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terça-feira, março 22, 2011

Bilderberg e(ou) banqueiros são os arquitectos do estado a que chegou este nosso mundo

É o aviso, preocupante, que nos deixa aqui Alex Jones.
Se têm dúvidas, reparem só quem continua, apesar da "dita crise", a apresentar milhões de lucros (nesta fase  incompreensivelmente crescentes) ano após ano...

quinta-feira, setembro 03, 2009

Cuidado, silvenses em geral, está aí a campanha eleitoral

(clique na imagem para ampliar)

As recentes notícias emanadas do agora atarefado Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Silves (ao serviço da maioria autárquica e, com o nosso dinheiro, "por arrasto", da campanha eleitoral do PSD), merecem comentário. Hoje, "enchi o copo", como é uso dizer, quando tive conhecimento da aprovação em Conselho de Ministros do Plano de Ordenamento da Barragem do Odelouca. Mas já lá iremos, mais à frente.
Primeiro foi o inacabado Polis que teve as honras das visitas de Cavaco Silva e, depois, do Ministro do Ambiente, Nunes Correia. Fizeram as figuras que fizeram, disseram o que disseram, mas quem sabe verdadeiramente das coisas somos todos nós! Este último marcara já presença na inauguração das gaiolas vazias para o lince ibérico, na Herdade das Santinhas (Messines) e que mereceram de chofre, da parte da nossa presidente(a) a declaração/promessa da instalação de um Observatório do "animal" cujo futuro não será seguramente no concelho de Silves, mas na Serra da Malcata. Depois vieram a lume as notícias da inauguração do Museu do Traje...e das Tradições, em Messines (esperemos que não tenha igual destino ao do Teatro Mascarenhas Gregório em Silves e, cuidem-se para que o património etnográfico do Rancho Folclórico não seja "municipalizado": sim, o protocolo proposto pela CMS esquece o assunto). Armação de Pêra, bom, é melhor não falar muito. As obras de requalificação têm atrasos (esperados!), o apoio de praia continua fazendo ondas, e assim, o melhor é mesmo manter o cumprimento do Regulamento do Plano de Pormenor de Armação quanto a esplanadas e ocupação de domínio público em lume brando (volta "a uma próxima reunião, lá para Janeiro", foi a decisão da maioria (p)residente na reunião camarária do dia 2 de Setembro, pois claro, compreensível em período pré-eleitoral!!). Tunes tem como sonho a Plataforma Logística, mas bem pode ir sonhando; Algoz, primeiro o parque temático e depois o IKEA (onde já vão!), são história, no sentido literal do termo; Messines, a Penitenciária (que também, parece, já era!), mas que se pode dar por satisfeita com a Central de Lamas, o Jardim novo e o já referido MUSEU; Silves, com o Polis mais a recuperação e reabilitação de toda a zona habitacional do Centro Histórico (assim como está até é propício para as feiras medievais!); Alcantarilha com mais uma grande superfície comercial e Pêra, com a permissividade imobiliária que a descaracterizará por completo e fará da Lagoa dos Salgados e da Praia Grande, reservas de (e para) um turismo de massas avassalador.

Mas o que me fez mesmo azedar, transbordar o copo da minha indignação, foi ter conhecimento dos dois projectos anunciados pela nossa presidente para a freguesia de S. Marcos da Serra (actualmente PS): a praia fluvial e o parque de campismo. Ou são pura demagogia (atenção Drª Manuela Ferreira Leite!), ou são pura ignorância de quem os anuncia!! Em qualquer dos casos o assunto é grave...

Porquê?

Porque o Plano de Ordenamento da Barragem do Odelouca, aprovado hoje em Conselho de Ministros, mas que já estava há já algum tempo em consulta pública, não permite qualquer parque de campismo na zona de S. Marcos da Serra. A zona prevista para a instalação de um equipamento deste tipo é junto à comporta, na freguesia de Silves (veja-se a localização proposta para o Parque de Campismo na Planta Síntese); praia fluvial, parece-me difícil face à explícita proibição, prevista no referido Regulamento, de banhos e natação na albufeira (conf. Regulamento, art.12, nº2B)!

