domingo, março 04, 2007

Faz o que eu digo, não faças o que eu faço


Os maus exemplos chegam de cima, como já há algum tempo denunciámos a propósito dos trabalhos do Polis. Agora vemos uma queimada de resíduos vegetais (e outros que nem tanto) a poucos metros de habitações particulares, com o alto patrocínio da Junta de Freguesia do Algoz!

Faz o que eu digo, ....

Se isto é o Futuro?!...


A já famosa "Rua do Futuro" (R. Miguel Bombarda), uma das primeiras obras a que o Polis resolveu publicamente fazer destaque, ao colocar à sua entrada, e em véspera de eleições, uma faixa que dizia algo parecido a o Futuro começa aqui, acabou dando barraca, aliás aguardada.

Fechada para obras como a foto documenta, para a segunda fase (correcção das asneiras que eles fazem e nós pagamos) refazem-se trabalhos mal realizados, com todos os incómodos que isso acarreta. Entretanto, as ruas do Centro Histórico aguardam ainda pela primeira fase.

Entretanto, percebi hoje o alcance desta política camarária que insiste em dificultar a vida àqueles que querem circular pela cidade. Este executivo responde simplesmente ao repto do Secretário de Estado do Ambiente quando recentemente, e a propósito do Projecto de Mobilidade Sustentável, disse: "Vai ficar na história o primeiro município que condicionar o uso de transportes particulares."

Ainda as diferenças...

Se não descubriu as diferenças quando lançámos o concurso a 23 de Outubro de 2006, pode ainda concorrer, porque o objecto do mesmo continua praticamente inalterado.
Inacreditável!






23 de Setembro de 2006



23 de Outubro de 2006


3 de Março de 2007 !

domingo, fevereiro 18, 2007

Afinal era só para Lisboa!





"Qualquer eleito que seja constituído arguido por coisas relativas às suas funções deve suspender o mandato. Esse será o princípio correcto, não um assumir de culpa, mas uma afirmação elementar de defesa do próprio e das instituições", Marques Mendes dixit (21.1.2007). E no processo da Câmara Municipal de Lisboa, constituído arguido Fontão de Carvalho, depois do mesmo acontecer a Gabriela Seara e a Eduarda Napoleão, pouco mais do que a coerência restava ao líder do PSD. Só que, e para que de coerência se fale, é preciso alargar a posição a qualquer eleito, não só àqueles que, por serem vereadores em Lisboa, têm maior projecção mediática. Em Silves, a Presidente de Câmara é já arguida no processo que a opõe à Sociedade de Recreio e Instrução de S. Marcos da Serra (além de uma mão cheia de processos em tribunal cujo desenvolvimento se aguarda), mas ainda assim Marques Mendes assobia para o ar e Mendes Bota vem a terreiro acusar a Oposição!

Dois pesos, duas medidas!
P-S.- Ah!, e se entretanto quiserem, tal como eu, dar conhecimento directo deste assunto aos dignísssimos deputados e responsáveis do PSD (não vá, como diz A.F., não saberem de nada), façam favor: cliquem no envelope abaixo e remetam o assunto para estes dois e-mails:
Marques Mendes: lmm@psd.parlamento.pt
P.S.- E por indicação de um leitor atento a quem agradeço, e que assina A.F., aqui fica uma referência no blogue de Marcelo Rebelo de Sousa à insólita situação em que se encontra Isabel Soares:
"ARGUIDOS Leio num diário que Isabel Soares, presidente da Câmara de Silves, também é arguida num processo relacionado com o exercício das suas funções autárquicas. Se assim for, porquê o desconhecimento? Para não haver o risco de suspensão do mandato, de acordo com a orientação de Marques Mendes? Deus queira que não seja, até porque prezo imenso a energia autárquica de Isabel Soares." (ver aqui)

sábado, fevereiro 10, 2007

Uma História das Arábias

design: Hugo Serôdio

É assim que o jornal Público de hoje titula a notícia sobre a inauguração do reabilitado edifício do ex-matadouro de Silves, divulgando em primeira mão a intenção do Centro de Estudos Luso-Árabes entrar com uma queixa em Bruxelas, a par da que já interpôs no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé.

Aqui ficam os links para as notícias:

- Uma história das Arábias (Idálio Revez, Público, 10.02.2007)

-Casa da Cultura Islâmica em Silves já gera polémica (Idálio Revez, Público, 10.02.2007)
(por já não estarem on-line, senão para assinantes, sugiro que as consultem no Guia de Silves, Revista de Imprensa, Público, Notícias de 2007)
Sobre os pormenores da inauguração, que ocorre hoje, pode ler no Região Sul.

Sobre aquilo que já escrevemos ou outros escreveram sobre este bizarro assunto, leia-se ainda:

- Há polémica a propósito do Celas (por Baeta Oliveira, 13.05.2005)


- Celas ganha acção judicial contra a Câmara (por Manuel Ramos, 17.12.2005)
E já no rescaldo da inauguração, O Antigo Matadouro abriu ao Público (por Baeta Oliveira).

