terça-feira, janeiro 17, 2006

Problemas de conservação I

Para um Parque de Estacionamento que foi inaugurado há quase quatro meses, véspera de eleições (enquanto os silvenses reflectiam), e que teve direito inclusive a flyer informativo profusamente espalhado pela cidade, teremos todos que admitir que está um pouco mal conservado, não acham?!

Debandada geral

Alguém saiu daqui correndo, vai para quatro meses, e esqueceu materiais e ferramentas??...

A senhora presidente achará, mas nós...!


"(...) Acho que, do Tejo para baixo, não há outro rio que tenha a capacidade turística que o Arade tem (...)»,
Presidente da Câmara Municipal de Silves, Drª Isabel Soares, Barlavento (6 de Julho de 2005)

domingo, janeiro 15, 2006

Tesouros escondidos


Partilho hoje convosco uma foto da "minha" velhinha oliveira, talvez bimilenar, talvez até a mais antiga do país! Embora plantada na minha propriedade, ela é - pela sua antiguidade e beleza - património histórico e natural de todos nós. E do concelho de Silves, guardião ainda de alguns tesouros escondidos...
P.S. - Sobre outras árvores e plantas, sugiro uma visita ao bonito blogue Dias com Árvores.

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Porque também sou professor...


... faço aqui a primeira excepção aos comentários de teor local (embora a educação seja também, e de que maneira!, questão local). Pela concisão, pelo esclarecimento que demonstra, pela identificação que estabeleci com este texto sobre a situação da educação em Portugal, e que dia-a-dia vou vivendo, recomendo vivamente a sua leitura.
É o editorial de uma nova revista dedicada exlusivamente à Educação e da responsabilidade da Texto Editora: a "Pontonosii". Leiam este editorial aqui, e meditem!

segunda-feira, janeiro 02, 2006

Feliz 2006!

(trabalho em cerâmica dos alunos de Artes do 11º ano da Escola Secundária de Silves (2003/04), coordenados pela Profª. Margarida Ramos)

Com esta imagem da nossa cidade, ficam os votos de um Bom Ano de 2006 para Silves e todos os Silvenses!

sábado, dezembro 17, 2005

CELAS ganha acção judicial contra a Câmara


O Centro de Estudos Luso-Árabes de Silves obteve do Tribunal Administrativo de Loulé acórdão favorável na queixa que apresentara contra a Câmara Municipal de Silves. Em causa estava a intenção da autarquia, ultrapassando anteriores compromissos que, aliás, estiveram na origem e financiamento da reabilitação do antigo edifício do Matadouro, dividir esse espaço entre o CELAS, a autarquia e uma recém surgida pró-Fundação Al-Mutamide Ibn Abad de contornos e objectivos pouco claros. Eu que estive na Comissão Instaladora do CELAS, assim como Isabel Soares (então vereadora na oposição), não tenho memória curta, e ainda me lembro do que ali a actual presidente afirmava. Foi preciso ser poder e deixar terminar o edifício para surgir com uma nova e inesperada solução que deixaria o CELAS sem qualquer capacidade logística sobre o espaço, quando foi, até agora, entre os três pretendentes, a instituição que mais fez pela divulgação dos valores luso-árabes (vários encontros, publicação da revista Axarajib, cursos de língua e cultura árabes).
Oficiosamente, sabemos já que a Câmara irá recorrer deste acórdão. Esbanja assim dinheiros públicos e protela uma decisão que teima em contrariar.
É o poder autárquico que temos!

terça-feira, dezembro 06, 2005

As inaugurações apressadas costumam sair caro...


As inaugurações apres-sadas costumam sair caro. Todos o sabem. Alguns políticos no poder, porém, fazem por esquecer. Vem este desabafo a propósito da precipitada inauguração do Teatro Mascarenhas Gregório em 3 de Setembro passado (e ainda em obras!) e para o facto de, entretanto, continuarem a chegar à Câmara propostas de orçamento (?) para obras a mais, entretanto já realizadas (a terceira empreitada, até agora) e que incluem, ou alterações de projecto, ou emendas circunstanciais, sempre plausíveis, admita-se. No caso não, a empreitada deveria ter sido prevista, já que de uma obra de reabilitação (já não lhe posso chamar de restauro, porque não o foi) se tratava: a recolocação da velhinha placa alusiva à inauguração do Teatro em 1909 custou a todos nós a módica quantia de 150 euros e foi considerada trabalho a mais em 2º orçamento adicional! Do valor e dimensão da empreitada, julguem os leitores pela imagem...

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Dissonâncias...


Numa rua (Cândido dos Reis) que há alguns anos poderia ter sido classificada enquanto conjunto arquitectónico de valor concelhio crescem como cogumelos as dissonâncias que a irão conduzir à descaracterização total. À revelia de todos nós, com o beneplácito de todos nós.
Como candidatos a património mundial (demagógica promessa da senhora presidente de câmara que remonta a 2001) temos muito que aprender, e a inverter...

terça-feira, novembro 29, 2005

Polis por mais dois anos...


