sábado, dezembro 01, 2007

Águas sujas deste Polis

(Foto C.Gomes)
Retomada a contagem do painel do Polis, restam 31 dias.
Será que há tempo para dar um jeitinho às ruas do centro histórico de Silves?

É que assim como estão, iremos ver decrescer a colina em que assenta a cidade a um ritmo acelerado, considerando a terra que por estas ruas e escadinhas é arrastada cada vez que chove!

Não é só a imagem de desleixo que é dada, a poucos metros do edifício municipal; não é só a barbaridade de imundície que é espalhada pelas ruas da baixa. É o desperdício de água que corre directamente para as condutas de águas pluviais e assim se perde.
Sem receio de errar, diria mesmo que esta Silves do séc. XXI é mais perdulária no que à agua diz respeito do que era a Silves islâmica. Nesta época já remota (em todos os sentidos), eirados, açoteias e quintais na cidade alta, recolhiam mais água por m2 do que acontece hoje em dia. Não tenho disso dúvidas. Actualmente o que é que se fez: abandonaram-se as açoteias, entulharam-se as cisternas, edificou-se sobre os eirados, impermeabilizaram-se os quintais.
Temos aí à vista os resultados de tanto disparate. Mas temos também a solução.


terça-feira, novembro 27, 2007

Relógio "às aranhas"!


Há dois anos atrás, o painel countdown que marcava o que então restava do prazo deste infeliz Programa Polis de Silves, foi, sem aviso prévio, atrasado em dois anos. Passados que são, quase, esses dois anos, parou.

As teses sobre este facto multiplicam-se entre os comentadores de rua.

Uns, do contra, sempre os há, afirmam que deixar o painel parado - nos 44 dias, 7 horas, 29 minutos, 32 segundos - é truque da Isabel: serve para manter anestesiados os mais distraídos quanto à finalização das obras que tardam em ser acabadas (castelo, encosta norte, ruas do centro histórico, e as outras, as que nunca serão feitas); outros, mais benévolos, consideram que o painel simplesmente se cansou deste Polis e resolveu arrumar as botas, perguntando a si mesmo o que andou realmente aqui a fazer, já que teria sido mais útil e bem gasto o dinheiro consigo usado, se o tivessem empregue fazendo de cronómetro em qualquer competição de fundo, não numa qualquer maratona, mas numa outra, bem "de fundo"; finalmente, há ainda aqueles que acham que tudo foi uma cabala contra o Polis, "uma coisa boa, por aqui nunca vista", claro, cabala que só pode ser dos que são do contra, talvez da arqueologia ou dos arqueólogos (embora aqui ninguém ouse testemunhar a presença no local de tais seres, nem se conheçam por ali evidências arqueológicas, além da ponte "nova") e que alguém mal intencionado cortou a corrente ao painel, acabando por deixar também, há uma semana ou mais, o principal cruzamento de Silves sem semáforos.

Enfim, ele há opiniões pr'a todos os gostos. Certo, bem certo, é a conclusão - a um mês do seu já adiado término - de que este Polis de Silves foi um claro fiasco de execução e concretização, com várias obras na prateleira do Futuro, com várias obras que tardarão ainda a se concretizar. Talvez em prazo mais oportuno, como será o final de 2009, da mesma forma que em 2005 se inaugurou precipitadamente o Teatro Mascarenhas Gregório, e este Polis se prestou às antecipadas inaugurações do parque ribeirinho ou da Rua Miguel Bombarda ("do Futuro"), e delas fez rara comunicação pública.

Aguarda-se assim, com a maior das expectativas, a conferência de imprensa da senhora presidente Isabel Soares (a sugestão é minha, a data só ela poderá divulgar), no próximo mês de Dezembro, dando conta aos Silvenses do balanço deste Programa Polis de Silves.

Ficamos à espera...
P.S.- dia 30 de Novembro foram postos novamente a funcionar os semáforos e também o painel de contagem decrescente do Polis. Faltam 31 dias!

sábado, novembro 17, 2007

TMDP - chular o povinho, isso sim!