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Chega de amadorismo!

Sob o título em epígrafe faço divulgação de dois artigos de opinião publicados no último jornal Barlavento.
O primeiro, assinado por Helder Nunes, seu director, dá pelo título "Somos amadores".

O segundo, do nosso conterrâneo Paulo Penisga, intitula-se "O mérito como mais valia".

Um e outro, de forma diferente, chegam, em minha interpretação, à mesma e simples conclusão: estamos entregues a amadores!

Apoiar não chega


A propósito de uma notícia do Barlavento on-line intitulada Câmara Municipal de Silves apoia o Festival Internacional de Vídeo do Algarve apetece-me desabafar o seguinte.
Óptimo, ainda bem que a autarquia de Silves e outras instituições continuam a apoiar este importante evento do calendário cultural algarvio, organizado desde 1987 pelo prestigiado Racal Clube, e ultimamente com a colaboração da Escola Secundária de Silves. Agora, e conforme titulo, apoiar só não chega. Este patrocínio institui o Prémio CMS Jovem, de tema livre mas obrigatoriamente relacionado com uma realidade do concelho de Silves. Muito bem, volto a dizer.
Fica, porém, a questão: já alguém viu aqui por Silves algum dos anteriores filmes premiados com este Prémio CMS Jovem?
Era difícil não era?!
Já nem temos um cinema!

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Quem plagiou quem?

No passado dia 5 de Janeiro a Câmara Municipal de Silves emitiu um Comunicado de Imprensa a propósito da reprovação do Orçamento e das Grandes Opções do Plano para 2007 por parte da Assembleia Municipal. Com timbre do Gabinete de Apoio à Presidente no cabeçalho, é assinado em rodapé pelo Gabinete de Comunicação Social! Pouco admira a confusão, já que este último Gabinete sempre foi assumido, como muitas outras situações na autarquia silvense, como instrumento ao serviço da Presidente e não do executivo camarário.
O que em maioria absoluta até pode ser fácil confundir...mas não devia. Trata-se de uma posição camarária, para mais polémica e cheia de juízos de valor sobre a actuação de outro órgão autárquico, ademais deliberativo, por isso só em plenário deveria ser aprovada. Confundiu-se informação com jornalismo de opinião! É grave! E não é a primeira vez...outros já o denunciaram!
Curiosamente, os poucos que terão lido a edição da Voz de Silves do mesmo dia por certo viram um artigo de Arthur Ligne, seu jornalista e director, que versa exactamente o mesmo assunto. As semelhanças (eufemismo meu) entre os dois são gritantes. O texto é o mesmo, mais polido no comunicado da CMS de algumas das tiradas mais polémicas, caso daquela que denuncia a simpatia por situações de regra absolutista como "(...) a verdade é que quem ganhou as eleições para a Assembleia Municipal não tem ali, qualquer possibilidade de exercer o seu direito de vencedor", das descaradas sugestões à "limianização" do órgão ou, ainda, da que sugere que o PSD deveria voltar a apresentar exactamente o mesmo orçamento em próxima discussão, que no comunicado passa a "novo orçamento".
Ora o director da Voz de Silves não tem qualquer relação contratual com a autarquia, são palavras suas.
Mas perante tão gritante semelhança, em alguns pontos ipsis verbis, das duas, uma: ou Arthur Ligne jornalista foi plagiado pelo Gabinete de Comunicação Social da CMS, ou o douto jornalista plagiou o referido Gabinete sem referir a fonte, o que até não seria de colocar de parte, dada a precisão dos números que refere.
Ou será que me falta pensar em mais alguma coisa?
Talvez: será que alguém plagiou alguém?!

sábado, janeiro 06, 2007

Memória curta

Foto Região Sul
Quem diz que a memória do povo é curta, deve saber que a de certos políticos o é ainda mais!
Dois anos passaram sobre a vitória de Mendes Bota sobre Isabel Soares na luta pelo comando da Distrital PSD. Foi uma campanha acesa, mas talvez alguns se lembrem ainda dos argumentos trocados. Lembro-me eu bem ainda, sobretudo por reconhecer justeza na forma como Mendes Bota falava de Isabel Soares e da sua campanha, e porque "batia certo" com o que sabia, e ainda mais sei hoje, da Presidente da CMS. Referindo-se à outra candidatura, o então candidato à Distrital dizia que "(...) não pautamos a nossa actuação pela promoção de aliciamentos, pressões e promessas de empregos e de lugares aos militantes" (
Região Sul on-line, 22 de Out. 2004), ou "Vi pessoas a chorar à minha frente porque estavam a ser pressionadas através da filha, chantageadas com a mulher, ou aliciadas por intermédio do genro" (Região Sul on-line, 3 de Out. 2004), ou ainda, e no mesmo artigo, "há muitas formas de fazer política. A minha, seguramente, não é a do aliciamento, nem da pressão, ou da chantagem. É contra a forma de estar na política de algumas pessoas que aceitei este desafio". Foi Mendes Bota que o disse.

