Blogue do Vereador a favor da petição pelo Desassoreamento e Despoluição do Rio Arade, e completando-a, pelas informações e memória que a todos traz, convido-vos a ler o belo texto de Baeta de Oliveira no Local e Blogal. Não se irão arrepender!
E passe a mensagem, se é «(...) sensível à agonia deste rio (...)», porque esta não é uma reivindicação só de silvenses, como bem finaliza o autor.
P.S.- Ah!, e um agradecimento desde já aos primeiros 52 primeiros subscritores, ao momento. E aos vindouros...
P.S. muito importante: por razões de força legal da petição, pedia a todos que no lugar (campo) País/Cidade colocassem o seu nº de BI, Arquivo e Data do cartão de Identificação, conforme se pode observar na assinatura nº 90.
As minhas desculpas, por esta alteração que, infelizmente, já não pode abranger os assinantes fundadores, a não ser que entendam enviar-me esses dados (castelo58@gmail.com
) juntamente com o nome constante da petição para que eu, quando os imprimir e enviar às autoridades (Governo, Presidente e Assembleia da República, CCDRAlgarve e Instituto dos Portos e Transportes Marítimos) já os tenha introduzido manualmente. Finalmente, quem quiser assinar e não tiver endereço de mail, poderá fazê-lo na mesma usando um de um amigo. O que realmente interessa são o nome e os dados do B.I..

terça-feira, março 21, 2006

Muro da Vergonha


Este muro de sustentação de terras da encosta norte do Castelo é bem a imagem deste Polis, pelas piores razões: desconhecimento da situação local, tábua rasa da situação presente já consolidada por décadas, senão centúrias de conhecimento na experiência adquirido, desperdício de meios financeiros em soluções técnicas que um simples pedreiro não alvitraria. Ora vejamos.
O que lá tínhamos antes era um muro de alvenaria de pedra local, sem reboco, e aparelho simples com um mínimo de argamassa. Resistira, aqui e ali com a passagem do tempo menos bem, sabe-se lá quantos anos. A sua drenagem era natural, a sua inserção visual e paisagística, quase perfeita. O que nos trouxeram os técnicos do Polis? Primeiro preencheram os interstícios derrubados com alvenaria de tijolo, a pedra era cara; depois, para disfarçar, rebocaram (impermeabilizaram) tudo de argamassa colorida (será que quiseram imitar a cor do grés do castelo?) sem se lembrarem do que qualquer um se lembraria, a drenagem das águas da encosta; entretanto tinham ripado tudo o que era vegetação da encosta, aliada natural em caso de chuvas abundantes durante os trabalhos, o que aconteceu; às primeiras chuvas, alguém se lembrou que o muro não tinha qualquer drenagem, e vá de lhe fazerem buracos; insuficientes, é claro, porque muita é a água que desta encosta escorre. Isso já sabiam os antigos e o velho muro emparedado pelo moderno e inestético reboco. Mas alguém entre os "ideólogos" do Polis lhes perguntou? Entretanto, já lá vão,... sei lá?quantos meses neste muro...
P.S.- Só para constatarem que não é caso isolado, experimentem sentar-se, num dia bem solarengo, num dos novos bancos metálicos do largo de Nª Srª dos Mártires e vejam (melhor, sintam) o que vos acontece ao traseiro!

quarta-feira, março 08, 2006

Em Dia da Mulher

Foto de António Pedro Ferreira


Em Dia Internacional da Mulher lembrei-me de Maria Keil, 91 anos de idade, mais uma silvense a quem a cidade deve justa homenagem.
Enquanto isso não acontece, podem os silvenses visitar virtualmente a exposição que a Biblioteca Nacional lhe dedicou em 2004 pelos seus 90 anos e que muito bem-vinda seria a Silves.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Sem comentários...


Ermida de Nossa Senhora dos Mártires, Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 44 075, DG 281 de 05 Dezembro 1961

domingo, fevereiro 19, 2006

É bom lembrar...

A propósito do eventual encerramento do SAP (Serviço de Atendimento Permanente) do Centro de Saúde de Silves e contrariando o mais invocado argumento dos serviços oficiais de saúde, os melhores e mais eficientes cuidados que podem ser prestados em Portimão (?), é bom lembrar o seguinte e fazer a pergunta:
Por que é que, embora possuindo equipamento de telemedicina, desfribilhador e laboraboratório de análises clínicas, nunca estes equipamentos entraram em funcionamento? Por falta de técnicos? Mas como? se eles estão a ser formados a menos de 100 metros do Centro de Saúde, no Instituto Jean Piaget?!
Quem souber que responda...
P.S.- Quem quiser confrontar a ARS-Algarve com a questão do encerramento do SAP de Silves, manifeste-se pelo e-mail que indico no sublinhado. O pequeno, mas indignado texto deste post teve o mesmo caminho.

domingo, fevereiro 05, 2006

Será a poda um crime?