Afinal, promete-se o quê? Política de Verdade!

Como diria o Pessa: "E esta, hein?"
Digo eu: cuidado "silvenses", o período eleitoral está aí!

domingo, agosto 02, 2009

Silves - de maior concelho do Algarve ao melhor da Europa

in http://canalsu.blogspot.com


A época eleitoral é propícia ao desvario. Mas Isabel Soares abusa.

Pouco tempo passado após a promessa de fazer de Silves "o maior concelho algarvio"(sic), promete agora transformar o concelho "no melhor da Europa"!!

Temos aqui mais um exemplo do que é a "política de verdade" do PSD e o exemplo acabado de que o PIS segue à risca os conselhos da presidente daquele partido, Manuela F. Leite, quando no Algarve veio pedir aos autarcas que não prometessem o que não podem e só falassem verdade.

As declarações de IS foram feitas no âmbito da apresentação do PEDS (Plano Estratégico de Desenvolvimento de Silves) que, embora sendo documento imprescindível e fundamental para o futuro planeamento concelhio, merecia não ficar marcado por declarações eleitoralistas deste calibre e por outras de igual timbre que adiante comento. Como não pude estar presente (embora tenha estado anteriormente numa das sessões de apresentação e preparação deste documento) vou basear-me e confiar no que li no Terra Ruiva on-line.

Começando com humor, devo referir que não seria necessário IS citar o Papa João XXIII para nos convidar a trabalhar: bastaria citar Cavaco Silva quando era ainda primeiro-ministro.

Em segundo lugar, fica o sublinhado para as palavras do Dr. Ricardo Tomé que acha que a Fissul deve ser capitalizada e transformada num espaço multi-usos de importância regional; longe vão os tempos em que IS, na oposição, falava de um elefante branco. Assinalável também a informação do técnico camarário que nos vem dizer que a partir de Agosto o PEDS estará disponível no site da Câmara; os leitores do Blogue do Vereador por lá já o vêem há dois meses!

Vem agora o melhor: Isabel Soares encerrou a apresentação com umas palavras de agradecimento e a promessa de transformar o concelho de Silves no "melhor concelho da Europa" (in Terra Ruiva): já nem faço mais comentários!

E depois: Em conversa havida com a comunicação social presente, a presidente da CMS realçou a aposta na Inovação e Conhecimento, na Localização da Plataforma Logística, na Zona Industrial do Algoz, no Desassoreamento do Rio Arade e no Património Cultural Natural (idem): em todas as campanhas a ladaínha é a mesma, com excepção desta coisa agora que é a I&D, muito na moda, e que é de momento, depois do golfe, o novo paradigma para poder construir imobiliário em tudo o que é sítio!

E termina com mais duas declarações espantosas:
1. A importância estratégica do rio justificava a "autarquia assumir a responsabilidade financeira do desassoreamento do rio Arade". Será que alguém lhe perguntou por que é que ainda não o fez nestes 12 anos??!

2. "A edil prometeu, em espaço ainda a definir, um Observatório do Lince Ibérico, na cidade de Silves" (idem). Ai agora é o Lince Ibérico?! E que é feito do Centro Tecnológico da Citricultura que IS deixou cair, da Festa da Laranja ou Feira Nacional da Citricultura, dos Congressos de Citricultura, da promoção e institucionalização da marca Laranja de Silves?, coisas que realmente ajudariam a construir a imagem cultural e ambiental deste concelho. Poderá até haver um pequeno centro interpretativo e de investigação junto ao Centro de Reprodução da Herdade das Santinhas (Funcho) que não é sequer responsabilidade sua ou da autarquia, mas se pensa que em Silves vai haver linces para observar além dos que vêm para o Centro de Reprodução, enfim, e passo a expressão, ponham as barbas de molho! E os coelhos na Serra de Silves?
Silves vai ser barriga de aluguer: os linces vão para a Malcata.