Agora, dois anos passados, Mendes Bota, após alguns meses de silêncio sobre o já famoso Caso Viga d'Ouro, vem a Silves prestar "apoio e confiança" a Isabel Soares e à sua maioria, fazendo aqui reunir a sua Comissão Distrital. Nada do outro mundo dirão vocês; diria eu, não fosse a referida reunião ser antecedida de comunicado de imprensa profusamente distribuído pela comunicação social e onde, a par do solidário panegírico corporativo, se aproveita para acusar a Oposição de "oportunismo delirante" (leia-se no Barlavento on-line). Se as críticas da Oposição à gestão financeira da autarquia e às evidentes responsabilidades políticas no referido caso são oportunismo delirante, o que dizer então do "diz, agora já não digo" do presidente da Distrital do PSD?!

Ou será que o que faz correr Mendes Bota são as notícias da Polícia Judiciária na CMS ou, mais recentemente, a eleição de Isabel Soares como a personalidade algarvia mais negativa do ano 2006? Ou serão já as autárquicas e os novos candidatos?

Tantas perguntas que nos deixa no ar esta pré-anunciada visita!
O que nos vale é o anúncio de que depois se fará uma tomada de posição pública sobre o assunto. Veja lá não quebre o dever de sigilo, senhor Mendes Bota!!
P.S.- Leia-se a tomada de posição da Concelhia do PCP em reacção ao comunicado da Distrital do PSD.

domingo, dezembro 31, 2006

Quanta memória!


Quantas memórias se guardam por detrás de uma só casa? Quantas?

Esta que aqui vemos - a bonita casa da(s) família(s) Magalhães Barros/Figueira Santos - muitas terá para guardar, assim resista ao avassalador peso do Tempo, do abandono ou da dita "modernidade" (leia-se rentabilidade).

Dedico este post a todos os que a recordam nos seus tempos aúreos .

sexta-feira, dezembro 22, 2006

4 anos e meio depois...a cidade é outra

Castelo de Silves, Julho 2004
Mais uma vez o Polis. Não há como evitar não falar dele.
Como?, se um programa que se pretendia de requalificação da cidade acabou por ser o principal responsável pela sua descaracterização, pela sua mutilação, desorganização, e outras palavras acabadas em "ão"! Mais um ano passou, sobre o relógio reconfigurado. Só resta mais um ano a este Polis já adiado, e o que vemos "não ata, nem desata".

E quanto aos objectivos, o que dizer?! Como às vezes é bom ter por onde recordar, não é?

Ora leiam o que há quatro anos e meio se dizia do miraculoso Polis (os sublinhados a laranja são meus, e servem só para vos chamar a atenção para a diferença entre aquilo que se disse e o que se fez):



Polis de Silves formalmente inaugurado

Foi formalmente inaugurado na passada sexta-feira pelo Ministro do Ambiente, José Sócrates, o programa Polis para Silves, que irá levar a uma revolução na forma de viver a cidade até ao final de 2005. Ou pelo menos é o que se pretende.
Silves é, assim, a 21ª cidade a ser contemplada com este programa de requalificação urbana. Para o efeito, foi dividida em quatro áreas de intervenção, que abrangem quase todo o perímetro urbano, cada uma dos quais com as suas características próprias. A área total de intervenção é de cerca de 111 hectares.

No plano estratégico pode ler-se que na área do Centro Histórico, que compreende grosso modo o castelo e quarteirões adjacentes, se pretende "actuar no espaço público em geral, qualificando-o e dando-lhe uma maior dignidade face ao carácter cultural e monumental da cidade".Trocando por miúdos, isto significa, por um lado, modernizar as redes de subsolo, eliminando de passagem as "redes aéreas" (cabos eléctricos, telefónicos, etc.), e trazer benefícios vários às ruas da zona.
Algumas intervenções específicas serão também contempladas, nomeadamente nos Largos da Sé, do Hospital e Dr. Jerónimo Osório, no espaço confinante à Rua do Castelo e Rua do Mirante, no espaço contíguo à Travessa do Pelourinho e na Praça do Município.

Tudo isto envolve escavações e, numa cidade que tem o passado que Silves tem, é inevitável que se descubram vestígios em cada escavação. Por isso faz também parte do Polis a musealização da Arro(n)chela, que irá servir para enquadrar esses vestígios. Ainda no campo dos museus, também as Torres serão musealizadas, e o Castelo sofrerá um arranjo interno.