Foto Jornal Barlavento
Isto é o que resta dos plátanos (p.s.- afinal parece que são choupos) à saída de Alcantarilha para Armação de Pêra. Será que esta gente saberá o que está realmente a fazer? Há podas e podas... e esta parece demasiado radical, salvo melhor opinião. O que é certo, e bom sinal dos tempos, é também serem cada vez mais estes assuntos motivo de tratamento mediático e por consequência de movimentos da insatisfação popular (refiro-me à notícia lida no Barlavento on-line).
Longe vão os tempos em que quem mandava, mandava... Agora ainda mandam, na maioria das vezes até prevalece a sua vontade (depende da cobertura dos media), mas tempos virão em que "o povo será quem mais ordena" (queiramos nós que assim seja!), não os seus iluminados eleitos.
Afinal de quem são os plátanos? Do presidente da junta de freguesia, da presidente da câmara ou do povo? É curioso serem os serviços camarários a intervir e a presidente nada saber, dando mesmo a entender que se oporia ao corte das árvores; curioso é o presidente da junta que "não sendo dono da obra", vir justificar a intervenção pelas razões negativas que invoca na presença dos plátanos (no seu dizer "altamente poluentes"), e que até parece ter querido ir um pouco mais longe "na poda", se é que já não o conseguiu com o trabalho ali realizado (mais uma rolagem que uma poda, o que aprendi hoje). Será que estes recuperam da maldade?
Se não recuperarem, quem irá responder pela morte daquelas belas e adultas árvores?
Tudo isto escrevo, pelas implicações políticas que atrás retirei, mas sobretudo pela leitura e influência diária de um blogue que muitas linhas tem dedicado às árvores e a outros crimes ambientais que por aí vão ocorrendo, o Dias com Árvores.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Morreu José Vitoriano

Morreu hoje o silvense José Vitoriano (veja-se notícia e biografia no site do PCP ou no Barlavento-on-line). 88 anos de uma vida cheia de combates pela liberdade, antes e depois do 25 de Abril, 17 dos quais passados nas prisões da PIDE.
É um dos últimos representantes da combativa e resistente cidade corticeira dos anos 30/40 do séc. XX. A cidade que infelizmente ainda não honrou nenhum destes homens, embora continue bem a tempo de o fazer (veja-se moção pela CDU apresentada em reunião camarária).
Um poço de histórias - e de História - de que guardo um inédito registo vídeo, onde é visível a profunda humanidade, a simpatia e a modéstia deste ilustre silvense (partilho aqui um excerto dessa entrevista que me deu em Agosto de 1999).
Um grande abraço, José Vitoriano!... meu, e da cidade que tanto amavas!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Valeu!

Duas semanas e uma Assembleia Municipal depois, onde foi alvo de referência o assunto, desapareceu o perigoso contentor de produto tóxico/corrosivo referido em "Incúria".
Assim, vale a pena escrever...

terça-feira, janeiro 17, 2006

Reciclagem "à Polis"

Cartão, PVC, plásticos…tudo bem regado a petróleo, a poucos passos da cidade. É assim que os empreiteiros ao serviço do Polis dão o exemplo da reciclagem de materiais?!

Incúria

O que é algum fuminho tóxico proveniente de uma queimada ao ar livre comparado com meio contentor de tóxico e corrosivo “Isophorone Diamine”? Deixado ao Deus dará, ao dispor da curiosidade de qualquer criança que por ali passe... (quem souber inglês e quiser conhecer melhor o teor deste caldinho, clique aqui).

Problemas de conservação II

Como Zona Requalificada e Valorizada deixa um pouco a desejar, mesmo sendo a 1ª Fase. Como pista de motocross precisa ainda de mais alguns charcos...
Mas ao ritmo dos trabalhos, caros leitores, nem uma coisa nem outra!

Problemas de conservação I

Para um Parque de Estacionamento que foi inaugurado há quase quatro meses, véspera de eleições (enquanto os silvenses reflectiam), e que teve direito inclusive a flyer informativo profusamente espalhado pela cidade, teremos todos que admitir que está um pouco mal conservado, não acham?!

Debandada geral

Alguém saiu daqui correndo, vai para quatro meses, e esqueceu materiais e ferramentas??...