Enfim, demagogia e ignorância muito para além do qb!


quinta-feira, abril 02, 2009

Já perguntaram à IKEA?


Afinal, quantas são as lojas da IKEA projectadas para o Algarve, já nem contando com a da Andaluzia?


Os presidentes das autarquias já as vão anunciando, mesmo que a campanha eleitoral não esteja oficialmente aberta: uma poderá ser no Algoz (Apesar de não haver certezas, Isabel Soares disse que um dos investidores interessados em implantar-se em Algoz seria o grupo sueco IKEA...), outra em Loulé com o alto patrocínio de Seruca Emídio, e outra ainda em Faro, conforme quer José Apolinário. É nestes momentos que se vê a solidariedade intermunicipal algarvia, e o importante papel da AMAL na conciliação dos interesses locais, fazendo sobre estes prevalecer os superiores interesses regionais. O Algoz se não receber o grupo escandinavo já está habituado a estes bluffs. Afinal, ainda não foi há muito tempo que ali se anunciou a instalação do maior parque temático de Portugal. Mas por aqui já estamos habituados.


Agora digo: continuemos assim e, para além das botijas de gás, do gasoil e dos caramelos, ainda iremos cruzar o Guadiana para comprar mobília! A ver vamos!

sábado, fevereiro 28, 2009

Afinal, somos os primeiros ou o segundos? hein!


Não, não foi em 1 de Abril (Dia das Mentiras), nem brincadeira de Carnaval porque ainda não o era. Foi no passado dia 19 de Fevereiro, data em que o PSD/Silves comemorou os trinta anos de existência.

Não sabemos se foi por culpa do champanhe, do recheio do bolo, ou do açúcar em pó da cobertura. Mas alguma coisa foi!

Só assim Isabel Soares se lembraria de dizer que «Silves é um dos maiores concelhos do Algarve. Com o desenvolvimento previsto passará a ser o segundo, se não for o primeiro. O futuro para os nossos jovens está assegurado» (tá escrito, não fui eu que inventei). A princípio até pensei que se referia ao tamanho, isto é, à sua área. É efectivamente o segundo do Algarve. Mas depois vi que não era isso a que se referia, já que, se assim fosse, não poderia passar de segundo para primeiro, não é? E depois lembrei-me: Isabel Soares tem este problema de imaginação, dizem alguns, tem um acentuado pendor optimista, alvitram outros. Há algum tempo atrás (por acaso até eram anos eleitorais, por acaso), queria que Silves fosse Património da Humanidade. Queria, porque pouco fez por isso, e nem sabe o que custa! Queria também equipará-la a Sevilha, imagine-se! Madre mia! Agora irá ser, com as suas referidas cautelas (pode ficar ainda em segundo lugar...), é justo dizer, o mais desenvolvido concelho do Algarve. Até às eleições autárquicas do próximo Outubro, calculo eu.

Mas, por fim, lá entendi a profundidade da mensagem subliminar presente. É que, sendo Silves um dos concelhos algarvios com mais idosos e menos jovens, estes últimos têm com certeza o futuro assegurado: fácil, cuidando dos mais velhos. Assim se garantirá pleno emprego, qualidade de vida na terceira idade, enfim, o tal primeiro lugar nas estatísticas de desenvolvimento regional. Como é que não pensei nisto antes de escrever, o que escrevi, logo no início?!

terça-feira, setembro 16, 2008

Vade retrum

créditos para fototungazunca.blogspot.com/


Vade retrum foi a exclamação que me saiu de chofre face à analogia da Presidente da Câmara Municipal de Silves do projecto de "Requalificação da frente de mar de Armação de Pêra" a um "pequeno Polis". Fiquei preocupado por ela, já que os 9 meses previstos, com timing perfeito para as eleições autárquicas, estariam comprometidos tratando-se de um Polis, ainda que sendo um pequeno Polis. E depois pela "malvada" arqueologia que ali é expectável, de atuns e sardinhas feita, quiçá de caboucos de almadrava, não fosse Armação terra de grandes "armações"! Mas o que mais me surpreendeu foi a nossa presidente vir dizer que aquilo que é afinal uma simples pedonalização de ruas, com uma única demolição (a do quiosque do mini-golfe, já que ninguém queria ver o hotel Garbe, o chalet Vasconcelos, a Fortaleza e outras velhas construções desaparecerem), permitir «abrir a vista da cidade (sic?) para o mar», proporcionar «uma visão mais limpa» da orla costeira aos residentes e visitantes, ao «esbater os obstáculos visuais»! É obra, com a simples demolição do quiosque!