(foto de Carlos Gomes)
A TMDP, acrónimo que significa Taxa Municipal de Direitos de Passagem, é mais um imposto que todos pagam, mas poucos se apercebem, camuflado nas cada vez mais indecifráveis facturas respeitantes a comunicações electrónicas, telefones e televisão.



O seu estabelecimento surge em consequência da Lei das Comunicações Electrónicas - Lei n.º 5/2004, de 10 de Fevereiro - que estabelece que os direitos e os encargos relativos à implantação, à passagem e ao atravessamento de sistemas, equipamentos e demais recursos das empresas que oferecem redes e serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público, em local fixo, dos domínios públicos e privados municipais podem dar origem ao estabelecimento de uma taxa municipal de direitos de passagem (TMDP).
Nos termos da mesma lei, a TMDP é determinada com base na aplicação de um percentual sobre cada factura emitida pelas empresas que oferecem redes e serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público, em local fixo, para todos os clientes finais do correspondente município. E esse percentual é aprovado anualmente por cada município até ao fim do mês de Dezembro do ano anterior a que se destina a sua vigência, não podendo ultrapassar 0,25%.


Tem sido diverso o entendimento dos municípios quanto ao estabelecimento deste camuflado imposto, até do Provedor da Justiça. Afinal, qual é a legitimidade dos municípios deixarem recair sobre os seus munícipes uma taxa cobrada por terceiros pela utilização de um espaço público que é de todos? Não seria esse um ónus ou despesa que só caberia às empresas prestadoras do serviço, uma parte das despesas necessárias à criação do seu lucro? Mas acaba por ser repercutido no cidadão comum, quantas vezes ele mesmo proprietário dos terrenos e locais atravessados. Não estaria eu dispensado desta taxa quando na minha propriedade sou obrigado a conviver com alguns postes da PT?


É por isso legítimo questionar a legalidade desta taxa. É o que tenho feito, sempre que posso. Mais uma vez o fiz, quando esta maioria PSD resolveu, outra vez, optar por definir a taxa máxima (0,25%) para o município. Mal, por varias razões. Primeiro, porque não questiona esta injusta situação que antes descrevi; segundo, porque desde logo opta pelas taxas máximas; terceiro, porque as verbas que auferirá são ridículas em termos globais, justificando em pleno uma tomada de posição de princípio, ao invés de uma primária e tentadora ideia de cobrança de um imposto com pretensa arrecadação de verbas.


(foto de Carlos Gomes)
Mas o pior está por dizer, e a foto que acima publico diz tudo. É prestado um bom serviço? Estão as nossas cidades e centros históricos livres dessa peste dos cabos, postes eléctricos e telefónicos que todos conhecem? Qual quê! arrecada-se a maçaroca do imposto, mas não se criam condições nem exigências às empresas de comunicações e vai daí, é o improviso total. Um Carnaval, uma palhaçada de fios, uma fonte de insegurança, uma afronta ao bom-gosto.

Aqui fica o desabafo, para quem o ler.

Força Capitão Rolhão!


Morrem alguns, mas entretanto nascem outros blogues neste concelho.

Saúdo a chegada do Capitão Rolhão, um blogue silvense com um objectivo muito especial e louvável: pôr todos nós a reciclar rolhas.

O colega e amigo Pedro Santos, professor na E.B. 2,3 Dr. Garcia Domingues, entusiasmou a turma do 5º A no projecto e aí estão com o Capitão Rolhão, a face vísivel das iniciativas que irão desenvolver para nos sensibilizar à reciclagem deste produto de origem natural, que após cumprir a sua primordial função é, injustamente, desprezado: a rolha de cortiça natural.

Só a fartura de cortiça em que sempre convivemos explica tão despropositado comportamento. A cortiça presente nas rolhas das nossas garrafas é reciclável e reutilizável, ainda não para fazer novas rolhas, mas para uma grande variedade de produtos e reutilizações, poupando a matéria-prima em primeira mão para utilizações "mais nobres". Afinal, trata-se de um produto escasso, limitado na sua produção (o sobreiro com capacidade produtiva restringe-se à zona ocidental mediterrânica) e face à solicitação crescente, até para novas aplicações, com tendência para aumentar de preço, o que o põe a si, e ao seu habitat, também em perigo. E isso todos nós, portugueses, temos o dever de contrariar.