A senhora presidente achará, mas nós...!


"(...) Acho que, do Tejo para baixo, não há outro rio que tenha a capacidade turística que o Arade tem (...)»,
Presidente da Câmara Municipal de Silves, Drª Isabel Soares, Barlavento (6 de Julho de 2005)

domingo, janeiro 15, 2006

Tesouros escondidos


Partilho hoje convosco uma foto da "minha" velhinha oliveira, talvez bimilenar, talvez até a mais antiga do país! Embora plantada na minha propriedade, ela é - pela sua antiguidade e beleza - património histórico e natural de todos nós. E do concelho de Silves, guardião ainda de alguns tesouros escondidos...
P.S. - Sobre outras árvores e plantas, sugiro uma visita ao bonito blogue Dias com Árvores.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Porque também sou professor...


... faço aqui a primeira excepção aos comentários de teor local (embora a educação seja também, e de que maneira!, questão local). Pela concisão, pelo esclarecimento que demonstra, pela identificação que estabeleci com este texto sobre a situação da educação em Portugal, e que dia-a-dia vou vivendo, recomendo vivamente a sua leitura.
É o editorial de uma nova revista dedicada exlusivamente à Educação e da responsabilidade da Texto Editora: a "Pontonosii". Leiam este editorial aqui, e meditem!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Feliz 2006!

(trabalho em cerâmica dos alunos de Artes do 11º ano da Escola Secundária de Silves (2003/04), coordenados pela Profª. Margarida Ramos)

Com esta imagem da nossa cidade, ficam os votos de um Bom Ano de 2006 para Silves e todos os Silvenses!

sábado, dezembro 17, 2005

CELAS ganha acção judicial contra a Câmara


O Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves obteve do Tribunal Administrativo de Loulé acórdão favorável na queixa que apresentara contra a Câmara Municipal de Silves. Em causa estava a intenção da autarquia, ultrapassando anteriores compromissos que, aliás, estiveram na origem e financiamento da reabilitação do antigo edifício do Matadouro, dividir esse espaço entre o CELAS, a autarquia e uma recém surgida pró-Fundação Al-Mutamide Ibn Abad de contornos e objectivos pouco claros. Eu que estive na Comissão Instaladora do CELAS, assim como Isabel Soares (então vereadora na oposição), não tenho memória curta, e ainda me lembro do que ali a actual presidente afirmava. Foi preciso ser poder e deixar terminar o edifício para surgir com uma nova e inesperada solução que deixaria o CELAS sem qualquer capacidade logística sobre o espaço, quando foi, até agora, entre os três pretendentes, a instituição que mais fez pela divulgação dos valores luso-árabes (vários encontros, publicação da revista Axarajib, cursos de língua e cultura árabes).
Oficiosamente, sabemos já que a Câmara irá recorrer deste acórdão. Esbanja assim dinheiros públicos e protela uma decisão que teima em contrariar.
É o poder autárquico que temos!

terça-feira, dezembro 06, 2005

As inaugurações apressadas costumam sair caro...


As inaugurações apres-sadas costumam sair caro. Todos o sabem. Alguns políticos no poder, porém, fazem por esquecer. Vem este desabafo a propósito da precipitada inauguração do Teatro Mascarenhas Gregório em 3 de Setembro passado (e ainda em obras!) e para o facto de, entretanto, continuarem a chegar à Câmara propostas de orçamento (?) para obras a mais, entretanto já realizadas (a terceira empreitada, até agora) e que incluem, ou alterações de projecto, ou emendas circunstanciais, sempre plausíveis, admita-se. No caso não, a empreitada deveria ter sido prevista, já que de uma obra de reabilitação (já não lhe posso chamar de restauro, porque não o foi) se tratava: a recolocação da velhinha placa alusiva à inauguração do Teatro em 1909 custou a todos nós a módica quantia de 150 euros e foi considerada trabalho a mais em 2º orçamento adicional! Do valor e dimensão da empreitada, julguem os leitores pela imagem...

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Dissonâncias...


Numa rua (Cândido dos Reis) que há alguns anos poderia ter sido classificada enquanto conjunto arquitectónico de valor concelhio crescem como cogumelos as dissonâncias que a irão conduzir à descaracterização total. À revelia de todos nós, com o beneplácito de todos nós.
Como candidatos a património mundial (demagógica promessa da senhora presidente de câmara que remonta a 2001) temos muito que aprender, e a inverter...

terça-feira, novembro 29, 2005

Polis por mais dois anos...


