sábado, maio 13, 2006

Tribunas livres...

A Voz de Silves voltou a prestar um bom serviço informativo. Ironia minha, claro, a propósito da reportagem àcerca da homenagem a José Vitoriano no passado dia 30 de Abril. Da autoria do seu director adjunto, J. Vasco Reys, o trabalho até seria bem feito não fosse um pormenor: a escandalosa e nítida - para quem lá esteve ou sabe - ausência de referência a um dos organizadores, modéstia à parte, talvez a um dos principais promotores da iniciativa: eu próprio. Alvo da censura do seu director, indignado por lhe ter movido processo judicial por abuso de liberdade de imprensa, os escribas da Voz de Silves deverão estar proibidos de publicar o meu nome ou a minha foto, tal é o contorcionismo com que evitam a referência à minha pessoa. Mas só para que conste - e mais uma vez modéstia à parte - e porque se eu não me fizer justiça, outros mais dificilmente a farão por mim, refira-se que o autor deste blogue além de ter proposto em sessão de câmara esta homenagem (o que acabou sendo ignorado), conseguiu posteriormente o apoio da Junta de Freguesia de Silves (entidade patrocinadora) para uma publicação da autoria de Maria João Raminhos Duarte que acompanhou desde a revisão à gráfica, fez contactos com o Instituto Piaget que gentilmente cedeu o seu anfiteatro para a cerimónia, realizou cartazes, convites e mailings para convidados e imprensa, enfim, foi inclusive apresentador e realizador de um filme/entrevista inédito com Vitoriano, durante a cerimónia apresentado. Falta só dizer que ligou os microfones de apoio, as luzes, o ar condicionado, o portátil ao projector multimédia, carregou mesas, deu um retoque final nos WCs... Já agora, e desculpem este meu momento de divertimento pessoal, a filha distribuiu o livro entre os presentes, a esposa foi comprar bolos para a merenda. Tudo verdade, mas não suficientemente verdade para que a Voz de Silves, "tribuna livre" segundo Arthur Ligne, ultrapassasse os seus rancores pessoais em nome do jornalismo sério.

2/13 avos sem Bandeira Azul


Dos 13 concelhos algarvios com frente atlântica (3 sendo interiores não a possuem: Alcoutim, Monchique e S. Brás), dois deles não têm qualquer bandeira azul: são eles Castro Marim e Silves. Uma das praias do concelho de Silves, freguesia de Pêra, a Praia Grande, galardoada em 1998 com o galardão de Praia Dourada e alvo de intervenção apoiada pela direcção regional do Ambiente é vítima do esquecimento da CMS. O mesmo, ou pior, se passa em Armação de Pêra que já tendo sido bandeira azul nos anos 90 é outra das praias que não recebe este ano a distinção. Azul, só a bandeira da Freguesia! Mas não se pense que o problema reside nas praias, o problema reside fundamentalmente na câmara que nem sequer se candidata. Vá-se lá saber porquê?

domingo, abril 30, 2006

A devida homenagem

Fez-se hoje, 30 de Abril, véspera do 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalho e dos Trabalhadores, uma primeira homenagem pública à figura do silvense José Rodrigues Vitoriano, recentemente falecido. Foi, seguramente, o silvense com maior currículo político do séc. XX, uma destacada figura da luta pela liberdade, o que lhe valeu sofrer da falta dela (17 anos nos cárceres salazaristas). Camponês, escolhedor de rolhas, presidente do sindicato nacional dos corticeiros em Silves, membro do Comité Central do PCP, deputado e vice-presidente da Assembleia da República, entre 1976 e 1987. Um longo percurso de vida, um "operário construído", como o apelidou Maria João Raminhos Duarte que lhe fez uma rigorosa e detalhada biografia histórico/política nesta sessão pública. Muito concorrida (cerca de 150 pessoas), é preciso dizer quando é tão frequente ver acontecimentos públicos "às moscas", por silvenses residentes ou emigrados e outros amigos, que neste dia fizeram questão de estar presentes. Falou ainda Margarida Tengarrinha, num registo mais emocional e pessoal, lembrando o velho amigo e camarada de partido. Apresentei eu, uma entrevista/filme que realizara com Vitoriano em 1999 quando instalava o Museu da Cortiça de Silves; Sandro William Junqueira, emocionou o público, com a sua interpretação do poema de Vinícius de Moraes, "O Operário em Construção", uma belíssima escolha; Carlos Vitoriano agradeceu, sensibilizado, a homenagem feita a seu pai. Mário Godinho, presidente da Junta de Freguesia, a entidade organizadora, fechou a sessão com a leitura de uma mensagem do senhor Governador Civil. Durante a cerimónia foi ainda lançada uma publicação sobre José Vitoriano, da autoria de Maria João Duarte.
Parabéns à Junta de Freguesia pelo apadrinhamento da iniciativa que, embora tenha sido proposta em sessão de Câmara ainda em vida de José Vitoriano para integrar as comemorações deste 25 de Abril, acabou por ser ignorada por este executivo. Que, fica o desabafo que ainda faltava, nem se fez representar na cerimónia!(leia-se Teodomiro Neto no Jornal do Algarve)
Esperemos que um dia, a autarquia se digne promover a memória deste homem (nome de rua, realização de um busto...) que muito honrou a memória e o carácter lutador e inconformado da classe corticeira e dos silvenses durante a longa ditadura.

quinta-feira, abril 20, 2006

A concurso...