A segunda área, a do Núcleo Urbano, estende-se para sueste do Centro Histórico, entre este e o Arade. Aqui estão previstas acções de reabilitação urbana, não só como um fim em si mesma, mas também a fim de favorecer a circulação pedonal entre o Castelo e o Arade. Um dos aspectos que mais impacto trará a esta zona da cidade é a relocalização das paragens de autocarros e táxis e também a requalificação da zona das paragens de autocarros e táxis, e também a requalificação da zona do mercado.
A zona do Rio Arade, área do sul da cidade onde estão situados os campos de futebol, a FISSUL, parques de estacionamento e descampados, é a terceira área de intervenção. Aqui estão planeadas intervenções no próprio Arade, com o desassoreamento do rio, e um aproveitamento maior das margens e da ponte. Também está previsto um Parque de Lazer para a zona ribeirinha, onde se pretende instalar uma piscina municipal.

À semelhança do que se vem fazendo a jusante do rio, em Portimão, também Silves aposta, no seu Polis, na criação de um circuito pedonal ao longo do Arade, que irá ligar o Parque de Lazer ao Moinho Valentim. Nesta zona prevê-se ainda a construção de um Centro de Interpretação e Monitorização Ambiental que tem como objectivos desenvolver acções de sensibilização ambiental e acompanhar em contínuo os diversos indicadores ambientais. O Plano Estratégico levanta a possibilidade de associar este Centro à recuperação do Moinho Valentim.
A última área, a norte e noroeste da cidade, é dedicada às acessibilidades. Prevê-se no plano estratégico por um lado beneficiar a Estrada Municipal 529, que liga o Figueiral à nacional 125, e por outro lado criar duas novas acessibilidades a Norte, com o objectivo claro de descongestionar o centro da cidade.

Tudo isto corresponde a um investimento global de cerca de 14.4 milhões de euros, mais IVA, dos quais cerca de 1 milhão cabe à autarquia. É uma quantidade enorme de dinheiro que, no entanto, é cerca de um quinto do valor de todos os projectos apresentados pela Câmara aquando da candidatura. Entre estes projectos, e com compromisso autárquico para avançar, estão a construção de uma Biblioteca Municipal, a reabilitação de um arquivo para nele se instalar o Arquivo Histórico Municipal, a reabilitação do Teatro Gregório Mascarilhas, a criação da Casa da Música, a aquisição do Palácio Grade, a construção de uma pista de atletismo e da piscina, a remodelação do Mercado e a conclusão do Complexo de Feiras e Exposições. Também integrados nestes investimentos estão a remodelação da Rede de Águas Residuais e Pluviais, e da ETAR.

Aqui o investimento será feito com dinheiros que não provém do Polis, e sim de fundos próprios da autarquia e de outras entidades. Ao todo, falamos de quase 60 milhões de euros, mais IVA. Ou seja, de cerca de 12 milhões de contos.
Um grupo de obras de tal envergadura causa necessariamente impactos importantes, quer na vida da cidade aquando da sua conclusão, quer durante as obras propriamente ditas. Assim sendo, as entidades promotoras do programa irão levar a cabo um conjunto de acções de sensibilização dirigidas a três "grupos-alvo": a população em geral, os comerciantes e habitantes das zonas que irão sofrer um impacto mais significativo, e as escolas e os jovens em geral.

Relativamente à população em geral, será implementado um Posto de Informação Polis, situado em frente à ponte, na baixa da cidade, será editado um boletim informativo regular, criado um site e instalados quiosques multimedia nas zonas mais movimentadas da cidade, e instalados tapumes de obras que minimizem o ruído e os impactos visuais negativos.

Relativamente aos comerciantes, as acções adoptadas para minorar o impacto negativo de obras em curso em frente à porta, limitam-se à criação de brigadas de limpeza especiais, que circulem pelo comércio limpando montras, e o desenvolvimento de acções de animação no Centro Histórico a fim de atrair a população para a zona.

Terão ainda lugar Passeios Polis, isto é, passeios guiados pelas áreas intervencionadas onde se dará a conhecer à população a realidade da cidade e os projectos Polis. Por fim, as crianças irão participar em concursos sobre a cidade.

Foi a tudo isto que se deu início formal na passada sexta-feira, com o descerramento do "cowntdown", situado logo à saída da ponte, e que irá contar, ao segundo, o tempo que ainda falta para completar os trabalhos, e com a assinatura, por Isabel Soares e José Sócrates, do volumoso contrato entre a câmara e o poder central, com vista à execução do projecto.

Nas intervenções, o actual clima de pré-campanha sobrepôs-se à festividade da data, com Isabel Soares a regozijar-se pela vinda do Polis para Silves, mas também a queixar-se de que "O Polis peca por tardio, e também peca por ter sido reduzido a um quinto dos projectos". E apesar de se estar a falar de outras coisas, a autarca de Silves não deixou de acentuar o "profundo desgosto" que sente devido à indefinição no licenciamento dos cursos do Piaget, deixando no ar a ameaça de cumprir uma promessa: "o corte do IP4 em protesto contra a falta de paixão pela educação" do governo.