Eu não disse! (cliquem na profecia) E nem sou bruxo! Aqui está a prova. Preparem-se silvenses para mais dois longos anos de Polis, exactamente os que se perderam de início por má programação e muito trabalho de casa por fazer. O painel countdown do Polis sofreu de ontem para hoje, sem pré-aviso, uma subtil alteração. Poucos se deverão ter apercebido. Antes que chegasse aos negativos (o que deveria acontecer para vergonha dos responsáveis!), foi cirurgicamente sabotado. Ao invés de apresentar 32 dias para a conclusão deste programa, exibia agora uns confortáveis 762, o que remete a sua conclusão para Dezembro de 2007. Mais dois anos!! Uma estrutura caríssima como aquela nem sei para que serve, já que é simplesmente para ignorar!? A Câmara Municipal e o Polis, noutras alturas tão prolíferos na produção de comunicados à população (temos o exemplo da inauguração do inacabado parque de estacionamento ribeirinho em vésperas de eleições), bem podia vir agora a terreiro explicar das suas razões. Virá fazê-lo? Veremos...

sexta-feira, novembro 25, 2005

Panfleto ou Jornal?-II Parte



Se dúvidas tínhamos quanto a isso, foram agora desfeitas.

Como alguns por certo se aperceberam (com certeza não foram os 14 000 que o srº Ligne diz lerem a coisa!!, que tem como tiragem 3000 exemplares!!, dos quais são devolvidos provavelmente número aproximado), na edição nº 359 de 20.10.2005, a Voz de Silves, na pessoa do seu director, resolveu dar honras de 1ª e 2ª páginas à minha pessoa e ao blogue que subscrevo. A inspiração teria sido o texto que escrevi a propósito do critério redactorial desse quinzenário em vésperas de eleições (
clique para ler), e que enviei para a redacção, dando dele conhecimento e pedindo a sua publicação na rubrica "Correio do Leitor". É claro que fui censurado, pois o director dessa dita, e cito, "tribuna livre", impôs condições inadmissíveis que não aceitei (clique para ler a resposta de Arthur Ligne ao meu pedido de publicação, designadamente o último parágrafo). No artigo do senhor Ligne que motivou o meu posterior pedido de rectificação/resposta, e sem nunca mencionar o meu nome ou o do blogue sobre o qual escrevia (o que do ponto de vista jornalístico é, desde logo, "exemplar"), caracterizou-me profusamente com alguns adjectivos, muito habituais na sua escrita, que auto-intitula de "jornalística". O texto em causa mereceu da minha parte, como seria de esperar, e conforme prevê a lei de imprensa, a merecida réplica, enviada por carta com aviso de recepção assinado no dia 3 de Novembro corrente. Não obtive resposta alguma, ao contrário do que o srº Ligne diz ser a sua prática corrente, nem vi publicado o meu texto nas duas últimas edições da Voz de Silves. Pior, ao invés de respeitar o direito legal de resposta previsto na lei ( o que desde já será alvo de queixa à Alta Autoridade para a Comunicação Social e ao tribunal competente), prevarica segunda vez quando utiliza agora a página central da coisa nº 359 de 22 do corrente para vir novamente à liça com mais insinuações, misturando-me com cartas anónimas e ameaças de morte (será mesmo assim??) quando o que até agora fiz, foi escrever num blogue cuja autoria não é anónima e remeter uma carta, assinada pelo remetente e com aviso de recepção, à qual não faz qualquer referência no seu texto, mas que deixo aqui aos leitores já que o srº Ligne dela se esqueceu (clique para ler).

Fico hoje por aqui. Mas a novela vai ter continuação...

quarta-feira, novembro 16, 2005

74 dias depois


74 dias depois...
após bem badaladas e exclusivas inaugurações, continuamos em obras...
(Teatro Mascarenhas Gregório e Arquivo Histórico Municipal)