Citando ainda a autarca, no mesmo jornal, «Não podemos deitar prédios abaixo, por isso temos de chamar a atenção para o que está abaixo deles». E o que está abaixo deles é uma política urbanística selvagem, mercantilista, que adiou soluções, e ainda hoje troca áreas de concessão ao domínio público por alguns euros, deixando que sejam os privados a ditar as regras, privando os demais de espaços públicos de qualidade, designadamente jardins ou parques infantis. Para a autarquia, e para o governo central, afinal o maior investidor, restam as operações de mera cosmética, que nada alteram a situação de fundo. Prova cabal disso é a situação do casino, excluída deste plano!

sábado, abril 26, 2008

Habemos Bibliotheca

Apetece exclamar, conforme o título em epígrafe, já que esta é obra de dois mandatos autárquicos. Mas enfim, e como alguém já disse, para o caso isso agora não interessa nada. Cumpre pois, e apesar de tudo, deixar aqui os parabéns a quem de direito: Isabel Soares, Rogério Pinto, Rosário Pontes, Maria José Toucinho e restante equipa da Biblioteca, enfim, todos aqueles que, de um modo ou de outro, participaram. E à arquitecta, Margarida Simões Gomes, com quem trabalhei aquando do Museu da Cortiça.

Temos pois Biblioteca Municipal, equipamento que era uma das principais prioridades da cidade, considerada a exiguidade e falta de condições do espaço anterior e o encerramento da Biblioteca Gulbenkian. Temos edifício e condições técnicas, mas haverá agora que garantir o apoio para um trabalho sério e conforme uma moderna biblioteca.
Falta dizer como é este novo espaço e, para isso, cito o blogue da Biblioteca Garcia Domingues, na EB 2,3 do mesmo nome:
"Edifício moderno e bem iluminado, alberga nas suas três salas de leitura (Sala Maria Keil, Sala Lobo Antunes e Sala Garcia Domingues) cerca de 40 000 documentos, entre livros, jornais, revistas, CD e DVD.
Este novo edíficio, que contou com o apoio técnico e financeiro do Ministério da Cultura através da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, possui ainda um bar/esplanada, um pequeno espaço infantil, um auditório e uma zona técnica de acesso reservado.
Um aspecto interessante é o facto de conservar no seu interior, num piso subterrâneo, importantes vestígios da muralha mourisca do Arrabalde que serão musealizados.
Vai estar aberta todos os dias, excepto às segundas e sábados de manhã, até às 19.30 h!
Aproveitemo-la!
Viva a nova Biblioteca! "

