domingo, fevereiro 19, 2006

É bom lembrar...

A propósito do eventual encerramento do SAP (Serviço de Atendimento Permanente) do Centro de Saúde de Silves e contrariando o mais invocado argumento dos serviços oficiais de saúde, os melhores e mais eficientes cuidados que podem ser prestados em Portimão (?), é bom lembrar o seguinte e fazer a pergunta:
Por que é que, embora possuindo equipamento de telemedicina, desfribilhador e laboraboratório de análises clínicas, nunca estes equipamentos entraram em funcionamento? Por falta de técnicos? Mas como? se eles estão a ser formados a menos de 100 metros do Centro de Saúde, no Instituto Jean Piaget?!
Quem souber que responda...
P.S.- Quem quiser confrontar a ARS-Algarve com a questão do encerramento do SAP de Silves, manifeste-se pelo e-mail que indico no sublinhado. O pequeno, mas indignado texto deste post teve o mesmo caminho.

domingo, fevereiro 05, 2006

Será a poda um crime?

Foto Jornal Barlavento
Isto é o que resta dos plátanos (p.s.- afinal parece que são choupos) à saída de Alcantarilha para Armação de Pêra. Será que esta gente saberá o que está realmente a fazer? Há podas e podas... e esta parece demasiado radical, salvo melhor opinião. O que é certo, e bom sinal dos tempos, é também serem cada vez mais estes assuntos motivo de tratamento mediático e por consequência de movimentos da insatisfação popular (refiro-me à notícia lida no Barlavento on-line).
Longe vão os tempos em que quem mandava, mandava... Agora ainda mandam, na maioria das vezes até prevalece a sua vontade (depende da cobertura dos media), mas tempos virão em que "o povo será quem mais ordena" (queiramos nós que assim seja!), não os seus iluminados eleitos.
Afinal de quem são os plátanos? Do presidente da junta de freguesia, da presidente da câmara ou do povo? É curioso serem os serviços camarários a intervir e a presidente nada saber, dando mesmo a entender que se oporia ao corte das árvores; curioso é o presidente da junta que "não sendo dono da obra", vir justificar a intervenção pelas razões negativas que invoca na presença dos plátanos (no seu dizer "altamente poluentes"), e que até parece ter querido ir um pouco mais longe "na poda", se é que já não o conseguiu com o trabalho ali realizado (mais uma rolagem que uma poda, o que aprendi hoje). Será que estes recuperam da maldade?
Se não recuperarem, quem irá responder pela morte daquelas belas e adultas árvores?
Tudo isto escrevo, pelas implicações políticas que atrás retirei, mas sobretudo pela leitura e influência diária de um blogue que muitas linhas tem dedicado às árvores e a outros crimes ambientais que por aí vão ocorrendo, o Dias com Árvores.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Morreu José Vitoriano

Morreu hoje o silvense José Vitoriano (veja-se notícia e biografia no site do PCP ou no Barlavento-on-line). 88 anos de uma vida cheia de combates pela liberdade, antes e depois do 25 de Abril, 17 dos quais passados nas prisões da PIDE.
É um dos últimos representantes da combativa e resistente cidade corticeira dos anos 30/40 do séc. XX. A cidade que infelizmente ainda não honrou nenhum destes homens, embora continue bem a tempo de o fazer (veja-se moção pela CDU apresentada em reunião camarária).
Um poço de histórias - e de História - de que guardo um inédito registo vídeo, onde é visível a profunda humanidade, a simpatia e a modéstia deste ilustre silvense (partilho aqui um excerto dessa entrevista que me deu em Agosto de 1999).
Um grande abraço, José Vitoriano!... meu, e da cidade que tanto amavas!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

Valeu!