segunda-feira, novembro 14, 2005

Mais uma herança desbaratada


É já lugar comum, entre os responsáveis políticos e não só, afirmar que o futuro do concelho e, em particular, o da cidade de Silves, passa pela valorização do seu importante património histórico/arqueológico. O PSD deste concelho tem mesmo apresentado nos seus programas eleitorais o compromisso (quanto a nós demagógico e pouco esclarecido) de candidatar Silves a Património Mundial! É, contudo, bem diferente a prática corrente das intenções anunciadas. Durante os mandatos PSD não se realizou uma única classificação de um imóvel, não foram defendidos os direitos dos já existentes (caso Vila Fria) e ninguém sabe ao certo o que é imóvel classificado neste concelho.
Nos últimos tempos assistimos a mais um caso lamentável. A norte da Fábrica do Inglês, um empreendimento urbanístico privado, devidamente licenciado, irá destruir os vestígios de um importante bairro islâmico do séc. XII-XIII. E nada se pode fazer, além do que está sendo feito. Isto é, as escavações arqueológicas de emergência, pagas pelo empreiteiro, de modo a salvar um registo científico (gráfico e fotográfico) único no país. Único, porque se trata ( e foi referido por especialistas na matéria presentes no recente Congresso de Arqueologia realizado em Silves) de um importantíssimo conjunto habitacional (com habitações completas, equipadas com latrinas, infra-estruturas industriais, viárias e hidráulicas) de que há poucos paralelos no país. O que se irá salvar será só uma nora (extraordinária pela qualidade de construção) a integrar o futuro parque de estacionamento subterrâneo. E tudo porque as sondagens que se realizaram a pedido do IPA (Instituto de Arqueologia) só foram feitas após o licenciamento da obra ( e por isso desde logo sob condições), o que, numa cidade como Silves, é de todo incompreensível.
Se queremos realmente promover a cidade e este concelho como destino cultural, não podemos continuar a encarar as questões do património como marginais. Se as queremos fazer prioritárias, e queremos que todos assim as encarem, também temos que dar contrapartidas a quem é, a bem do interesse público, individualmente prejudicado.

segunda-feira, outubro 31, 2005

Sede de Candidatura


Sede da Candidatura de Silves a Património Mundial

Uma tradição em vias de extinção

A centenária Feira de Todos-os-Santos de Silves é, tudo o indica, uma tradição moribunda. Outrora a mais importante feira algarvia, tem nos últimos anos perdido muito do seu vigor, do seu tipicismo. As causas são múltiplas: umas estruturais, outras bem mais conjecturais. Entre as de ordem estrutural podem enunciar-se as alterações nos hábitos de consumo, nos hábitos de lazer, na facilidade de acesso aos mesmos divertimentos durante todo o ano, até nos hábitos de poupança pessoal (bem me lembro de amealhar todo o ano para a feira e, quando esta chegava, esperar pelas "feiras" de pais e avós); entre as causas conjunturais estão as dificuldades criadas àqueles que das feiras e mercados ainda fazem forma de vida. É a concorrência das grandes superfícies ou dos parques temáticos de lazer, são os impostos e as taxas autárquicas, são os espaços que as autarquias (não) disponibilizam. Na Idade Média, os reis e os concelhos portugueses libertavam-nas de taxas e concediam especiais privilégios aos que as frequentassem (as chamadas feiras francas) na tentativa de fomentar o comércio e a dinamização económica das regiões mais deprimidas. Hoje, algumas autarquias (como é o caso da de Silves) asfixiam-nas com taxas e obrigações que os feirantes não podem comportar, deslocam-nas para lugares com duvidosas condições. Há meses que não se faz o mercado mensal em Silves. Talvez para o ano só haja mesmo a Feira de S. Martinho, em Portimão, este ano com abertura antecipada dada a situação que em Silves foi criada. Passará então a realizar-se no dia 2 de Novembro, Dia dos Fiéis Defuntos!!
P.S.-Sobre a feira leia-se também o que já escrevi em... http://sacodosdesabafos.blogspot.com/2005/10/feira-de-silves.html

quarta-feira, outubro 19, 2005

Lixo biológico


Estando nós a poucos metros do Parque Biológico da Serra de Silves (mas em terrenos particulares, por acaso meus), até poderíamos julgar que este aterro realizado com entulho nada teria de contra-biológico. Mas não, caros leitores, é entulho, puro e duro, das obras realizadas recentemente neste parque por um empreiteiro ao serviço da C.M.S.. Poderia até ter sido descuido, mas o que parece ser até é bem pior: em parte já calcado e aplanado, ganhou recentemente a companhia de algumas árvores (5 ou 6) cuja plantação não foi autorizada neste terreno privado. E assim se pretendia fazer um parque de estacionamento sem autorização. É a política do facto consumado.
Mais um caso para tribunal...

A cor também é cultura


Passadas que são as eleições autárquicas, espero que o Partido Socialista devolva a este edifício oitocentista, em pleno centro histórico, a dignidade e a cor a que tem direito: o branco cal...

sábado, outubro 15, 2005

Vão demolir a Cruz de Portugal!