Sócrates, que não é homem de ouvir e calar, respondeu à letra. Referindo que registou a ausência de um elogio explícito ao governo no discurso da presidente da câmara, sublinhou que ele não tem pejo em declarar que a câmara se portou muito bem, concordou que a verba disponibilizada para Silves é pequena, mas explicou que teve de ser assim para se poderem apoiar 10 cidades em vez das 2 inicialmente previstas nesta segunda fase do Polis, e que em todo o caso "este é o maior contrato que a câmara de Silves já assinou com o governo", concordou que o Polis em Silves peca por tardio e agradeceu o elogio subentendido, porque o seu "governo fez o que os anteriores não fizeram".
É o que dá realizar cerimónias entre instituições de diferentes cores em pré-campanha...

Jorge Candeias
Publicado: 18 de Fevereiro, 2002
http://www.regiao-sul.pt/noticias/noticia.php?id=9528

domingo, dezembro 17, 2006

Que Cruz!


Coitada da Cruz de Portugal!
Pretexto para uma requalificação da iluminação pública local (foi assim que o projecto de obras foi ilegalmente presente ao IPPAR de modo a evitar "outros contratempos", e assim o comprovei consultando a caricata e quase inexistente documentação presente na DOM) acabou por ser ela a grande esquecida nestas obras. Sem luz, mesmo sendo Natal, durante largos meses vergonhosamente embrulhada por trapos, rodeada de obras inacabadas realizadas em terrenos particulares ainda não adquiridos (o que é grave), aqui está, passado mais de um ano, às escuras e sem acesso e informação adequada que a dignifique. Tratando-se de um monumento nacional, atracção permanente de muitos visitantes, é exemplo da capacidade desta autarquia em tratar o património local.

E assim caminhamos, promessa da Presidente, para candidatar Silves a "Património Cultural da Humanidade"! Haja Vergonha!

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Bom Desabafo!



O Saco tem sido, estatística e vocacionalmente falando, um lugar de crítica. Negativa, quase sempre. Porque a positiva, embora fosse justa às vezes, pouco adianta ao objectivo pretendido (porque temos objectivos, desiludam-se os mais naifs), e não resulta normalmente em Desabafo. É da natureza humana e, compreenda-se, da "economia evolucionista". Que ideia foi esta? perguntam vocês, leitores. Pois bem, o evolucionismo darwiniano aqui do Saco também se baseia na teoria de que, tal como na Natureza, o que merece atenção é a readaptação (a alteração, a mudança) do que é menos bom, do que está geneticamente disconforme, para que fique realmente BOM.

Isto tudo para quê? para fazer um elogio à publicação pela CMS e pelo "pelouro da cultura" de duas obras fundamentais: o número 6 da revista XELB (dois volumes) e o inédito V volume das Antiguidades Monumentais do Algarve, de Estácio da Veiga. Duas publicações de excepção a que a autarquia fica ligada.


Faça agora o vereador Rogério Pinto destas obras presente de Natal às Bibliotecas escolares do concelho (como fez a mim e aos restantes vereadores) é o meu desejo.

As 7 Maravilhas

Foto IPPAR
Estão aí as votações para as 7 Maravilhas de Portugal, pois então. Não tendo nenhum monumento português sido escolhido para integrar a lista dos candidatos a Maravilhas Mundiais, vai daí, vamo-nos às Nacionais. E com Freitas do Amaral, agora reformado, como comissário.

Entre os primeiros 77 nomeados estavam dois monumentos de Silves (o castelo e a velha Sé); agora, entre os 21 finalistas, do Algarve só temos a Fortaleza de Sagres. É injusto. É injusto porque o Castelo devia ser considerado uma das maravilhas nacionais: pela pachorra que tem tido em aturar este Polis; é injusto por que a esteve ali por mais de setecentos anos, sem reclamar, e agora está fechada ao culto só porque se lembrou de largar um pouco de reboco em manifesto protesto pelo abandono a que tem sido votada (leia no Correio da Manhã). E o júri não teve isso em consideração!!

E que dizer de outros monumentos regionais totalmente esquecidos pelos responsáveis deste concurso: caso do Algarve Shopping, do Fórum Algarve ou do Estádio com o mesmo nome? Não são eles bem mais importantes que os Jerónimos!?

Se não são, assim parecem. Façam uma sondagem para saber quem ganha em número de visitantes!...

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Ainda o Algoz...

Já que andamos pelo Algoz, cá fica mais uma. A imagem refere-se às obras de remodelação da rede de abastecimento de água à vila, uma das obras em investigação no processo de inquérito interno que decorre na C.M.S..


Mas o que interessa aqui saber é se, pago o valor da empreitada pela autarquia através de factoring, as canalizações são para ficar assim, sejam as renovadas (como a imagem ilustra) ou as velhinhas que, agora abandonadas "in situ", se prontificarão nos próximos tempos a dar sinal da sua presença sobrepondo-se a uma renovada pintura das casas.
Como dizia um amigo, sempre servem "pr'a amarrar a burra!".

