A Voz de Silves voltou a prestar um bom serviço informativo. Ironia minha, claro, a propósito da reportagem àcerca da homenagem a José Vitoriano no passado dia 30 de Abril. Da autoria do seu director adjunto, J. Vasco Reys, o trabalho até seria bem feito não fosse um pormenor: a escandalosa e nítida - para quem lá esteve ou sabe - ausência de referência a um dos organizadores, modéstia à parte, talvez a um dos principais promotores da iniciativa: eu próprio. Alvo da censura do seu director, indignado por lhe ter movido processo judicial por abuso de liberdade de imprensa, os escribas da Voz de Silves deverão estar proibidos de publicar o meu nome ou a minha foto, tal é o contorcionismo com que evitam a referência à minha pessoa. Mas só para que conste - e mais uma vez modéstia à parte - e porque se eu não me fizer justiça, outros mais dificilmente a farão por mim, refira-se que o autor deste blogue além de ter proposto em sessão de câmara esta homenagem (o que acabou sendo ignorado), conseguiu posteriormente o apoio da Junta de Freguesia de Silves (entidade patrocinadora) para uma publicação da autoria de Maria João Raminhos Duarte que acompanhou desde a revisão à gráfica, fez contactos com o Instituto Piaget que gentilmente cedeu o seu anfiteatro para a cerimónia, realizou cartazes, convites e mailings para convidados e imprensa, enfim, foi inclusive apresentador e realizador de um filme/entrevista inédito com Vitoriano, durante a cerimónia apresentado. Falta só dizer que ligou os microfones de apoio, as luzes, o ar condicionado, o portátil ao projector multimédia, carregou mesas, deu um retoque final nos WCs... Já agora, e desculpem este meu momento de divertimento pessoal, a filha distribuiu o livro entre os presentes, a esposa foi comprar bolos para a merenda. Tudo verdade, mas não suficientemente verdade para que a Voz de Silves, "tribuna livre" segundo Arthur Ligne, ultrapassasse os seus rancores pessoais em nome do jornalismo sério.




