Podia ser título de um desses jornais sensacionalistas que por aí há. Podia, mas não é. É brincadeira minha! Mas sobre um assunto sério e uma atitude que já é caso corrente em Silves: a falta de informação. Sobre o que realmente está acontecendo junto à Cruz de Portugal não se informa nem munícipes nem turistas ( e são muitos) que por ali passam. Nem uma planta do projecto, nem um cartaz informativo do que vai ser. O que se vê é uma demolição e um monumento nacional a cujo acesso somos impedidos!
P.S. - Vem a propósito dizer que este monumento não pode continuar como está e onde está (pelo menos o original) por mais tempo, se queremos preservá-lo. Não seria boa altura para o fazer?

Ainda o Polis...

Por que a memória é curta, nada como avivá-la, comparando o que era com o que agora é...
Vejam em
Região Sul (21.06.2002).

quarta-feira, outubro 12, 2005

Countdown


Futuro (?) Museu da Arrochela
(foto de Outubro de 2005)
O relógio do Polis enceta a contagem final. Faltam pouco menos de três meses para se completar o prazo de quatro anos que este projecto de intervenção urbana previa. Pode a muita gente, mais distraída, impressionar tanta movimentação, tanto buraco, tanto estaleiro de obra. E ficar pensando: a coisa mexe, nunca se viu coisa assim, grande obra, sim senhora...
Mas não é bem assim... Para um plano que estava perfeito, o melhor inter pares (parafraseando a senhora presidente) quando foi apresentado a concurso, demorou na sua implementação. Foram precisos quase dois anos para aquecer os motores, para se iniciarem adjudicações e obras. Resultado: está tudo a acontecer ao mesmo tempo, com graves prejuízos para o funcionamento urbano e para o dia-a-dia dos silvenses. Mais, nem tudo está a acontecer, nem tudo vai parar de acontecer depois de Dezembro de 2005, mesmo que o relógio Polis não conheça os números negativos. Vejamos...
Das obras enunciadas, muitas foram pura e simplemente enfiadas na gaveta e socorro-me do Plano Estratégico publicado pelo Programa Polis: a musealização da Arrochela (Silves vai ter espaço de musealização arqueológica. Isabel Soares, Executiva da Câmara Municipal de Silves refere que "foi mandado executar um projecto de musealização desse espaço em Arrochela", passando Silves a contar, em breve, com um novo espaço de musealização arqueológica. in Região Sul, 27 de Setembro de 1999), Casa da Música (seria para a Filarmónica ou seria a que fizeram no Porto?), remodelação do Mercado Municipal, recuperação do Moínho Valentim e percurso pedonal até ele, dessasoreamento do rio e criação de área de estada na margem esquerda, campo de jogos e pista de atletismo, aquisição do Palácio Grade (Viscondes de Lagoa), criação de duas novas acessibilidades a norte da cidade. Nada disto foi feito, nada disto parece vir a ser concretizado a breve prazo. Mas vejamos outras que, embora começadas, não terão concretização nos próximos três meses, nem nada que se pareça: a reabilitação urbana do centro histórico está ainda numa primeira fase (modernização das redes de subsolo e eliminação de redes aéreas, sem garantia do desaparecimento das feias antenas televisivas); o arranjo interior do castelo e a musealização das suas torres (a que aludimos em post anterior) é coisa para mais de um ano, quando poderia ter começado logo de início; o Teatro Gregório Mascarenhas, já inaugurado com pompa e circunstância, continua em obras e sem plano estratégico, director ou programação conhecida; o Jardim Cancela de Abreu, não incluído no Polis nem em obras complementares, continua ao abandono, embora em vésperas de eleições, em reacção a uma faixa ali colocada e a um post aqui realizado, tenha surgido espalhado pelos cafés locais um esquisso, tão velhinho quanto a obra do ex-matadouro (para quem sabe), do arquitecto Alegria, e que fala num prazo de execução de 9 meses!
É o Polis que temos...

segunda-feira, outubro 10, 2005

Raínha por mais 4 anos!


Parabéns a Isabel Soares pela maioria absoluta reforçada agora conseguida. Veremos como reinará, se em monarquia absoluta, se em liberal.
Parabéns ao Partido Socialista, agora a segunda força no concelho. Curioso estou com a forma como fará oposição, agora que as posições relativas se inverteram.
Parabéns à CDU, pela campanha que fez e em que participei. É pena que hoje em dia fazer trabalho de campanha sério, crítico, propositivo, porta-a-porta e com escassos apoios financeiros (marketing político) seja tão inglório.
Parabéns ao BE, pelo seu esforço de campanha, pela prestação de Carlos Cabrita no debate conjunto da Rádio Racal, pelas alternativas que propõe.
Só não dou os parabéns ao CDS, porque não dignificou estas autárquicas em Silves. Limitou-se a apresentar um candidato(a) para fazer "número" nas estatísticas...
Nota final: Leitores, mais uma vez: obrigado pela vossa participação. Este blogue continua e, seguindo a sugestão de um dos meus assíduos leitores (Miguel Nobre), vou estudar a forma de o tornar mais interactivo, fazendo dele um Fórum. De ideias, de debate local.

sábado, outubro 08, 2005

Por agora chega!