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Assassino à espreita


Fotos do leitor José Cabrita

Há mais de uma semana que este prédio na Rua de S.Sebastião, no Algoz, se encontra na situação que as imagens ilustram. À espera de cair. E não serão as fitas ali colocadas que prevenirão que uma tragédia aconteça. Por isso também o meu alerta público, que não ficará só por aqui. Esta rua não pode continuar aberta ao trânsito! Quem seriam os responsáveis, caso acontecesse o pior? Há algum tempo atrás uma situação semelhante, em Silves, não provocou uma mão cheia de mortos por uma pequena diferença horária.
Agradeço a denúncia e as foto enviadas por um nosso leitor.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Coisas da Feira II

Feira de Silves, óleo sobre cartão de Samora Barros (reprodução parcial), s/d


Coisas da Feira II
(deve-se começar pelo Coisas da Feira I, mais abaixo)

Conforme previsto, aí pelo princípio do fim da tarde, de ontem, dirigi-me à Feira.
Armei-me de chapéu de chuva, pois já me tinha apercebido de uns chuviscos intermitentes, que aliás já me tinham levado a recolher a roupa que tinha lavado de manhã e posto a secar no terraço, e saí para a rua no sentido do cemitério ou seja, no sentido da Feira (sentido oposto ao que me leva à Escola; a distância será sensivelmente a mesma).
Já a meio do caminho comecei a pensar que afinal não haveria tanta mudança. Regressavam famílias com sacos cheios de mantas e toalhas, e moços pequenos a apitar assobios de loiça e gaitas ou deliciando-se com os brinquedos novos. Nas proximidades da feira já cheirava a castanha assada e a polvo assado, já se ouvia a gritaria dos vendedores de mantas, toalhas e lençóis, que ofereciam um faqueiro de borla, “para acabar a remessa”.
Nas primeiras tendas, para além dos assobios de loiça e gaitas de beiços, havia estatuetas do Padre Cruz, da Nª Sra. de Fátima e outras, de frades daqueles que se puxa um cordel e mostram o Bilhete de Identidade como sendo naturais das Caldas da Rainha. Espelhos redondos com o emblema do clube preferido no verso, canivetes de faca e garfo, telemóveis de imitação, mais estatuetas pisa-papéis com formas de leões, águias e dragões, (nenhumas com os símbolos dos partidos, isso foi só na segunda metade dos anos setenta...).
Mais fumo de polvo assado e de castanhas e agora os figos secos ou torrados, os figos cheios, as estrelas, as amêndoas, as nozes, as castanhas e as bolotas (eu sei que são boletras mas a maior parte de quem me lê não as conhecem como tal). Quanto aos colares ou rosários de bole... de bolotas, nem um. (queria levar um para a filha do Zé Leiteiro, a irmã do Zé e do Eduardo Leiteiros, a Maria da Graça, que mora lá para os meus lados, no Miratejo).
Já começava a escurecer, mas o cheiro dos gasómetros de carbureto não me chegava ao nariz (chegava-me só à cabeça), nem os peros cheiravam aos de Monchique..., nem podiam cheirar...; ao aproximar-me vi que tinham escrito “Peros Bravo Mofo”... Cheirei mas também não cheiravam a mofo... Depois me lembrei que havia um tipo de peros chamados os “Bravo”, de Esmolfe, tal como os que deveriam lá estar, seriam de Monchique... Mas isto também é Feira.

A seguir às cebolas, alhos, orégãos, batatas e etecêteras, vêm os chouriços, queijos e presuntos e, coisa nunca vista, bacalhau..., como se bacalhau fosse coisa de vender nas feiras, a não ser assado, nas barracas de comes e bebes. Destas não havia; mas na sequência dos chouriços, queijos e bacalhau, havia um “balcão” que servia “Tapas”, vinho e cerveja, do Zé Índio, de Vila Real de Stº António (isto, informação obtida por via do meu irmão). Mais à frente as “Roulotes Snack-Bar” com Hamburgers e Cachorros cheios de maionese e ketchup e imperial em copos de plástico.
Tal como dantes, as barracas de Seringonhos e Malaquecos (isso a que chamam farturas), homens, mulheres e crianças com açúcar no bigode, ou no sítio dele.
Gente do campo, mesmo do campo, vi um homem, baixo, atarracado, a dançar (ou bailar) ao som de uma cassete do “Marante”. O que há agora e que vêem aos magotes, como dantes vinham as famílias do campo, são as famílias de Búlgaros, Romenos ou Moldavos, com ar aciganado (isto sem nenhuma desconsideração, desrespeito ou desprimor) em que as moças já usam (ou ainda usam, pois a moda parece que já está a passar) calças daquelas que posicionam a cintura a meia altura das “nalgas”.
Depois os divertimentos, uma amostra de cada modelo: uma pista de aviões, um carrosselzito de crianças, um comboiozinho de motas de três rodas (ai os meus netinhos...), um comboio fantasma, uma pista de carrinhos de choque, sem aquelas molhadas de gente à volta a ver e com muitos carros parados; nenhum carrossel de tipo tradicional... e por fim, guardei-o para o fim, embora esteja antes da pista dos carrinhos de choque, o “Carrossel 8”!