Eu não disse! (cliquem na profecia) E nem sou bruxo! Aqui está a prova. Preparem-se silvenses para mais dois longos anos de Polis, exactamente os que se perderam de início por má programação e muito trabalho de casa por fazer. O painel countdown do Polis sofreu de ontem para hoje, sem pré-aviso, uma subtil alteração. Poucos se deverão ter apercebido. Antes que chegasse aos negativos (o que deveria acontecer para vergonha dos responsáveis!), foi cirurgicamente sabotado. Ao invés de apresentar 32 dias para a conclusão deste programa, exibia agora uns confortáveis 762, o que remete a sua conclusão para Dezembro de 2007. Mais dois anos!! Uma estrutura caríssima como aquela nem sei para que serve, já que é simplesmente para ignorar!? A Câmara Municipal e o Polis, noutras alturas tão prolíferos na produção de comunicados à população (temos o exemplo da inauguração do inacabado parque de estacionamento ribeirinho em vésperas de eleições), bem podia vir agora a terreiro explicar das suas razões. Virá fazê-lo? Veremos...

sexta-feira, novembro 25, 2005

Panfleto ou Jornal?-II Parte



Se dúvidas tínhamos quanto a isso, foram agora desfeitas.

Como alguns por certo se aperceberam (com certeza não foram os 14 000 que o srº Ligne diz lerem a coisa!!, que tem como tiragem 3000 exemplares!!, dos quais são devolvidos provavelmente número aproximado), na edição nº 359 de 20.10.2005, a Voz de Silves, na pessoa do seu director, resolveu dar honras de 1ª e 2ª páginas à minha pessoa e ao blogue que subscrevo. A inspiração teria sido o texto que escrevi a propósito do critério redactorial desse quinzenário em vésperas de eleições (
clique para ler), e que enviei para a redacção, dando dele conhecimento e pedindo a sua publicação na rubrica "Correio do Leitor". É claro que fui censurado, pois o director dessa dita, e cito, "tribuna livre", impôs condições inadmissíveis que não aceitei (clique para ler a resposta de Arthur Ligne ao meu pedido de publicação, designadamente o último parágrafo). No artigo do senhor Ligne que motivou o meu posterior pedido de rectificação/resposta, e sem nunca mencionar o meu nome ou o do blogue sobre o qual escrevia (o que do ponto de vista jornalístico é, desde logo, "exemplar"), caracterizou-me profusamente com alguns adjectivos, muito habituais na sua escrita, que auto-intitula de "jornalística". O texto em causa mereceu da minha parte, como seria de esperar, e conforme prevê a lei de imprensa, a merecida réplica, enviada por carta com aviso de recepção assinado no dia 3 de Novembro corrente. Não obtive resposta alguma, ao contrário do que o srº Ligne diz ser a sua prática corrente, nem vi publicado o meu texto nas duas últimas edições da Voz de Silves. Pior, ao invés de respeitar o direito legal de resposta previsto na lei ( o que desde já será alvo de queixa à Alta Autoridade para a Comunicação Social e ao tribunal competente), prevarica segunda vez quando utiliza agora a página central da coisa nº 359 de 22 do corrente para vir novamente à liça com mais insinuações, misturando-me com cartas anónimas e ameaças de morte (será mesmo assim??) quando o que até agora fiz, foi escrever num blogue cuja autoria não é anónima e remeter uma carta, assinada pelo remetente e com aviso de recepção, à qual não faz qualquer referência no seu texto, mas que deixo aqui aos leitores já que o srº Ligne dela se esqueceu (clique para ler).

Fico hoje por aqui. Mas a novela vai ter continuação...

quarta-feira, novembro 16, 2005

74 dias depois


74 dias depois...
após bem badaladas e exclusivas inaugurações, continuamos em obras...
(Teatro Mascarenhas Gregório e Arquivo Histórico Municipal)