Entrei em reflexão, depois de uma intensa campanha que também passou por este blogue.
Volto no domingo, ou na segunda-feira, o mais tardar.
Obrigado a todos os que me acompanharam!
Manuel Ramos

sexta-feira, outubro 07, 2005

Panfleto ou Jornal?


A Voz de Silves é um panfleto partidário ou um jornal?
Poderia ser uma qualquer pergunta feita nesses concursos televisivos que por aí andam. A resposta correcta, na minha opinião, seria a primeira hipótese. Passo a explicar.
1º - O director desta publicação é concomitantemente Chefe de Gabinete de Imprensa da Câmara Municipal de Silves (por interposta pessoa, na prática, todos o sabemos). Ali regularmente publica, seja em seu nome próprio, seja na qualidade atrás referida, numa promiscuidade baralhante;
2º - Qualquer situação que do ponto de vista crítico incomode a C.M.S. tem imediata resposta crítica na Voz de Silves, não em um qualquer comunicado com origem municipal (embora o autor seja o mesmo, sempre se salvavam aparências);
3º - Finalmente, e só para abreviar, faça-se a análise do último número, saído a 5 de Outubro, sobretudo a nível do conteúdo redactorial:
-Primeira página - Grande destaque para as sondagens(?) realizadas pelo jornal Barlavento que davam a vitória a Isabel Soares e à CDU um valor rídiculo de 5%. Apesar de o autor colocar em dúvida estes valores ao longo do artigo, a manchete ali está. É o que a maioria irá ver e ler! Outros destaques na primeira página: "São Bartolomeu de Messines a sede de concelho? Pois então!" e "Matadouro de Silves merecia outra preservação", e a colocação do Padre Carlos Aquino em Silves. Sobre esta última, nada a dizer. É realmente notícia. Agora a do matadouro, onde se dizem tantos disparates, revelando-se tanto desconhecimento do que realmente se passa e passou, é confrangedor ter honras de destaque. Mas o que realmente me intrigou foi o trabalho sobre Messines. Algo datado (2003), é agora repescado e ganha honras de destaque na primeira e numa das páginas centrais. Li-o atentamente. Muitos encómios a Messines e ao seu povo trabalhador, hospitaleiro e por aí adiante de adjectivos bonitos. Na parte final um utópico apelo que já há algum tempo não ouvíamos (nem nos programas eleitorais de nenhum dos candidatos à junta de Freguesia), considerando os tempos que correm e a situação real da vila (desprezada e abandonada por esta gestão PSD na câmara e na freguesia): «São Bartolomeu de Messines merece ser sede de um novo concelho!» .
Para quem saiba ler nas entrelinhas isto só pode ter um sentido. Branquear os erros da gestão municipal nesta importante vila (o último teve como palco a própria igreja matriz) e conquistar os votos, determinantes, desta freguesia. Pois não é que o autor até confessa: "(...) Costuma até ser voz corrente em qualquer período eleitoral que o partido político, cujos candidatos ganhem a freguesia de São Bartolomeu de Messines, tem as eleições autárquicas praticamente ganhas nas urnas no concelho de Silves como um todo.(...)». Claro como água!
Para finalizar esta análise à composição redactorial deste último número da Voz de Silves, um comentário à preciosa carta de um leitor, "silvense atento e responsável", na rubrica Correio dos Leitores (2ª página). Depos de desenrolar todo um rol (quase só comparável ao do manisfesto de campanha PSD) de obras realizadas em Silves por esta gestão autárquica, nas quais inclui a Fábrica do Inglês (privado), o Palácio da Justiça (poder central, terreno cedido e ajardinamento exterior pela câmara), Biblioteca Municipal (investimento em grande parte alheio), Instituto Piaget (julgava que era privado?!), fala no Centro de Estudos Luso-Árabes (já não se diz assim, é politicamente incorrecto, é só ex-matadouro ou Fundação Al-Mutamide!!, amigo), desconhecendo a caricata situação que a câmara criou. É demasiado desconhecimento... Depois, nem de propósito, quem é que ataca? A Junta de Freguesia de Silves, atribuindo-lhe as responsabilidades que efectivamente não lhe cabem, a saber: a geral remodelação do espaço do antiquado (mas com valor arquitectónico, atenção) Mercado Municipal de Silves. Fique a saber esse senhor que há 6 anos que adormece nas gavetas camarárias um propósito de intenções de reabilitação deste espaço. Entretanto, nas freguesias com outra tonalidade partidária, lá vai a Câmara fazendo investimento, seja na melhoria (Messines, Armação), seja na construção (Alcantarilha). Curioso também é que, entre os vários programas à junta de freguesia de Silves, o único que faz menção ao mercado seja a CDU com Mário Godinho, e cito:«Diligenciar junto da Câmara Municipal de Silves para que seja feito no mais curto espaço de tempo a remodelação do mercado, nomeadamente, a melhoria das condições higieno-sanitárias.»
E fico por aqui.
Desde já disponibilizo este texto à Voz de Silves para que, se assim o entender, veremos, o insira na rubrica Correio dos Leitores, fazendo menção retrospectiva à carta referida (faço cópia e conhecimento dele, por mail, ao director-adjunto por desconhecer o do director).