sexta-feira, outubro 19, 2007

Em vias de desaparecimento



O PIDDAC 2008 (Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, download com cerca de 20 Mb) é coisa em vias de extinção, e no que diz respeito a Silves, para lá caminha aceleradamente. Deixem acabar o Polis em Dezembro próximo e verão. O nosso concelho, beneficiando de um ligeiro aumento de verba comparativamente ao ano passado, salvou-se de ser um dos que não viram, no Algarve, as suas verbas reduzidas a zero (Aljezur, Alcoutim e São Brás de Alportel). Ainda terá 1 243 247 €, distribuídos pelas obras que podem ver na tabela acima (clique sobre ela para a ampliar). Mas é uma redução significativa em relação ao ano de 2006 quando obteve 3 018 749 € e, considerando que a dotação é quase na totalidade para o POLIS (1 122 295 €), um desinvestimento considerável no concelho. Surpresas para mim, e face às promessas anunciadas, a ausência deste programa da esperada beneficiação do troço da EN 124 entre Silves e o Porto de Lagos, na sequência do que fora feito anteriormente para o percurso até Messines, e a verba (sempre a diminuir!) atribuída à Navegabilidade do Arade ( 70 000 €, menos de metade do ano transacto, pg. 139, na ligação Piddac da 1ª linha).
Enfim, um autêntico programa de desenvolvimento equilibrado do Algarve, já que cinco dos mais ricos concelhos do litoral algarvio recebem 84,6% das verbas, e quatro dos concelhos mais pobres do interior (São Brás, Alcoutim, Monchique e Aljezur ) ficam apenas com 1,8% das mesmas. No total, o Algarve vê reduzidas as suas verbas a quase metade do montante de 2006!
A região continua a ser uma galinha de ovos de ouro mantida a dieta rigorosa.
E a correcção das assimetrias regionais, das assimetrias regionais/nacionais, entre litoral e interior, uma figura de discurso, de retórica política, nada mais.
E assim vamos...

domingo, outubro 07, 2007

A culpa não é minha!


O que querem vocês que eu faça?

A culpa não é minha se os resultados, em todos os quadrantes, vão evidenciando a mediocridade da gestão autárquica que temos. Já me acusaram de só dizer mal (não fosse este o meu Saco dos Desabafos!), mas reparem que afinal não sou só eu que o digo, são também aqueles que se costumam designar por "fontes independentes".

Vem esta prosa a propósito de mais um "bom" resultado desta autarquia, agora no domínio das novas tecnologias, o que já antes criticámos (vejam-se resultados de 2006): a avaliação, pelo ISEG, da maturidade dos serviços de informação das autarquias portuguesas, mais concretamente, das suas páginas WEB. Péssimo resultado, mais uma vez, o do município de Silves, 228º lugar (feita a média) entre 308 autarquias! Entretanto, Faro, Vila Real de Santo António, S. Brás de Alportel, Lagos, Monchique e Lagoa chegaram-se aos primeiros lugares. Fosse na 1ª liga e estávamos abaixo da "linha de água"! Mas disso nós sabemos, basta visitar a página Web municipal.

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Ainda o Algoz...

Já que andamos pelo Algoz, cá fica mais uma. A imagem refere-se às obras de remodelação da rede de abastecimento de água à vila, uma das obras em investigação no processo de inquérito interno que decorre na C.M.S..


Mas o que interessa aqui saber é se, pago o valor da empreitada pela autarquia através de factoring, as canalizações são para ficar assim, sejam as renovadas (como a imagem ilustra) ou as velhinhas que, agora abandonadas "in situ", se prontificarão nos próximos tempos a dar sinal da sua presença sobrepondo-se a uma renovada pintura das casas.
Como dizia um amigo, sempre servem "pr'a amarrar a burra!".

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Assassino à espreita


Fotos do leitor José Cabrita

Há mais de uma semana que este prédio na Rua de S.Sebastião, no Algoz, se encontra na situação que as imagens ilustram. À espera de cair. E não serão as fitas ali colocadas que prevenirão que uma tragédia aconteça. Por isso também o meu alerta público, que não ficará só por aqui. Esta rua não pode continuar aberta ao trânsito! Quem seriam os responsáveis, caso acontecesse o pior? Há algum tempo atrás uma situação semelhante, em Silves, não provocou uma mão cheia de mortos por uma pequena diferença horária.
Agradeço a denúncia e as foto enviadas por um nosso leitor.

terça-feira, outubro 17, 2006

Na cauda do Algarve...