Inspirado pelo post de um amigo a propósito de um concurso fotográfico promovido pela autarquia, que tem como um dos seus temas base “O Ambiente”, e por uma fotografia que um munícipe me fez mercê, dou continuidade ao assunto. Ao do Ambiente, porque é disso que se trata nesta imagem pouco abonatória para qualquer cidade do mundo. É verdade que se trata de um domingo, depois de um sábado e de uma sexta-feira de tolerância. Mas não era um domingo qualquer, era Domingo de Páscoa, e nesta rua - a Gregório Nunes Mascarenhas, em pleno centro histórico de Silves - passaria um importante evento religioso e, hoje em dia, não só religioso, mas também turístico-religioso: a procissão de Domingo de Ressurreição. Diz quem lá esteve que a visão, mas não só, foi insuportável. Envergonhou os locais, desagradou os visitantes.
Não pode acontecer! No ambiente, como noutros ofícios, há serviços mínimos, a qualquer preço!
Não é assim que Silves se tornará uma referência turístico-cultural!

segunda-feira, abril 17, 2006

José Vitoriano - uma homenagem

JOSÉ RODRIGUES VITORIANO
(1917-2006)
- uma homenagem –


Auditório do Instituto Piaget em Silves
Dia 30 de Abril, pelas 15 horas

Filme/entrevista biográfico
Lançamento de publicação
Palestras de Margarida Tengarrinha e Maria João Duarte

Organização da Junta de Freguesia de Silves

terça-feira, abril 11, 2006

Reciclagem "à Polis" III


Pode parecer má-vontade contra o programa POLIS, mas acreditem que não é. A sequela só tem continuidade por que os seus actores não param de lhe criar novos argumentos, cada vez piores e de mais mau gosto. Então não é que, não bastando as queimadas de lixos a céu aberto já aqui denunciadas, não bastando os descuidos no abandono de materiais tóxicos, lembram-se agora de fazer do leito do Arade depósito de entulhos!! Bem nas barbas do placard (countdown) do Polis que, coitado, há tempos que não sabe a quantas anda. Bem no momento em que corre um abaixo-assinado relembrando velhas promessas de desassoreamento e despoluição do rio, nunca cumpridas. Mas em que país, ou cidade, estamos? Não há autoridade marítima, não há autoridade de ambiente, não há fiscalização das obras que os empreiteiros POLIS desenvolvem?
Para já não falar do mau exemplo que se faz passar, logo por aqueles que são responsáveis por um programa de reabilitação urbana!!

terça-feira, abril 04, 2006

Um pedacinho de história


Tendo como fundo a Rua Cândido dos Reis e o edifício, agora demolido, da velha escola industrial (P.S.- Corrijo, trata-se ainda da Rua Dr. Francisco Vieira e o edifício, embora algo parecido, não é o da velha escola industrial, mas outro, também com interesse arquitectónico, e que se encontra frente ao actual Museu Municipal de Arqueologia), uma foto de um grupo de ilustres alunos de Esperanto cerca de 1941.
(Arquivo Particular de Carlos José Alves Vitoriano)
da esq. para direita:
Eugénio Neto, António Sequeira Guerreiro, Amílcar Coelho, José Vitoriano, Pedro Miguel Duarte e Rui Alves

Um pedacinho de passado que desaparece...


Com a demolição do edifício da velha Escola Industrial na Cândido dos Reis (Silves) é um pouco da nossa história que se apaga. É também uma rua que cada vez mais se descaracteriza, face ao imparável camartelo. Quando não existe autorização para demolir, o que era o caso, sempre há formas de o fazer. Tal como acontecera com a "casa do lampião", vai-se progressivamente enfraquecendo a estrutura, ao ponto de qualquer factor adicional e de preferência externo (chuvas abundantes, construções ou demolições anexas) pôr em causa a segurança e os pruridos conservacionistas dos mais renitentes. No caso presente, não aconteceu uma tragédia por mero acaso. Irão agora reconstruir a fachada, mas nunca será o mesmo, pois nem as cantarias originais souberam, ou quiseram, preservar.
Tantas histórias guardava este edifício por contar!