É pois de saudar que surjam - sobretudo envolvendo os mais jovens - a par de outras que já conhecemos (reciclagem de tampas de plástico em contextos de solidariedade), iniciativas que devolvam dignidade e valorização a este importantíssimo produto que é responsável primeiro pela conservação de uma das nossas mais importantes heranças patrimoniais naturais: o montado de sobro. Em homenagem ao passado desta cidade, em nome das gerações de rolheiros Silvenses que com sacrifício tornearam à mão, horas a fio, milhões desses objectos, considero extremamente feliz esta ideia.

E exorto os silvenses a apoiá-la!

segunda-feira, outubro 29, 2007

Alerta para o Picudo


O Picudo Rojo (Rhynchophorus ferrugineus), assim lhe chamam os espanhóis, é uma recente praga de origem asiática que ataca sobretudo as Palmeiras das Canárias (Phoenix Canariensis), uma das variedades mais comuns e características no nosso Algarve. O ataque às árvores realiza-se por um insecto de cor avermelhada (ver imagem), daí o nome em castelhano. Uma vez as palmeiras atacadas, e por ser difícil a detecção precoce, raramente há salvação para as árvores.

Tudo se desenrola no interior do miolo das longas folhas, sem sinais visíveis exteriormente, a não ser algum amarelecimento das folhas que, roídas pelo escaravelho, vão perdendo paulatinamente a sua capacidade de alimentação. O resultado final é a morte da árvore, de pé, conforme se pode já ver no Algoz, junto ao Lavadouro Público.

Palmeira atacada no Algoz (foto José Cabrita)
Um belo exemplar que se perdeu. E não é caso único no nosso concelho. Há que estar alerta para os primeiros sinais e pedir a máxima vigilância, sobretudo dos serviços municipais de jardinagem que têm a seu encargo centenas de árvores. Já há tratamento específico para a praga, mas este deve ter sobretudo carácter preventivo. No sul de Espanha e nas ilhas Canárias a doença tem causado enormes prejuízos à flora local e tem já estatuto de epidemia. Sobre ela já se realizam congressos.
Fica pois este alerta, em defesa das nossas Palmeiras das Canárias, e com o qual se solidarizou o nosso amigo e colega Pedro da Sombra Verde.
P.S.- Caso conheçam mais algum caso neste concelho, agradeço o vosso alerta, pelos comentários ou pelo e-mail.
Ainda outro P.S. - Tive hoje, dia 27.11.2007, a confirmação por parte do vereador Domingos Garcia, responsável pelo pelouro do Ambiente, que a praga já chegou ao concelho de Silves, e em força, na freguesia do Algoz.

domingo, outubro 21, 2007

Santos da casa não fazem milagres

Foto António Pedro Ferreira


Santos da casa não fazem milagres, é costume dizer.
Talvez por isso Maria Keil nunca tenha tido em Silves a homenagem que merecia. Já o reclamámos em 2006, sem consequências. Com 93 anos, faz agora a sua primeira exposição retrospectiva no Algarve, mas não em Silves, cidade que a viu nascer. Em Lagos, na exposição «A Arte de Maria Keil», que abriu este sábado, dia 20, às 18 horas, no Centro Cultural daquela cidade, onde é apresentada, pela primeira vez no Algarve, a vasta obra desta artista plástica algarvia, nascida em Silves em 1914.
"Na mostra, são apresentadas 80 obras marcantes do seu percurso, no âmbito do desenho, azulejaria e pintura. No mesmo dia, hora e local, abre «Lagos e o Mar – Histórias Marítimas de Lagos». Trata-se da primeira de duas mostras que abordam a ligação desde tempos remotos entre a cidade de Lagos e os oceanos. Ambas as exposições podem ser vistas até ao dia 31 de Dezembro" (leia-se notícia no Barlavento on-line).