(Fonte: AMAL, www.amal.pt)
A crua realidade dos números.
Perdemos para a média algarvia em quase tudo. Mas curiosos são os valores referentes ao nº de médicos por mil habitantes (0,6, quatro vezes menos a média algarvia), enquanto nas farmácias temos uma média superior (3 por 10 000 hab., quando a média algarvia é 2,6).
Qualidade de vida...

sábado, setembro 23, 2006

Mobilidade 2


Como referi, aqui fica o segundo artigo sobre a questão da mobilidade, agora que passa a Semana Europeia da Mobilidade (16 a 22 de Setembro). No dia 22, Silves juntou-se a muitas outras cidades na comemoração do Dia Europeu Sem Carros. Não tenho nada contra estas comemorações cíclicas, mas também não tenho nada a favor, confesso. Tornaram-se uma banalidade, sem consequência de maior, não fosse alguma "badalação" do assunto que possam trazer, como é humilde exemplo este meu post. Mais banalidade são quando se tratam de simples gestos políticos inconsequentes quanto a propostas ou soluções alternativas à vida de cada um. Não basta fechar meia dúzia de ruas (algumas até já fechadas ou impraticáveis em consequência de tanta obra por terminar!), é preciso apresentar alternativa ao transporte ou ao estacionamento. Ora, transporte não houve, e não há, estacionamento apregoa-se, coloca-se em cartaz, inaugura-se em período eleitoral, e fecha-se. Ainda assim, há lata para colocar, lado a lado, dois cartazes que se negam um ao outro: "Deixe o carro no Parque. Ande a pé!".
Qual Parque? O que está fechado para obras? (pela seta indicativa, parece)
Haja Vergonha!

Mobilidade 1



Na Semana Europeia da Mobilidade (16 a 22 de Setembro) apetece-me comentar duas situações (em dois posts distintos) que são paradigmáticas do que começo a considerar tratar-se de um fenómeno de "esquizofrenia política". E passo a explicar a expressão. Apregoa-se o que é politicamente correcto, sensibiliza-se para o que é culturalmente desejável, mas realiza-se o que é técnica e pragmaticamente insustentável.
O primeiro exemplo provavelmente já todos o constataram: o novo acesso pedonal (que se tornará no principal de futuro) ao Castelo de Silves. No momento em que a cidade adere à Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade para Todos, o Polis concebe um acesso que tem tudo menos de universal. Podemos até já imaginar as longas filas de turistas - uns mais idosos, outros portadores de deficiência motora, outros com crianças ao colo ou em carrinhos, saindo do parque de estacionamento e aglomerando-se junto à segura e bem situada entrada do primeiro lance de escadas (à saída de uma curva e de uma futura rotunda!!), pensando como irão conseguir atingir a, ainda dali tão longínqua, Porta da Traição. Não teria sido mais fácil, seguro e apropriado a uma desejável mobilidade para todos realizar o acesso pela já existente entrada pela Rua do Castelo (entrada do antigo viveiro municipal - Quinta do Camacho)?
E para quando o fim destas intermináveis obras (sem arqueologia, refira-se!)?
Perguntas que o Polis deixa!

domingo, setembro 17, 2006

Ainda a página Web da autarquia

Desculpem a insistência no assunto, mas recente estudo realizado por uma Universidade veio dar razão ao que venho dizendo sobre a página Web da Câmara Municipal de Silves, a saber, a sua falta de qualidade e interactividade. Obtém o 262º lugar entre as 308 autarquias nacionais, sendo que as últimas vinte e cinco não possuem sequer website. Ou seja, está entre as 21 piores páginas criadas pelas autarquias portuguesas segundo os critérios do trabalho dos alunos da Universidade Técnica de Lisboa (Departamento de Economia) intitulado "Um estudo sobre a maturidade dos serviços de informação das autarquias" e agora publicado na Internet e a que faz referência o jornal Barlavento. A página vencedora é a da Câmara do Pombal, e no Algarve, os melhores lugares pertencem a Faro (32º lugar), Albufeira (42º lugar), Lagos (78º lugar) e Lagoa (86º lugar), em termos gerais de apreciação. A página de Silves peca, considerados os critérios de avaliação, por estar entre as 55% que têm uma presença com uma abertura fraca ao munícipe ou extremamente fraca, entre as 55% que não disponibilizam formulários para descarga, entre as 88% que não disponibilizam o Orçamento, o Plano a médio prazo e a prestação de contas (acrescento as actas de reuniões, os editais, as principais deliberações) e entre as 90% que não permitem a consulta on-line de processos. Mas mais do que isso, está entre as páginas que pouco fazem em socorro de qualquer munícipe em busca de informação. E para coroar o bolo, fazendo uso da citação de abertura da senhora presidente "(...) Lanço até o meu desafio ao exercício da vossa cidadania através desta página, enviando o vosso correio electrónico directamente para mim, a vossa Presidente da Câmara (...)", pergunto?
Mas para que endereço, senhora presidente, só se o do seu chefe de gabinete, porque o seu não o encontro visível por ali ?!
E isto tudo, já depois desta página ter estado largo tempo em reformulação!