sexta-feira, março 31, 2006

Reciclagem "à Polis" II


8.30 h da manhã. Uma queimada a céu aberto que inundou a cidade (parte oeste, a das escolas) de fumo. E eu que pensava que as queimadas eram proibidas agora, todo o ano. Talvez só no campo e não em perímetro urbano. Talvez! Mas não, meus amigos, só vale para alguns. Mesmo depois do que escrevi em Janeiro, e que foi levado à reunião de câmara, para escândalo de todos, os empreiteiros ao serviço do Polis, continuam fora-da-lei. E os donos da obra (leia-se C.M.S. + Polis), olham para o outro lado. Mas nós não enterramos a cabeça na areia, o que dava jeito, face à pestilenta fumarada.
É assim por cá; quando o Poder é fraco ou negligente, vale a pena prevaricar!

quinta-feira, março 30, 2006

Pela Saúde...em Silves

Participe na vigília prevista para quinta-feira, dia 30 de Março (21.00), junto ao Centro de Saúde de Silves. Contra o encerramento do SAP entre as 0h/8h, pela melhoria dos cuidados ali prestados, enfim, pela sua saúde. Invocar (como o faz a ARS) razões de qualidade de atendimento para deslocar serviços já instalados, não é argumento. Para isso, a solução é melhorá-los, é essa a sua responsabilidade; não é fechá-los.

segunda-feira, março 27, 2006

Pelo Arade!


Em apoio da iniciativa lançada no Blogue do Vereador a favor da petição pelo Desassoreamento e Despoluição do Rio Arade, e completando-a, pelas informações e memória que a todos traz, convido-vos a ler o belo texto de Baeta de Oliveira no Local e Blogal. Não se irão arrepender!
E passe a mensagem, se é «(...) sensível à agonia deste rio (...)», porque esta não é uma reivindicação só de silvenses, como bem finaliza o autor.
P.S.- Ah!, e um agradecimento desde já aos primeiros 52 primeiros subscritores, ao momento. E aos vindouros...
P.S. muito importante: por razões de força legal da petição, pedia a todos que no lugar (campo) País/Cidade colocassem o seu nº de BI, Arquivo e Data do cartão de Identificação, conforme se pode observar na assinatura nº 90.
As minhas desculpas, por esta alteração que, infelizmente, já não pode abranger os assinantes fundadores, a não ser que entendam enviar-me esses dados (castelo58@gmail.com
) juntamente com o nome constante da petição para que eu, quando os imprimir e enviar às autoridades (Governo, Presidente e Assembleia da República, CCDRAlgarve e Instituto dos Portos e Transportes Marítimos) já os tenha introduzido manualmente. Finalmente, quem quiser assinar e não tiver endereço de mail, poderá fazê-lo na mesma usando um de um amigo. O que realmente interessa são o nome e os dados do B.I..

terça-feira, março 21, 2006

Muro da Vergonha


Este muro de sustentação de terras da encosta norte do Castelo é bem a imagem deste Polis, pelas piores razões: desconhecimento da situação local, tábua rasa da situação presente já consolidada por décadas, senão centúrias de conhecimento na experiência adquirido, desperdício de meios financeiros em soluções técnicas que um simples pedreiro não alvitraria. Ora vejamos.
O que lá tínhamos antes era um muro de alvenaria de pedra local, sem reboco, e aparelho simples com um mínimo de argamassa. Resistira, aqui e ali com a passagem do tempo menos bem, sabe-se lá quantos anos. A sua drenagem era natural, a sua inserção visual e paisagística, quase perfeita. O que nos trouxeram os técnicos do Polis? Primeiro preencheram os interstícios derrubados com alvenaria de tijolo, a pedra era cara; depois, para disfarçar, rebocaram (impermeabilizaram) tudo de argamassa colorida (será que quiseram imitar a cor do grés do castelo?) sem se lembrarem do que qualquer um se lembraria, a drenagem das águas da encosta; entretanto tinham ripado tudo o que era vegetação da encosta, aliada natural em caso de chuvas abundantes durante os trabalhos, o que aconteceu; às primeiras chuvas, alguém se lembrou que o muro não tinha qualquer drenagem, e vá de lhe fazerem buracos; insuficientes, é claro, porque muita é a água que desta encosta escorre. Isso já sabiam os antigos e o velho muro emparedado pelo moderno e inestético reboco. Mas alguém entre os "ideólogos" do Polis lhes perguntou? Entretanto, já lá vão,... sei lá?quantos meses neste muro...
P.S.- Só para constatarem que não é caso isolado, experimentem sentar-se, num dia bem solarengo, num dos novos bancos metálicos do largo de Nª Srª dos Mártires e vejam (melhor, sintam) o que vos acontece ao traseiro!

quarta-feira, março 08, 2006

Em Dia da Mulher

Foto de António Pedro Ferreira


Em Dia Internacional da Mulher lembrei-me de Maria Keil, 91 anos de idade, mais uma silvense a quem a cidade deve justa homenagem.
Enquanto isso não acontece, podem os silvenses visitar virtualmente a exposição que a Biblioteca Nacional lhe dedicou em 2004 pelos seus 90 anos e que muito bem-vinda seria a Silves.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Sem comentários...