Duas semanas e uma Assembleia Municipal depois, onde foi alvo de referência o assunto, desapareceu o perigoso contentor de produto tóxico/corrosivo referido em "Incúria".
Assim, vale a pena escrever...

terça-feira, janeiro 17, 2006

Reciclagem "à Polis"

Cartão, PVC, plásticos…tudo bem regado a petróleo, a poucos passos da cidade. É assim que os empreiteiros ao serviço do Polis dão o exemplo da reciclagem de materiais?!

Incúria

O que é algum fuminho tóxico proveniente de uma queimada ao ar livre comparado com meio contentor de tóxico e corrosivo “Isophorone Diamine”? Deixado ao Deus dará, ao dispor da curiosidade de qualquer criança que por ali passe... (quem souber inglês e quiser conhecer melhor o teor deste caldinho, clique aqui).

Problemas de conservação II

Como Zona Requalificada e Valorizada deixa um pouco a desejar, mesmo sendo a 1ª Fase. Como pista de motocross precisa ainda de mais alguns charcos...
Mas ao ritmo dos trabalhos, caros leitores, nem uma coisa nem outra!

Problemas de conservação I

Para um Parque de Estacionamento que foi inaugurado há quase quatro meses, véspera de eleições (enquanto os silvenses reflectiam), e que teve direito inclusive a flyer informativo profusamente espalhado pela cidade, teremos todos que admitir que está um pouco mal conservado, não acham?!

Debandada geral

Alguém saiu daqui correndo, vai para quatro meses, e esqueceu materiais e ferramentas??...

A senhora presidente achará, mas nós...!


"(...) Acho que, do Tejo para baixo, não há outro rio que tenha a capacidade turística que o Arade tem (...)»,
Presidente da Câmara Municipal de Silves, Drª Isabel Soares, Barlavento (6 de Julho de 2005)

domingo, janeiro 15, 2006

Tesouros escondidos


Partilho hoje convosco uma foto da "minha" velhinha oliveira, talvez bimilenar, talvez até a mais antiga do país! Embora plantada na minha propriedade, ela é - pela sua antiguidade e beleza - património histórico e natural de todos nós. E do concelho de Silves, guardião ainda de alguns tesouros escondidos...
P.S. - Sobre outras árvores e plantas, sugiro uma visita ao bonito blogue Dias com Árvores.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Porque também sou professor...


... faço aqui a primeira excepção aos comentários de teor local (embora a educação seja também, e de que maneira!, questão local). Pela concisão, pelo esclarecimento que demonstra, pela identificação que estabeleci com este texto sobre a situação da educação em Portugal, e que dia-a-dia vou vivendo, recomendo vivamente a sua leitura.
É o editorial de uma nova revista dedicada exlusivamente à Educação e da responsabilidade da Texto Editora: a "Pontonosii". Leiam este editorial aqui, e meditem!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Feliz 2006!

(trabalho em cerâmica dos alunos de Artes do 11º ano da Escola Secundária de Silves (2003/04), coordenados pela Profª. Margarida Ramos)

Com esta imagem da nossa cidade, ficam os votos de um Bom Ano de 2006 para Silves e todos os Silvenses!

sábado, dezembro 17, 2005

CELAS ganha acção judicial contra a Câmara


O Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves obteve do Tribunal Administrativo de Loulé acórdão favorável na queixa que apresentara contra a Câmara Municipal de Silves. Em causa estava a intenção da autarquia, ultrapassando anteriores compromissos que, aliás, estiveram na origem e financiamento da reabilitação do antigo edifício do Matadouro, dividir esse espaço entre o CELAS, a autarquia e uma recém surgida pró-Fundação Al-Mutamide Ibn Abad de contornos e objectivos pouco claros. Eu que estive na Comissão Instaladora do CELAS, assim como Isabel Soares (então vereadora na oposição), não tenho memória curta, e ainda me lembro do que ali a actual presidente afirmava. Foi preciso ser poder e deixar terminar o edifício para surgir com uma nova e inesperada solução que deixaria o CELAS sem qualquer capacidade logística sobre o espaço, quando foi, até agora, entre os três pretendentes, a instituição que mais fez pela divulgação dos valores luso-árabes (vários encontros, publicação da revista Axarajib, cursos de língua e cultura árabes).
Oficiosamente, sabemos já que a Câmara irá recorrer deste acórdão. Esbanja assim dinheiros públicos e protela uma decisão que teima em contrariar.
É o poder autárquico que temos!

terça-feira, dezembro 06, 2005

As inaugurações apressadas costumam sair caro...


