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terça-feira, março 22, 2011

Bilderberg e(ou) banqueiros são os arquitectos do estado a que chegou este nosso mundo

É o aviso, preocupante, que nos deixa aqui Alex Jones.
Se têm dúvidas, reparem só quem continua, apesar da "dita crise", a apresentar milhões de lucros (nesta fase  incompreensivelmente crescentes) ano após ano...

quinta-feira, setembro 03, 2009

Cuidado, silvenses em geral, está aí a campanha eleitoral

(clique na imagem para ampliar)

As recentes notícias emanadas do agora atarefado Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal de Silves (ao serviço da maioria autárquica e, com o nosso dinheiro, "por arrasto", da campanha eleitoral do PSD), merecem comentário. Hoje, "enchi o copo", como é uso dizer, quando tive conhecimento da aprovação em Conselho de Ministros do Plano de Ordenamento da Barragem do Odelouca. Mas já lá iremos, mais à frente.
Primeiro foi o inacabado Polis que teve as honras das visitas de Cavaco Silva e, depois, do Ministro do Ambiente, Nunes Correia. Fizeram as figuras que fizeram, disseram o que disseram, mas quem sabe verdadeiramente das coisas somos todos nós! Este último marcara já presença na inauguração das gaiolas vazias para o lince ibérico, na Herdade das Santinhas (Messines) e que mereceram de chofre, da parte da nossa presidente(a) a declaração/promessa da instalação de um Observatório do "animal" cujo futuro não será seguramente no concelho de Silves, mas na Serra da Malcata. Depois vieram a lume as notícias da inauguração do Museu do Traje...e das Tradições, em Messines (esperemos que não tenha igual destino ao do Teatro Mascarenhas Gregório em Silves e, cuidem-se para que o património etnográfico do Rancho Folclórico não seja "municipalizado": sim, o protocolo proposto pela CMS esquece o assunto). Armação de Pêra, bom, é melhor não falar muito. As obras de requalificação têm atrasos (esperados!), o apoio de praia continua fazendo ondas, e assim, o melhor é mesmo manter o cumprimento do Regulamento do Plano de Pormenor de Armação quanto a esplanadas e ocupação de domínio público em lume brando (volta "a uma próxima reunião, lá para Janeiro", foi a decisão da maioria (p)residente na reunião camarária do dia 2 de Setembro, pois claro, compreensível em período pré-eleitoral!!). Tunes tem como sonho a Plataforma Logística, mas bem pode ir sonhando; Algoz, primeiro o parque temático e depois o IKEA (onde já vão!), são história, no sentido literal do termo; Messines, a Penitenciária (que também, parece, já era!), mas que se pode dar por satisfeita com a Central de Lamas, o Jardim novo e o já referido MUSEU; Silves, com o Polis mais a recuperação e reabilitação de toda a zona habitacional do Centro Histórico (assim como está até é propício para as feiras medievais!); Alcantarilha com mais uma grande superfície comercial e Pêra, com a permissividade imobiliária que a descaracterizará por completo e fará da Lagoa dos Salgados e da Praia Grande, reservas de (e para) um turismo de massas avassalador.

Mas o que me fez mesmo azedar, transbordar o copo da minha indignação, foi ter conhecimento dos dois projectos anunciados pela nossa presidente para a freguesia de S. Marcos da Serra (actualmente PS): a praia fluvial e o parque de campismo. Ou são pura demagogia (atenção Drª Manuela Ferreira Leite!), ou são pura ignorância de quem os anuncia!! Em qualquer dos casos o assunto é grave...

Porquê?

Porque o Plano de Ordenamento da Barragem do Odelouca, aprovado hoje em Conselho de Ministros, mas que já estava há já algum tempo em consulta pública, não permite qualquer parque de campismo na zona de S. Marcos da Serra. A zona prevista para a instalação de um equipamento deste tipo é junto à comporta, na freguesia de Silves (veja-se a localização proposta para o Parque de Campismo na Planta Síntese); praia fluvial, parece-me difícil face à explícita proibição, prevista no referido Regulamento, de banhos e natação na albufeira (conf. Regulamento, art.12, nº2B)!