quinta-feira, julho 20, 2006

Lavandaria hospitalar de Silves já era...


Foi a própria Presidente da Câmara que deu a notícia na última reunião camarária. O projecto de criação de uma lavandaria industrial hospitalar em Silves, para a qual a câmara cedeu protocolarmente terrenos em Fevereiro de 2004, azedou. É o que dá a transição de poderes a nível central, entre 2004 e 2006 (antes PSD no governo e na autarquia, com Carlos Martins como Secretário de Estado da Saúde; agora PS no governo, com o PSD na autarquia). Mas o assunto não começou bem, desde logo, quando se optou por localizar a sempre poluente, quer se queira ou não, unidade industrial em Silves, e a inócua Administração em Portimão. E Silves, arvorando eleitoralmente a bandeira dos 100/150 postos de trabalho que se iriam criar, embandeirou em arco oferecendo de mão beijada um terreno de localização mais do que discutível, próximo a uma escola, a um monumento nacional (castelo), a zonas residenciais e a uma linha de água (ribeira da Caixa d'Água) já suficientemente poluída.
Entretanto, nada foi feito, e Silves e o concelho continuam a aguardar um bem localizado parque industrial/empresarial que possa albergar, no futuro, outra proposta para aqui sedear um qualquer outro projecto industrial potencialmente empregador.

sábado, maio 13, 2006

2/13 avos sem Bandeira Azul


Dos 13 concelhos algarvios com frente atlântica (3 sendo interiores não a possuem: Alcoutim, Monchique e S. Brás), dois deles não têm qualquer bandeira azul: são eles Castro Marim e Silves. Uma das praias do concelho de Silves, freguesia de Pêra, a Praia Grande, galardoada em 1998 com o galardão de Praia Dourada e alvo de intervenção apoiada pela direcção regional do Ambiente é vítima do esquecimento da CMS. O mesmo, ou pior, se passa em Armação de Pêra que já tendo sido bandeira azul nos anos 90 é outra das praias que não recebe este ano a distinção. Azul, só a bandeira da Freguesia! Mas não se pense que o problema reside nas praias, o problema reside fundamentalmente na câmara que nem sequer se candidata. Vá-se lá saber porquê?

terça-feira, janeiro 17, 2006

A senhora presidente achará, mas nós...!


"(...) Acho que, do Tejo para baixo, não há outro rio que tenha a capacidade turística que o Arade tem (...)»,
Presidente da Câmara Municipal de Silves, Drª Isabel Soares, Barlavento (6 de Julho de 2005)

sábado, outubro 01, 2005

Não é o 3º mundo, é o bairro da Caixa d'Água!



Não, dirão vocês, isto são imagens de um qualquer país do 3º mundo. Mas não são! São de Silves, do Bairro da Caixa d'Água, aquele que o senhor António Guerreiro, candidato à Junta pelo PSD, disse no debate da Rádio Racal ter visitado e não considerar de modo algum degradado! Minha nossa senhora, apetece dizer! Então este barranco pestilento não é uma vergonha e um atentado à saúde e segurança públicas de todos os que ali vivem? E a "caixa de água" que até deu, sei lá, provavelmente nome ao bairro, não está ali há tantos anos ameaçando a vida de centenas de crianças ou qualquer incauto viandante. Esta é uma sombra de vergonha que recai, não sobre um só, mas sobre todos os executivos municipais que Silves já conheceu!