As inaugurações apres-sadas costumam sair caro. Todos o sabem. Alguns políticos no poder, porém, fazem por esquecer. Vem este desabafo a propósito da precipitada inauguração do Teatro Mascarenhas Gregório em 3 de Setembro passado (e ainda em obras!) e para o facto de, entretanto, continuarem a chegar à Câmara propostas de orçamento (?) para obras a mais, entretanto já realizadas (a terceira empreitada, até agora) e que incluem, ou alterações de projecto, ou emendas circunstanciais, sempre plausíveis, admita-se. No caso não, a empreitada deveria ter sido prevista, já que de uma obra de reabilitação (já não lhe posso chamar de restauro, porque não o foi) se tratava: a recolocação da velhinha placa alusiva à inauguração do Teatro em 1909 custou a todos nós a módica quantia de 150 euros e foi considerada trabalho a mais em 2º orçamento adicional! Do valor e dimensão da empreitada, julguem os leitores pela imagem...

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Dissonâncias...


Numa rua (Cândido dos Reis) que há alguns anos poderia ter sido classificada enquanto conjunto arquitectónico de valor concelhio crescem como cogumelos as dissonâncias que a irão conduzir à descaracterização total. À revelia de todos nós, com o beneplácito de todos nós.
Como candidatos a património mundial (demagógica promessa da senhora presidente de câmara que remonta a 2001) temos muito que aprender, e a inverter...

terça-feira, novembro 29, 2005

Polis por mais dois anos...


Eu não disse! (cliquem na profecia) E nem sou bruxo! Aqui está a prova. Preparem-se silvenses para mais dois longos anos de Polis, exactamente os que se perderam de início por má programação e muito trabalho de casa por fazer. O painel countdown do Polis sofreu de ontem para hoje, sem pré-aviso, uma subtil alteração. Poucos se deverão ter apercebido. Antes que chegasse aos negativos (o que deveria acontecer para vergonha dos responsáveis!), foi cirurgicamente sabotado. Ao invés de apresentar 32 dias para a conclusão deste programa, exibia agora uns confortáveis 762, o que remete a sua conclusão para Dezembro de 2007. Mais dois anos!! Uma estrutura caríssima como aquela nem sei para que serve, já que é simplesmente para ignorar!? A Câmara Municipal e o Polis, noutras alturas tão prolíferos na produção de comunicados à população (temos o exemplo da inauguração do inacabado parque de estacionamento ribeirinho em vésperas de eleições), bem podia vir agora a terreiro explicar das suas razões. Virá fazê-lo? Veremos...

sexta-feira, novembro 25, 2005

Panfleto ou Jornal?-II Parte



Se dúvidas tínhamos quanto a isso, foram agora desfeitas.