Afinal, promete-se o quê? Política de Verdade!

Como diria o Pessa: "E esta, hein?"
Digo eu: cuidado "silvenses", o período eleitoral está aí!

domingo, agosto 02, 2009

Silves - de maior concelho do Algarve ao melhor da Europa

in http://canalsu.blogspot.com


A época eleitoral é propícia ao desvario. Mas Isabel Soares abusa.

Pouco tempo passado após a promessa de fazer de Silves "o maior concelho algarvio"(sic), promete agora transformar o concelho "no melhor da Europa"!!

Temos aqui mais um exemplo do que é a "política de verdade" do PSD e o exemplo acabado de que o PIS segue à risca os conselhos da presidente daquele partido, Manuela F. Leite, quando no Algarve veio pedir aos autarcas que não prometessem o que não podem e só falassem verdade.

As declarações de IS foram feitas no âmbito da apresentação do PEDS (Plano Estratégico de Desenvolvimento de Silves) que, embora sendo documento imprescindível e fundamental para o futuro planeamento concelhio, merecia não ficar marcado por declarações eleitoralistas deste calibre e por outras de igual timbre que adiante comento. Como não pude estar presente (embora tenha estado anteriormente numa das sessões de apresentação e preparação deste documento) vou basear-me e confiar no que li no Terra Ruiva on-line.

Começando com humor, devo referir que não seria necessário IS citar o Papa João XXIII para nos convidar a trabalhar: bastaria citar Cavaco Silva quando era ainda primeiro-ministro.

Em segundo lugar, fica o sublinhado para as palavras do Dr. Ricardo Tomé que acha que a Fissul deve ser capitalizada e transformada num espaço multi-usos de importância regional; longe vão os tempos em que IS, na oposição, falava de um elefante branco. Assinalável também a informação do técnico camarário que nos vem dizer que a partir de Agosto o PEDS estará disponível no site da Câmara; os leitores do Blogue do Vereador por lá já o vêem há dois meses!

Vem agora o melhor: Isabel Soares encerrou a apresentação com umas palavras de agradecimento e a promessa de transformar o concelho de Silves no "melhor concelho da Europa" (in Terra Ruiva): já nem faço mais comentários!

E depois: Em conversa havida com a comunicação social presente, a presidente da CMS realçou a aposta na Inovação e Conhecimento, na Localização da Plataforma Logística, na Zona Industrial do Algoz, no Desassoreamento do Rio Arade e no Património Cultural Natural (idem): em todas as campanhas a ladaínha é a mesma, com excepção desta coisa agora que é a I&D, muito na moda, e que é de momento, depois do golfe, o novo paradigma para poder construir imobiliário em tudo o que é sítio!

E termina com mais duas declarações espantosas:
1. A importância estratégica do rio justificava a "autarquia assumir a responsabilidade financeira do desassoreamento do rio Arade". Será que alguém lhe perguntou por que é que ainda não o fez nestes 12 anos??!

2. "A edil prometeu, em espaço ainda a definir, um Observatório do Lince Ibérico, na cidade de Silves" (idem). Ai agora é o Lince Ibérico?! E que é feito do Centro Tecnológico da Citricultura que IS deixou cair, da Festa da Laranja ou Feira Nacional da Citricultura, dos Congressos de Citricultura, da promoção e institucionalização da marca Laranja de Silves?, coisas que realmente ajudariam a construir a imagem cultural e ambiental deste concelho. Poderá até haver um pequeno centro interpretativo e de investigação junto ao Centro de Reprodução da Herdade das Santinhas (Funcho) que não é sequer responsabilidade sua ou da autarquia, mas se pensa que em Silves vai haver linces para observar além dos que vêm para o Centro de Reprodução, enfim, e passo a expressão, ponham as barbas de molho! E os coelhos na Serra de Silves?
Silves vai ser barriga de aluguer: os linces vão para a Malcata.