Enquanto aguardamos que a autarquia acorde e nos traga a obra de Maria Keil a Silves, deixo-vos duas ligações sobre esta :
- Um testemunho pessoal de um encontro e uma fotografia, ainda assim, recente.
- Uma visita virtual a uma exposição realizada na Biblioteca Nacional em 2004.
© MCR

sexta-feira, outubro 19, 2007

Em vias de desaparecimento



O PIDDAC 2008 (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, download com cerca de 20 Mb) é coisa em vias de extinção, e no que diz respeito a Silves, para lá caminha aceleradamente. Deixem acabar o Polis em Dezembro próximo e verão. O nosso concelho, beneficiando de um ligeiro aumento de verba comparativamente ao ano passado, salvou-se de ser um dos que não viram, no Algarve, as suas verbas reduzidas a zero (Aljezur, Alcoutim e São Brás de Alportel). Ainda terá 1 243 247 €, distribuídos pelas obras que podem ver na tabela acima (clique sobre ela para a ampliar). Mas é uma redução significativa em relação ao ano de 2006 quando obteve 3 018 749 € e, considerando que a dotação é quase na totalidade para o POLIS (1 122 295 €), um desinvestimento considerável no concelho. Surpresas para mim, e face às promessas anunciadas, a ausência deste programa da esperada beneficiação do troço da EN 124 entre Silves e o Porto de Lagos, na sequência do que fora feito anteriormente para o percurso até Messines, e a verba (sempre a diminuir!) atribuída à Navegabilidade do Arade ( 70 000 €, menos de metade do ano transacto, pg. 139, na ligação Piddac da 1ª linha).
Enfim, um autêntico programa de desenvolvimento equilibrado do Algarve, já que cinco dos mais ricos concelhos do litoral algarvio recebem 84,6% das verbas, e quatro dos concelhos mais pobres do interior (São Brás, Alcoutim, Monchique e Aljezur ) ficam apenas com 1,8% das mesmas. No total, o Algarve vê reduzidas as suas verbas a quase metade do montante de 2006!
A região continua a ser uma galinha de ovos de ouro mantida a dieta rigorosa.
E a correcção das assimetrias regionais, das assimetrias regionais/nacionais, entre litoral e interior, uma figura de discurso, de retórica política, nada mais.
E assim vamos...

domingo, outubro 07, 2007

A culpa não é minha!


O que querem vocês que eu faça?

A culpa não é minha se os resultados, em todos os quadrantes, vão evidenciando a mediocridade da gestão autárquica que temos. Já me acusaram de só dizer mal (não fosse este o meu Saco dos Desabafos!), mas reparem que afinal não sou só eu que o digo, são também aqueles que se costumam designar por "fontes independentes".

Vem esta prosa a propósito de mais um "bom" resultado desta autarquia, agora no domínio das novas tecnologias, o que já antes criticámos (vejam-se resultados de 2006): a avaliação, pelo ISEG, da maturidade dos serviços de informação das autarquias portuguesas, mais concretamente, das suas páginas WEB. Péssimo resultado, mais uma vez, o do município de Silves, 228º lugar (feita a média) entre 308 autarquias! Entretanto, Faro, Vila Real de Santo António, S. Brás de Alportel, Lagos, Monchique e Lagoa chegaram-se aos primeiros lugares. Fosse na 1ª liga e estávamos abaixo da "linha de água"! Mas disso nós sabemos, basta visitar a página Web municipal.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Mau Material!

(Realizado em Setembro 2006 por lifeonlinetv: http://www.youtube.com/watch?v=btg4yOLvkhQ)

Maldito material!, apetece dizer. Por causa dele já ficámos, o que ficámos, à espera do parque de estacionamento ribeirinho, e agora prega-nos a partida no Tribunal e a quem se quer aproximar da desgraçada da Cruz de Portugal! O problema será mesmo do material ou da Presidente que faz agora um ano, e cito, dizia que "(...) isso não impede os acessos e as entradas". Os acessos ou as entradas?

Pois não, durante um ano não foi inaugurado porquê?! E vai ficar óptimo, continuou dizendo... talvez nas vésperas das próximas eleições ou quando finalmente o espaço em que estas obras se fizeram seja propriedade da autarquia. Porque, e por enquanto, são terrenos privados. E a promessa de permuta (Dez. 2003) já é mais antiga que os trabalhos no local.

Até quando esta pouca vergonha com inaugurações de obras inacabadas?!