Não é o mesmo, é mais pequeno, mas é um “Carrossel 8”!

Para quem não sabe, é como um oito visto de cima; só que no sítio onde a linha do oito se cruza, o carril do carrossel não se cruza; um pouco antes eleva-se, passa por cima da outra e mais à frente desce; estes desníveis começam a formar-se perto das extremidades do oito. Ao longo do carril, sobre “jangadas” rodadas, encaixadas umas nas outras, circulam girafas, leões, cavalos, bancos de jardim, tudo como nos carrosséis tradicionais.
Telefonei ao meu irmão, o Toy; inquiri se estaria ou se viria à feira; se fosse caso disso esperaria por ele para darmos uma volta no “Carrossel 8”. Não estava, nem estava em vias de vir, pelo menos por aquele momento. Enchi o peito de ar, esperei que a corrida terminasse e, com um nó na garganta comprei um bilhete, entreguei-o ao cobrador que estava à entrada do carrossel e sentei-me num ”banco de jardim”. Durante a viajem não fechei os olhos mas também não vi nada; só pensei, só recordei...
Acabou a viajem, saí; ainda com as pernas trémulas dirigi-me ao “Snack-Bar Elvis” pedi uma imperial; com a vantagem do copo ser de plástico, continuei o percurso, agora de volta, pelo lado direito de quem regressa ao ponto de partida.
Estende-se por aí um longo e alto barracão com várias alas onde se vende toda a roupagem e sapataria, para além de alguns brinquedos e bugigangas. Por aqui é que circulava mais gente e até se sentia o ar um tanto ou quanto abafado. Fui espreitando a ver se encontrava algum brinquedo para os meus netinhos (hei-de lá voltar mais tarde...)

Demorei-me um pouco junto a uma banca onde uma ciganota, debruçada sobre elas, as remexia e anunciava o preço, das “Tixartis”. Quando dei por mim, estava o cigano a “marcar-me”, desconfiado de que eu estivesse a olhar para os seios que eventualmente se avistassem no interior do decote descaído daquela cigana vistosa... Remexi numa ou noutra camisola, como a procurar uma cor mais a meu gosto e fui-me afastando... Um pouco mais adiante, comprei uma faca, de bom corte, para a minha cozinha.
Há muitos anos atrás, também pela Feira de Silves, lá na Cerca da Feira, um moço cigano, que até poderia ser pai ou tio destes, veio-me pedir “meças”, quando eu estava a puxar conversa com a irmã... Nessa altura estava por perto o Zé Luis, filho de feirantes e que anos atrás tinha andado comigo na Escola Primária, em Alcantarilha e depois também em Silves, e então a conversa ficou por ali...

Digam o que disserem, a feira já não é o que era... é apenas uma amostra da feira que era...
Adolescentes, que era o que eu era quando a feira era, e de que a feira se enchia, contavam-se, ontem, pelos dedos.

Mas esta é apenas uma visão da feira, há outros olhares sobre a feira ou melhor, sob a feira, do lado do olhar de quem a faz e não de quem a consome...


Zé Baeta
2/11/2006

segunda-feira, novembro 13, 2006

Coisas da Feira I


Embora com algum atraso em relação ao evento que retrata, a Feira de Silves (aqui em retrato sépia com saudoso aroma de outros tempos), quero convosco compartilhar o primeiro capítulo do bonito, e também histórico, texto que o amigo Zé Baeta escreveu e eu pedi autorização para postar. Talvez seja o início de uma nova rubrica, quem sabe, virada para uma Silves que já era, mas muito nos pode dizer do que ainda somos. Espero que gostem e, alguns, se relembrem...Pois aqui fica. E obrigado Zé!