Ermida de Nossa Senhora dos Mártires, Imóvel de Interesse Público, Dec. nº 44 075, DG 281 de 05 Dezembro 1961

domingo, fevereiro 19, 2006

É bom lembrar...

A propósito do eventual encerramento do SAP (Serviço de Atendimento Permanente) do Centro de Saúde de Silves e contrariando o mais invocado argumento dos serviços oficiais de saúde, os melhores e mais eficientes cuidados que podem ser prestados em Portimão (?), é bom lembrar o seguinte e fazer a pergunta:
Por que é que, embora possuindo equipamento de telemedicina, desfribilhador e laboraboratório de análises clínicas, nunca estes equipamentos entraram em funcionamento? Por falta de técnicos? Mas como? se eles estão a ser formados a menos de 100 metros do Centro de Saúde, no Instituto Jean Piaget?!
Quem souber que responda...
P.S.- Quem quiser confrontar a ARS-Algarve com a questão do encerramento do SAP de Silves, manifeste-se pelo e-mail que indico no sublinhado. O pequeno, mas indignado texto deste post teve o mesmo caminho.

domingo, fevereiro 05, 2006

Será a poda um crime?

Foto Jornal Barlavento
Isto é o que resta dos plátanos (p.s.- afinal parece que são choupos) à saída de Alcantarilha para Armação de Pêra. Será que esta gente saberá o que está realmente a fazer? Há podas e podas... e esta parece demasiado radical, salvo melhor opinião. O que é certo, e bom sinal dos tempos, é também serem cada vez mais estes assuntos motivo de tratamento mediático e por consequência de movimentos da insatisfação popular (refiro-me à notícia lida no Barlavento on-line).
Longe vão os tempos em que quem mandava, mandava... Agora ainda mandam, na maioria das vezes até prevalece a sua vontade (depende da cobertura dos media), mas tempos virão em que "o povo será quem mais ordena" (queiramos nós que assim seja!), não os seus iluminados eleitos.
Afinal de quem são os plátanos? Do presidente da junta de freguesia, da presidente da câmara ou do povo? É curioso serem os serviços camarários a intervir e a presidente nada saber, dando mesmo a entender que se oporia ao corte das árvores; curioso é o presidente da junta que "não sendo dono da obra", vir justificar a intervenção pelas razões negativas que invoca na presença dos plátanos (no seu dizer "altamente poluentes"), e que até parece ter querido ir um pouco mais longe "na poda", se é que já não o conseguiu com o trabalho ali realizado (mais uma rolagem que uma poda, o que aprendi hoje). Será que estes recuperam da maldade?
Se não recuperarem, quem irá responder pela morte daquelas belas e adultas árvores?
Tudo isto escrevo, pelas implicações políticas que atrás retirei, mas sobretudo pela leitura e influência diária de um blogue que muitas linhas tem dedicado às árvores e a outros crimes ambientais que por aí vão ocorrendo, o Dias com Árvores.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Morreu José Vitoriano

Morreu hoje o silvense José Vitoriano (veja-se notícia e biografia no site do PCP ou no Barlavento-on-line). 88 anos de uma vida cheia de combates pela liberdade, antes e depois do 25 de Abril, 17 dos quais passados nas prisões da PIDE.
É um dos últimos representantes da combativa e resistente cidade corticeira dos anos 30/40 do séc. XX. A cidade que infelizmente ainda não honrou nenhum destes homens, embora continue bem a tempo de o fazer (veja-se moção pela CDU apresentada em reunião camarária).
Um poço de histórias - e de História - de que guardo um inédito registo vídeo, onde é visível a profunda humanidade, a simpatia e a modéstia deste ilustre silvense (partilho aqui um excerto dessa entrevista que me deu em Agosto de 1999).
Um grande abraço, José Vitoriano!... meu, e da cidade que tanto amavas!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Valeu!

Duas semanas e uma Assembleia Municipal depois, onde foi alvo de referência o assunto, desapareceu o perigoso contentor de produto tóxico/corrosivo referido em "Incúria".
Assim, vale a pena escrever...

terça-feira, janeiro 17, 2006

Reciclagem "à Polis"

Cartão, PVC, plásticos…tudo bem regado a petróleo, a poucos passos da cidade. É assim que os empreiteiros ao serviço do Polis dão o exemplo da reciclagem de materiais?!