Foto de Rosa Reis (Ecomuseu do Seixal)
Mas, felizmente, não o único. Na semana passada vimos na TV uma reportagem sobre Teresa de Jesus, agora com 101 anos, uma antiga operária corticeira na fábrica da Mundet do Seixal, que agora está sendo transformada em pólo museológico. O que motivou a reportagem era o facto de ter sido convidada para dar uma aula no Instituto Piaget de Almada, partilhando com os alunos universitários (como aliás já o havia feito ao colaborar com o Ecomuseu do Seixal) o muito saber, de experiência feito, acumulado ao longo da sua centenária vida. O que talvez muitos não saibam, e por isso lhe dedico este post, é que Teresa de Jesus é silvense, e daqui saiu, como tantos outros naquela altura, para trabalhar na lida da cortiça na margem sul do Tejo. Nos princípios do séc. XX e nos anos quarenta do mesmo século, muitos foram os que migraram para o Seixal, Montijo, Cova da Piedade e outros lugares à beira Tejo. Tantos, que ainda hoje marcam profundamente o perfil sócio-cultural desses lugares.
