Lembro que o "esquisso" de projecto destas obras dava pelo nome de requalificação da iluminação pública envolvente do Tribunal e da Cruz de Portugal, e assim foi submetido ao IPPAR para acelerar decisões.

Conseguem ver a Cruz à noite? E parte do Castelo? Só com óculos com infra-vermelhos! E Viva Silves, Património Cultural da Humanidade!

segunda-feira, junho 04, 2007

Allgarve ou Beachgarve?

Imagem Barlavento on-line

O programa Allgarve gerou, como todos sabemos, acesa polémica pela anglicista escolha da sua designação. Em boa verdade digo que os argumentos invocados pelos detractores do nome, de que também não gosto, não me sensibilizaram. Soaram a falso pretexto para oposição e afirmação de protagonismo regional que, nas verdadeiras questões, afinal não é feito. Agora que o programa foi divulgado - e que programa, minha nossa senhora! - satisfazendo o lobby das principais localidades litorais e dos seus autarcas PSD ou PS, sempre quero ver quem se levanta para dizer que o (ALL)garve, afinal só é um Beachgarve, ignorando que a norte da EN 125 também somos gente e também há allgarvios!

segunda-feira, abril 23, 2007

25 de Abril em Silves, onde é?




Quando e onde são as tradicionais Comemorações do 25 de Abril em Silves? Ninguém sabe, talvez porque pela primeira vez, desde há 33 anos, não se realizem ou, oficialmente, a elas não se faça referência especial! Será? Pelo menos assim parece, na ausência de qualquer programa escrito, colocado em cartaz, ou (mais barato!) na página da Internet da autarquia, como a seguir se vê.




Silves, Capital Cultural do Algarve - assim a classificou Isabel Soares em diversas campanhas pré e pós eleitorais - pela mesma pessoa também pseudo-candidata a Património Cultural da Humanidade, é um deserto cultural face a outras autarquias algarvias.

Comparem, só numa breve repescagem, apartidária por sinal, vários programas de actividades:

- em Portimão

- em Albufeira

...e já fora do Algarve, para contemplar também autarquias CDU, do CDS e do BE:

- no Seixal

- em Ponte de Lima

- e em Salvaterra de Magos

Na Agenda Municipal que há dias me chegou, consigo, ainda assim, descortinar algumas iniciativas que se realizam, ou se mantêm, por esta altura: um passeio de barco pelo Arade (no próprio dia 25 de Abril), a exposição de escultura de Xica na Igreja da Misericórdia, a de Alberto Alegria no ex-matadouro, o 1º de Maio na Quinta Pedagógica e, ainda, a que poderá ter maiores resultados práticos: um Intercâmbio com Idosos no dia 27 de Abril. Se bem entendo, pelo título sugerido, iremos permutar por jovens do concelho do Alvito, alguns dos nossos munícipes mais idosos!

quarta-feira, março 21, 2007

POLIS!? Qual POLIS?