Feira de Silves, óleo sobre cartão de Samora Barros (reprodução parcial), s/d
Coisas da Feira
Para quem não sabe, está a decorrer a “Feira de Silves”. Trata-se da feira anual, a da venda dos produtos agrícolas, dos frutos secos, dos peros de Monchique, dos colares de “boletras”, da castanha assada e do polvo assado também; das alfaias agrícolas e dos instrumentos domésticos, dos brinquedos de madeira e de lata, dos gados, das barracas de comes e bebes, e dos divertimentos.
Para a malta nova, era sobretudo dos divertimentos, para além de todas estas coisas que nos ficam na memória dos cheiros.
Os primeiros divertimentos a chegar eram as barracas dos “bonecos”, nomeadamente a do ”Vasquinho”. Eu explico: os “bonecos” são os comummente conhecidos por “matraquilhos”; já agora também explico quem era o “Vasquinho”, era um encarregado de fazer trocos, de desencravar o mecanismo de saída das bolas e retirar as moedas falsas, e de apalpar os instrumentos que se encontram entre as virilhas dos moços. Alguns que se deixavam apalpar mais abundantemente, teriam jogadas de borla...
Durante todo o ano, só havia cá na terra uma mesa de “jogar aos bonecos”, que era na “Casa da Mocidade” (no Sindicato dos Corticeiros, só havia ping-pong), de modo que nesta época era um “tirar a barriga de misérias”.
Depois começavam a chegar os carrosséis, as pistas de automóveis e de aviões, o “comboio fantasma” e os circos. O Circo Alegria e o Circo Royal. Dos carrosséis, também havia um “Alegria”, do outro já falo mais à frente.
Quem tinha pais mais abonados ou a quem dar uns “pontapés na gaveta” (eu ia sempre ajudar as minhas tias na mercearia e na “casa de pasto” e levar um objecto de loiça à “Madrinha D. Aurora"), tendo alguma ousadia e acertando no par certo, poderia convidar alguma ou algumas moças para andar nos carrinhos de choque, nos aviões ou no combóio fantasma. Eram das poucas oportunidades que tínhamos, para além dos bailes, de lhes encostar as pernas (empernar) e passar a mão por cima dos ombros, sem ter que entrar naquela de “pedir namoro”. Os outros, menos abonados limitavam-se a uns jogos de “bonecos” e a umas voltas de carrossel, saltando em corrida quando chegava o cobrador...
Consoante o dia da semana a que calhava o feriado de 1 de Novembro, assim a feira começava mais cedo ou acabava mais tarde.
Era um acontecimento anual tão importante, mesmo para os afastados da terra, especialmente dos que emigraram para a margem sul do Tejo ou mesmo para Lisboa, que era mais comum virem “à Terra” pela Feira do que pelo Natal.
Era também muito importante para o “Professor Verdasca”, o Delegado Escolar, que se encarregava dos “atrasados” de todas as classes, ao ponto de ter desde o início do ano a mesma frase escrita no quadro, para a malta soletrar: ”A-fei-ra-es-tá-a-che-gar”.
Passada a Feira, mudava a frase mas a malta continuava a soletrá-la. Então ele exaltava-se: “A Feira já passou, seus burros, agora a frase já é outra!”.

Esta era a Feira da “Cerca da Feira”, onde também se realizava a feira mensal, designada por “mercado”, à terceira 2ª feira de cada mês e onde se “jogava à bola”, nos “furos” do horário ou quando algum professor faltava (isto muito antes de haver aulas de substituição...).
A “Cerca da Feira”, que ainda hoje assim se chama, já é, há muitos anos, um bairro habitacional. Daí, a Feira passou a realizar-se à entrada da cidade, entre o antigo espaço do “Moinho da Porta” (hoje bela entrada da cidade – Largo Al Muthamid” – (se não se escreve assim o meu irmão depois corrige-me) e o Largo do “Poço da Câmara”. Depois passou para a Beira-Rio; agora, este ano, para a parte de trás do cemitério...
Ainda não fui à Feira (hei-de ir hoje lá para o fim da tarde) mas pelos comentários que tenho ouvido, parece-me que agora é que ela “morreu”... (Até a moçada em vez de ir à Feira, anda por aí a brincar ao “dia das bruxas”...).

Ainda só ouvi um comentário entusiástico, mas que remonta à saudade, a uma saudade muito remota. O meu irmão Toy já me telefonou outro dia, estava eu ainda de fim de semana no Miratejo, a comunicar-me que o “Carrossel Oito” tinha voltado; mais ainda, que o dono do “Carrossel Oito” é, agora, o filho do Zé Martins, antigo artista do “Poço da Morte” em “bicicleta a pedal”... Mas esta contará ele certamente no seu Blog.


Agora, que já despejei o que me andava a rabiar cá por dentro, desde que fui esta manhã à Praça e a senhora que me vendeu as vagens me disse: “ai menino, a feira já não é o que era...”, vou abrir os berbigões e regalar-me com eles, com um verde branco “Via Latina”, antes que não os haja na feira, para acompanhar um “Verde à Pressão”, “Ypiranga”...

Este Flash é para todos a quem tenho mandado “Flashes” e muito em especial para a Sofia, que ontem me “mailou” com saudades da feira...

Ah! Querem saber quem é a Sofia... Eu explico, ela não se importa: a Sofia “empernava” com o meu irmão Fernando.

Zé Baeta

1/11/06

domingo, outubro 29, 2006

Desabafo de fim-de-semana...


Ao pensar na cidade e no país, o que mais preocupa é, conforme disse Martin Luther King, a indiferença! (clique, para ler)