Foto Jornal Barlavento
Isto é o que resta dos plátanos (p.s.- afinal parece que são choupos) à saída de Alcantarilha para Armação de Pêra. Será que esta gente saberá o que está realmente a fazer? Há podas e podas... e esta parece demasiado radical, salvo melhor opinião. O que é certo, e bom sinal dos tempos, é também serem cada vez mais estes assuntos motivo de tratamento mediático e por consequência de movimentos da insatisfação popular (refiro-me à notícia lida no Barlavento on-line). Longe vão os tempos em que quem mandava, mandava... Agora ainda mandam, na maioria das vezes até prevalece a sua vontade (depende da cobertura dos media), mas tempos virão em que "o povo será quem mais ordena" (queiramos nós que assim seja!), não os seus iluminados eleitos.
Afinal de quem são os plátanos? Do presidente da junta de freguesia, da presidente da câmara ou do povo? É curioso serem os serviços camarários a intervir e a presidente nada saber, dando mesmo a entender que se oporia ao corte das árvores; curioso é o presidente da junta que "não sendo dono da obra", vir justificar a intervenção pelas razões negativas que invoca na presença dos plátanos (no seu dizer "altamente poluentes"), e que até parece ter querido ir um pouco mais longe "na poda", se é que já não o conseguiu com o trabalho ali realizado (mais uma rolagem que uma poda, o que aprendi hoje). Será que estes recuperam da maldade?
Se não recuperarem, quem irá responder pela morte daquelas belas e adultas árvores?
Tudo isto escrevo, pelas implicações políticas que atrás retirei, mas sobretudo pela leitura e influência diária de um blogue que muitas linhas tem dedicado às árvores e a outros crimes ambientais que por aí vão ocorrendo, o Dias com Árvores.