Enfim, demagogia e ignorância muito para além do qb!


quinta-feira, abril 02, 2009

Já perguntaram à IKEA?


Afinal, quantas são as lojas da IKEA projectadas para o Algarve, já nem contando com a da Andaluzia?


Os presidentes das autarquias já as vão anunciando, mesmo que a campanha eleitoral não esteja oficialmente aberta: uma poderá ser no Algoz (Apesar de não haver certezas, Isabel Soares disse que um dos investidores interessados em implantar-se em Algoz seria o grupo sueco IKEA...), outra em Loulé com o alto patrocínio de Seruca Emídio, e outra ainda em Faro, conforme quer José Apolinário. É nestes momentos que se vê a solidariedade intermunicipal algarvia, e o importante papel da AMAL na conciliação dos interesses locais, fazendo sobre estes prevalecer os superiores interesses regionais. O Algoz se não receber o grupo escandinavo já está habituado a estes bluffs. Afinal, ainda não foi há muito tempo que ali se anunciou a instalação do maior parque temático de Portugal. Mas por aqui já estamos habituados.


Agora digo: continuemos assim e, para além das botijas de gás, do gasoil e dos caramelos, ainda iremos cruzar o Guadiana para comprar mobília! A ver vamos!

sábado, fevereiro 28, 2009

Afinal, somos os primeiros ou o segundos? hein!


Não, não foi em 1 de Abril (Dia das Mentiras), nem brincadeira de Carnaval porque ainda não o era. Foi no passado dia 19 de Fevereiro, data em que o PSD/Silves comemorou os trinta anos de existência.

Não sabemos se foi por culpa do champanhe, do recheio do bolo, ou do açúcar em pó da cobertura. Mas alguma coisa foi!

Só assim Isabel Soares se lembraria de dizer que «Silves é um dos maiores concelhos do Algarve. Com o desenvolvimento previsto passará a ser o segundo, se não for o primeiro. O futuro para os nossos jovens está assegurado» (tá escrito, não fui eu que inventei). A princípio até pensei que se referia ao tamanho, isto é, à sua área. É efectivamente o segundo do Algarve. Mas depois vi que não era isso a que se referia, já que, se assim fosse, não poderia passar de segundo para primeiro, não é? E depois lembrei-me: Isabel Soares tem este problema de imaginação, dizem alguns, tem um acentuado pendor optimista, alvitram outros. Há algum tempo atrás (por acaso até eram anos eleitorais, por acaso), queria que Silves fosse Património da Humanidade. Queria, porque pouco fez por isso, e nem sabe o que custa! Queria também equipará-la a Sevilha, imagine-se! Madre mia! Agora irá ser, com as suas referidas cautelas (pode ficar ainda em segundo lugar...), é justo dizer, o mais desenvolvido concelho do Algarve. Até às eleições autárquicas do próximo Outubro, calculo eu.

Mas, por fim, lá entendi a profundidade da mensagem subliminar presente. É que, sendo Silves um dos concelhos algarvios com mais idosos e menos jovens, estes últimos têm com certeza o futuro assegurado: fácil, cuidando dos mais velhos. Assim se garantirá pleno emprego, qualidade de vida na terceira idade, enfim, o tal primeiro lugar nas estatísticas de desenvolvimento regional. Como é que não pensei nisto antes de escrever, o que escrevi, logo no início?!

quinta-feira, outubro 23, 2008

A Vingança é um prato que se come frio...a dois!

Dois anos exactos sobre o seu primeiro romance, "Traição na Trilha do Ouro", também conhecido por "Traição como ela é", eis que o mesmo autor nos brinda com notável papel no filme "A Vingança é um prato que se come frio...a dois!" de um conhecido realizador da nossa praça.
Sinopse: Os habituais longos diálogos em voz-off do realizador/comentador, com superlativa adjectivação, largos planos de enquadramento do protagonista, alguma publicidade pro-bono menos subliminar, uma insistente vontade em relançar assuntos antes proibidos no ideário deste surpreendente realizador, enfim, a perfeita receita para esta obra que, historicamente, inaugura uma nova fase no seu trabalho em Silves.