Como alguns por certo se aperceberam (com certeza não foram os 14 000 que o srº Ligne diz lerem a coisa!!, que tem como tiragem 3000 exemplares!!, dos quais são devolvidos provavelmente número aproximado), na edição nº 359 de 20.10.2005, a Voz de Silves, na pessoa do seu director, resolveu dar honras de 1ª e 2ª páginas à minha pessoa e ao blogue que subscrevo. A inspiração teria sido o texto que escrevi a propósito do critério redactorial desse quinzenário em vésperas de eleições (
clique para ler), e que enviei para a redacção, dando dele conhecimento e pedindo a sua publicação na rubrica "Correio do Leitor". É claro que fui censurado, pois o director dessa dita, e cito, "tribuna livre", impôs condições inadmissíveis que não aceitei (clique para ler a resposta de Arthur Ligne ao meu pedido de publicação, designadamente o último parágrafo). No artigo do senhor Ligne que motivou o meu posterior pedido de rectificação/resposta, e sem nunca mencionar o meu nome ou o do blogue sobre o qual escrevia (o que do ponto de vista jornalístico é, desde logo, "exemplar"), caracterizou-me profusamente com alguns adjectivos, muito habituais na sua escrita, que auto-intitula de "jornalística". O texto em causa mereceu da minha parte, como seria de esperar, e conforme prevê a lei de imprensa, a merecida réplica, enviada por carta com aviso de recepção assinado no dia 3 de Novembro corrente. Não obtive resposta alguma, ao contrário do que o srº Ligne diz ser a sua prática corrente, nem vi publicado o meu texto nas duas últimas edições da Voz de Silves. Pior, ao invés de respeitar o direito legal de resposta previsto na lei ( o que desde já será alvo de queixa à Alta Autoridade para a Comunicação Social e ao tribunal competente), prevarica segunda vez quando utiliza agora a página central da coisa nº 359 de 22 do corrente para vir novamente à liça com mais insinuações, misturando-me com cartas anónimas e ameaças de morte (será mesmo assim??) quando o que até agora fiz, foi escrever num blogue cuja autoria não é anónima e remeter uma carta, assinada pelo remetente e com aviso de recepção, à qual não faz qualquer referência no seu texto, mas que deixo aqui aos leitores já que o srº Ligne dela se esqueceu (clique para ler).

Fico hoje por aqui. Mas a novela vai ter continuação...

quarta-feira, novembro 16, 2005

74 dias depois


74 dias depois...
após bem badaladas e exclusivas inaugurações, continuamos em obras...
(Teatro Mascarenhas Gregório e Arquivo Histórico Municipal)

segunda-feira, novembro 14, 2005

Mais uma herança desbaratada


É já lugar comum, entre os responsáveis políticos e não só, afirmar que o futuro do concelho e, em particular, o da cidade de Silves, passa pela valorização do seu importante património histórico/arqueológico. O PSD deste concelho tem mesmo apresentado nos seus programas eleitorais o compromisso (quanto a nós demagógico e pouco esclarecido) de candidatar Silves a Património Mundial! É, contudo, bem diferente a prática corrente das intenções anunciadas. Durante os mandatos PSD não se realizou uma única classificação de um imóvel, não foram defendidos os direitos dos já existentes (caso Vila Fria) e ninguém sabe ao certo o que é imóvel classificado neste concelho.
Nos últimos tempos assistimos a mais um caso lamentável. A norte da Fábrica do Inglês, um empreendimento urbanístico privado, devidamente licenciado, irá destruir os vestígios de um importante bairro islâmico do séc. XII-XIII. E nada se pode fazer, além do que está sendo feito. Isto é, as escavações arqueológicas de emergência, pagas pelo empreiteiro, de modo a salvar um registo científico (gráfico e fotográfico) único no país. Único, porque se trata ( e foi referido por especialistas na matéria presentes no recente Congresso de Arqueologia realizado em Silves) de um importantíssimo conjunto habitacional (com habitações completas, equipadas com latrinas, infra-estruturas industriais, viárias e hidráulicas) de que há poucos paralelos no país. O que se irá salvar será só uma nora (extraordinária pela qualidade de construção) a integrar o futuro parque de estacionamento subterrâneo. E tudo porque as sondagens que se realizaram a pedido do IPA (Instituto de Arqueologia) só foram feitas após o licenciamento da obra ( e por isso desde logo sob condições), o que, numa cidade como Silves, é de todo incompreensível.
Se queremos realmente promover a cidade e este concelho como destino cultural, não podemos continuar a encarar as questões do património como marginais. Se as queremos fazer prioritárias, e queremos que todos assim as encarem, também temos que dar contrapartidas a quem é, a bem do interesse público, individualmente prejudicado.