segunda-feira, novembro 14, 2005

Mais uma herança desbaratada


É já lugar comum, entre os responsáveis políticos e não só, afirmar que o futuro do concelho e, em particular, o da cidade de Silves, passa pela valorização do seu importante património histórico/arqueológico. O PSD deste concelho tem mesmo apresentado nos seus programas eleitorais o compromisso (quanto a nós demagógico e pouco esclarecido) de candidatar Silves a Património Mundial! É, contudo, bem diferente a prática corrente das intenções anunciadas. Durante os mandatos PSD não se realizou uma única classificação de um imóvel, não foram defendidos os direitos dos já existentes (caso Vila Fria) e ninguém sabe ao certo o que é imóvel classificado neste concelho.
Nos últimos tempos assistimos a mais um caso lamentável. A norte da Fábrica do Inglês, um empreendimento urbanístico privado, devidamente licenciado, irá destruir os vestígios de um importante bairro islâmico do séc. XII-XIII. E nada se pode fazer, além do que está sendo feito. Isto é, as escavações arqueológicas de emergência, pagas pelo empreiteiro, de modo a salvar um registo científico (gráfico e fotográfico) único no país. Único, porque se trata ( e foi referido por especialistas na matéria presentes no recente Congresso de Arqueologia realizado em Silves) de um importantíssimo conjunto habitacional (com habitações completas, equipadas com latrinas, infra-estruturas industriais, viárias e hidráulicas) de que há poucos paralelos no país. O que se irá salvar será só uma nora (extraordinária pela qualidade de construção) a integrar o futuro parque de estacionamento subterrâneo. E tudo porque as sondagens que se realizaram a pedido do IPA (Instituto de Arqueologia) só foram feitas após o licenciamento da obra ( e por isso desde logo sob condições), o que, numa cidade como Silves, é de todo incompreensível.
Se queremos realmente promover a cidade e este concelho como destino cultural, não podemos continuar a encarar as questões do património como marginais. Se as queremos fazer prioritárias, e queremos que todos assim as encarem, também temos que dar contrapartidas a quem é, a bem do interesse público, individualmente prejudicado.

segunda-feira, outubro 31, 2005

Sede de Candidatura


Sede da Candidatura de Silves a Património Mundial

Uma tradição em vias de extinção

A centenária Feira de Todos-os-Santos de Silves é, tudo o indica, uma tradição moribunda. Outrora a mais importante feira algarvia, tem nos últimos anos perdido muito do seu vigor, do seu tipicismo. As causas são múltiplas: umas estruturais, outras bem mais conjecturais. Entre as de ordem estrutural podem enunciar-se as alterações nos hábitos de consumo, nos hábitos de lazer, na facilidade de acesso aos mesmos divertimentos durante todo o ano, até nos hábitos de poupança pessoal (bem me lembro de amealhar todo o ano para a feira e, quando esta chegava, esperar pelas "feiras" de pais e avós); entre as causas conjunturais estão as dificuldades criadas àqueles que das feiras e mercados ainda fazem forma de vida. É a concorrência das grandes superfícies ou dos parques temáticos de lazer, são os impostos e as taxas autárquicas, são os espaços que as autarquias (não) disponibilizam. Na Idade Média, os reis e os concelhos portugueses libertavam-nas de taxas e concediam especiais privilégios aos que as frequentassem (as chamadas feiras francas) na tentativa de fomentar o comércio e a dinamização económica das regiões mais deprimidas. Hoje, algumas autarquias (como é o caso da de Silves) asfixiam-nas com taxas e obrigações que os feirantes não podem comportar, deslocam-nas para lugares com duvidosas condições. Há meses que não se faz o mercado mensal em Silves. Talvez para o ano só haja mesmo a Feira de S. Martinho, em Portimão, este ano com abertura antecipada dada a situação que em Silves foi criada. Passará então a realizar-se no dia 2 de Novembro, Dia dos Fiéis Defuntos!!
P.S.-Sobre a feira leia-se também o que já escrevi em... http://sacodosdesabafos.blogspot.com/2005/10/feira-de-silves.html

quarta-feira, outubro 19, 2005

Lixo biológico


Estando nós a poucos metros do Parque Biológico da Serra de Silves (mas em terrenos particulares, por acaso meus), até poderíamos julgar que este aterro realizado com entulho nada teria de contra-biológico. Mas não, caros leitores, é entulho, puro e duro, das obras realizadas recentemente neste parque por um empreiteiro ao serviço da C.M.S.. Poderia até ter sido descuido, mas o que parece ser até é bem pior: em parte já calcado e aplanado, ganhou recentemente a companhia de algumas árvores (5 ou 6) cuja plantação não foi autorizada neste terreno privado. E assim se pretendia fazer um parque de estacionamento sem autorização. É a política do facto consumado.
Mais um caso para tribunal...

A cor também é cultura


Passadas que são as eleições autárquicas, espero que o Partido Socialista devolva a este edifício oitocentista, em pleno centro histórico, a dignidade e a cor a que tem direito: o branco cal...

sábado, outubro 15, 2005

Vão demolir a Cruz de Portugal!


Podia ser título de um desses jornais sensacionalistas que por aí há. Podia, mas não é. É brincadeira minha! Mas sobre um assunto sério e uma atitude que já é caso corrente em Silves: a falta de informação. Sobre o que realmente está acontecendo junto à Cruz de Portugal não se informa nem munícipes nem turistas ( e são muitos) que por ali passam. Nem uma planta do projecto, nem um cartaz informativo do que vai ser. O que se vê é uma demolição e um monumento nacional a cujo acesso somos impedidos!
P.S. - Vem a propósito dizer que este monumento não pode continuar como está e onde está (pelo menos o original) por mais tempo, se queremos preservá-lo. Não seria boa altura para o fazer?