O Programa da Sociedade SilvesPolis deveria ter terminado em Dezembro de 2005 (pode ler diploma de constituição da SilvesPolis aqui). Como muitos saberão - lembram-se da história da alteração do relógio? - foi sem aviso prévio prorrogado o prazo de conclusão das suas obras. O que já muitos, mesmo muitos talvez não saibam, é que a Sociedade SilvesPolis foi dissolvida em 30 de Junho de 2006, estando por isso em processo de liquidação (como a cidade onde actuou!). Obras por terminar, prazos prorrogados mas que ainda assim não serão cumpridos, objectivos diminuídos, promessas incumpridas, autismo às críticas e deficit de informação, colagem inadmissível à actual maioria camarária (sobretudo no período pré-eleitoral), de tudo se pode acusar este Programa Polis de Silves. Mas a culpa não é só de quem o gere, é sobretudo da actual equipa à frente dos destinos da Câmara, accionista da sociedade em 40%, mas que não respeitou os compromissos financeiros assumidos, devendo actualmente à sociedade (como aliás a muitos outros) a redonda verba de 2 366 719,50 €. Adiando a falência técnica para que caminha, esta gestão camarária recorre aos empréstimos à banca, aos factorings e, agora, aos empréstimos através de terceiros. Do que é que falamos? Falamos do que ocorreu na última Assembleia Geral da Sociedade SilvesPolis, realizada em 15 de Março do corrente, durante a qual foi decidido (com o voto da Presidente da Câmara?) contrair um empréstimo bancário até 2 000 000 euros que será amortizado pela autarquia no âmbito da regularização da dívida que com esta sociedade mantém, estando além disso também obrigada ao pagamento de juros e outros encargos decorrentes do mesmo. Em suma, a autarquia (todos nós, contribuintes) vai pagar desde já juros por um empréstimo, só necessário porque este executivo permanente desleixou pagamentos que de antemão conhecia e a que se tinha comprometido. Tudo por falta de rigor e má gestão financeira, o que futuramente acabaremos todos por pagar através dos sempre maximizados impostos municipais! É a água, são os toldos e esplanadas, são as taxas e licenças para tudo, enfim, e fazendo ironia, é o imediato baixar dos impostos preconizado por Marques Mendes! Mas a questão tem contornos ainda mais graves, na minha opinião. Do assunto do empréstimo, de quem foi a peregrina ideia/proposta, nada souberam os vereadores não permanentes até hoje, nada soube ainda a Assembleia Municipal, órgão deliberativo que nesta matéria (obrigações financeiras/empréstimos) é soberano. E se esta não aprovar mais este empréstimo "disfarçado"? Vai o Polis à falência e à incapacidade total na gestão das obras que controla? Tudo indica que sim, assim já é, basta olhar à nossa volta e verificar o estado em que as obras se encontram a 9 meses do final do já prorrogado prazo de conclusão.

Percebem agora por que é que não é aberto o Parque de Estacionamento ribeirinho, por que é que não se conclui de vez o arranjo paisagístico da encosta norte do Castelo?


É que por detrás da descapitalizada Sociedade Polis existem muitos empreiteiros literalmente "a arder".

domingo, março 04, 2007

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço


Os maus exemplos chegam de cima, como já há algum tempo denunciámos a propósito dos trabalhos do Polis. Agora vemos uma queimada de resíduos vegetais (e outros que nem tanto) a poucos metros de habitações particulares, com o alto patrocínio da Junta de Freguesia do Algoz!

Faz o que eu digo, ....

Se isto é o Futuro?!...


A já famosa "Rua do Futuro" (R. Miguel Bombarda), uma das primeiras obras a que o Polis resolveu publicamente fazer destaque, ao colocar à sua entrada, e em véspera de eleições, uma faixa que dizia algo parecido a o Futuro começa aqui, acabou dando barraca, aliás aguardada.

Fechada para obras como a foto documenta, para a segunda fase (correcção das asneiras que eles fazem e nós pagamos) refazem-se trabalhos mal realizados, com todos os incómodos que isso acarreta. Entretanto, as ruas do Centro Histórico aguardam ainda pela primeira fase.

Entretanto, percebi hoje o alcance desta política camarária que insiste em dificultar a vida àqueles que querem circular pela cidade. Este executivo responde simplesmente ao repto do Secretário de Estado do Ambiente quando recentemente, e a propósito do Projecto de Mobilidade Sustentável, disse: "Vai ficar na história o primeiro município que condicionar o uso de transportes particulares."

Ainda as diferenças...

Se não descubriu as diferenças quando lançámos o concurso a 23 de Outubro de 2006, pode ainda concorrer, porque o objecto do mesmo continua praticamente inalterado.
Inacreditável!






23 de Setembro de 2006



23 de Outubro de 2006


3 de Março de 2007 !

domingo, fevereiro 18, 2007

Afinal era só para Lisboa!