Obra Feita!

Não tendo tido tempo, dinheiro ou descaramento para fazer sair o Boletim Municipal antes das eleições (cuja regularidade o teria feito sair no passado mês de Junho), lançou o PSD na ante-véspera do final da campanha eleitoral, um boletim semelhante, profusamente ilustrado, a que chamou "Autárquicas 2005 - Mais e Melhor". Deixo para outra ocasião o comentário a algumas das afirmações ou questões colocadas por esse legítimo manifesto. O que quero agora fazer é uma apreciação ao encarte (suplemento) que o acompanha sob o título "Prometemos e Cumprimos. Veja Obra Feita!". O rol é extenso, pois reporta-se a 1998. Oito anos, ... são oito anos. Muitas das obras que ali são enumeradas, são ridículas pela dimensão, descrição e volume das empreitadas (instalação de 2 bancadas para venda de pescado no mercado municipal de Messines ou execução, transporte e colocação de 4 árvores em mármore branco no arranjo urbanístico do Largo das Finanças-Silves); outras são repetidas por dois, três anos (pavimentação de passeios junto à escola EB 2,3 de Messines 2001-02); outras, iniciaram-se em 2001 (Mercado novo de Alcantarilha), estão ainda incompletas em 2005, apesar de já terem tido duas inaugurações!); outras, são já referidas em 2003 (recuperação da cisterna almoada do castelo de Silves) e ainda nem começaram! outras, ainda, não são obra, são projectos de obra (projecto de estabilidade, segurança, higiene e saúde do Museu do Traje[?]). Mas como é mais fácil, por que a memória é curta, debruçamo-nos agora sobre o ano de 2005, aqui vai:
- Execução da Fonte Ornamental na rotunda da Torre Ibérius (passei por lá há dois dias e não vi nada)
- Construção do Jardim Municipal em Messines ( o que lá vejo é uma vedação, o terreno movimentado, e um painel publicitário cujo plano tem 4 anos!)
- Parque de Estacionamento na zona nascente da Praça Al-Mutamide ( só se for o do Lidl, o outro que lá vejo é o da imagem!)

- Execução do muro de vedação e da iluminação do Parque de Feiras de Messines ( o que lá está é um ilegal painel que não foi retirado depois da decisão da Comissão Nacional de Eleições. Hoje vi lá dois isolados trabalhadores, uma máquina que fez um roço e uma betoneira que o enchia. O roço deve ser para o muro, presumo, não vi é trabalhos para a iluminação. Também sem projecto aprovado e com uma verba de 1000 contos no orçamento de 2005, faz-se o quê? Só para inglês, ou eleitor distraído, ver!!).
- Concepção e construção da Ecovia do Litoral Algarvio-concelho de Silves (onde? quero saber pois tenho vontade de fazer umas voltinhas de bicicleta. Talvez se refiram aos passeios em calçada portuguesa que vão de Alcantarilha a Armação e que muito jeito faziam entre a estação de Silves e a cidade!).
Uma última questão coloco: com uma linguagem tão técnica em alguns dos itens, com um tão apurado conhecimento de tais pormenores que se reportam até 1998, quem terá tido o encargo de fazer este rol, o partido ou a Divisão de Obras Municipais?
Enfim, se isto e muito mais que por lá vai, é OBRA FEITA, gloso o cartaz que a Câmara Municipal colocou junto à auto-estrada do Sul (Palmela-Setúbal) e digo: "Vai lá, vai..."