"Qualquer eleito que seja constituído arguido por coisas relativas às suas funções deve suspender o mandato. Esse será o princípio correcto, não um assumir de culpa, mas uma afirmação elementar de defesa do próprio e das instituições", Marques Mendes dixit (21.1.2007). E no processo da Câmara Municipal de Lisboa, constituído arguido Fontão de Carvalho, depois do mesmo acontecer a Gabriela Seara e a Eduarda Napoleão, pouco mais do que a coerência restava ao líder do PSD. Só que, e para que de coerência se fale, é preciso alargar a posição a qualquer eleito, não só àqueles que, por serem vereadores em Lisboa, têm maior projecção mediática. Em Silves, a Presidente de Câmara é já arguida no processo que a opõe à Sociedade de Recreio e Instrução de S. Marcos da Serra (além de uma mão cheia de processos em tribunal cujo desenvolvimento se aguarda), mas ainda assim Marques Mendes assobia para o ar e Mendes Bota vem a terreiro acusar a Oposição!

Dois pesos, duas medidas!
P-S.- Ah!, e se entretanto quiserem, tal como eu, dar conhecimento directo deste assunto aos dignísssimos deputados e responsáveis do PSD (não vá, como diz A.F., não saberem de nada), façam favor: cliquem no envelope abaixo e remetam o assunto para estes dois e-mails:
Marques Mendes: lmm@psd.parlamento.pt
P.S.- E por indicação de um leitor atento a quem agradeço, e que assina A.F., aqui fica uma referência no blogue de Marcelo Rebelo de Sousa à insólita situação em que se encontra Isabel Soares:
"ARGUIDOS Leio num diário que Isabel Soares, presidente da Câmara de Silves, também é arguida num processo relacionado com o exercício das suas funções autárquicas. Se assim for, porquê o desconhecimento? Para não haver o risco de suspensão do mandato, de acordo com a orientação de Marques Mendes? Deus queira que não seja, até porque prezo imenso a energia autárquica de Isabel Soares." (ver aqui)

sábado, fevereiro 10, 2007

Uma História das Arábias

design: Hugo Serôdio

É assim que o jornal Público de hoje titula a notícia sobre a inauguração do reabilitado edifício do ex-matadouro de Silves, divulgando em primeira mão a intenção do Centro de Estudos Luso-Árabes entrar com uma queixa em Bruxelas, a par da que já interpôs no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé.

Aqui ficam os links para as notícias:

- Uma história das Arábias (Idálio Revez, Público, 10.02.2007)

-Casa da Cultura Islâmica em Silves já gera polémica (Idálio Revez, Público, 10.02.2007)
(por já não estarem on-line, senão para assinantes, sugiro que as consultem no Guia de Silves, Revista de Imprensa, Público, Notícias de 2007)
Sobre os pormenores da inauguração, que ocorre hoje, pode ler no Região Sul.

Sobre aquilo que já escrevemos ou outros escreveram sobre este bizarro assunto, leia-se ainda:

- Há polémica a propósito do Celas (por Baeta Oliveira, 13.05.2005)


- Celas ganha acção judicial contra a Câmara (por Manuel Ramos, 17.12.2005)
E já no rescaldo da inauguração, O Antigo Matadouro abriu ao Público (por Baeta Oliveira).

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Chega de amadorismo!

Sob o título em epígrafe faço divulgação de dois artigos de opinião publicados no último jornal Barlavento.
O primeiro, assinado por Helder Nunes, seu director, dá pelo título "Somos amadores".

O segundo, do nosso conterrâneo Paulo Penisga, intitula-se "O mérito como mais valia".

Um e outro, de forma diferente, chegam, em minha interpretação, à mesma e simples conclusão: estamos entregues a amadores!

Apoiar não chega


A propósito de uma notícia do Barlavento on-line intitulada Câmara Municipal de Silves apoia o Festival Internacional de Vídeo do Algarve apetece-me desabafar o seguinte.
Óptimo, ainda bem que a autarquia de Silves e outras instituições continuam a apoiar este importante evento do calendário cultural algarvio, organizado desde 1987 pelo prestigiado Racal Clube, e ultimamente com a colaboração da Escola Secundária de Silves. Agora, e conforme titulo, apoiar só não chega. Este patrocínio institui o Prémio CMS Jovem, de tema livre mas obrigatoriamente relacionado com uma realidade do concelho de Silves. Muito bem, volto a dizer.
Fica, porém, a questão: já alguém viu aqui por Silves algum dos anteriores filmes premiados com este Prémio CMS Jovem?
Era difícil não era?!
Já nem temos um cinema!