Veja aqui o longo trailer.

terça-feira, julho 01, 2008

quinta-feira, janeiro 17, 2008

Arade: quem te viu...e quem te vê!



O governo até pode não facilitar, no que ao desassoreamento do rio diz respeito, prometendo, prometendo, mas não cumprindo. Também é coisa que já não nos espanta. Agora a autarquia também podia ajudar, naquilo que ainda pode fazer, e está ao seu alcance, pois afinal também prometeu: no mínimo, faça a remoção destes destroços que o rio até nós traz. Mas não está pr'aí virada. O partido no Poder Local prefere antes caçar gambuzinos eleitorais!

sábado, novembro 17, 2007

TMDP - chular o povinho, isso sim!

(foto de Carlos Gomes)
A TMDP, acrónimo que significa Taxa Municipal de Direitos de Passagem, é mais um imposto que todos pagam, mas poucos se apercebem, camuflado nas cada vez mais indecifráveis facturas respeitantes a comunicações electrónicas, telefones e televisão.



O seu estabelecimento surge em consequência da Lei das Comunicações Electrónicas - Lei n.º 5/2004, de 10 de Fevereiro - que estabelece que os direitos e os encargos relativos à implantação, à passagem e ao atravessamento de sistemas, equipamentos e demais recursos das empresas que oferecem redes e serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público, em local fixo, dos domínios públicos e privados municipais podem dar origem ao estabelecimento de uma taxa municipal de direitos de passagem (TMDP).
Nos termos da mesma lei, a TMDP é determinada com base na aplicação de um percentual sobre cada factura emitida pelas empresas que oferecem redes e serviços de comunicações electrónicas acessíveis ao público, em local fixo, para todos os clientes finais do correspondente município. E esse percentual é aprovado anualmente por cada município até ao fim do mês de Dezembro do ano anterior a que se destina a sua vigência, não podendo ultrapassar 0,25%.


Tem sido diverso o entendimento dos municípios quanto ao estabelecimento deste camuflado imposto, até do Provedor da Justiça. Afinal, qual é a legitimidade dos municípios deixarem recair sobre os seus munícipes uma taxa cobrada por terceiros pela utilização de um espaço público que é de todos? Não seria esse um ónus ou despesa que só caberia às empresas prestadoras do serviço, uma parte das despesas necessárias à criação do seu lucro? Mas acaba por ser repercutido no cidadão comum, quantas vezes ele mesmo proprietário dos terrenos e locais atravessados. Não estaria eu dispensado desta taxa quando na minha propriedade sou obrigado a conviver com alguns postes da PT?


É por isso legítimo questionar a legalidade desta taxa. É o que tenho feito, sempre que posso. Mais uma vez o fiz, quando esta maioria PSD resolveu, outra vez, optar por definir a taxa máxima (0,25%) para o município. Mal, por varias razões. Primeiro, porque não questiona esta injusta situação que antes descrevi; segundo, porque desde logo opta pelas taxas máximas; terceiro, porque as verbas que auferirá são ridículas em termos globais, justificando em pleno uma tomada de posição de princípio, ao invés de uma primária e tentadora ideia de cobrança de um imposto com pretensa arrecadação de verbas.


(foto de Carlos Gomes)
Mas o pior está por dizer, e a foto que acima publico diz tudo. É prestado um bom serviço? Estão as nossas cidades e centros históricos livres dessa peste dos cabos, postes eléctricos e telefónicos que todos conhecem? Qual quê! arrecada-se a maçaroca do imposto, mas não se criam condições nem exigências às empresas de comunicações e vai daí, é o improviso total. Um Carnaval, uma palhaçada de fios, uma fonte de insegurança, uma afronta ao bom-gosto.

Aqui fica o desabafo, para quem o ler.

segunda-feira, setembro 17, 2007

Mau Material!

(Realizado em Setembro 2006 por lifeonlinetv: http://www.youtube.com/watch?v=btg4yOLvkhQ)

Maldito material!, apetece dizer. Por causa dele já ficámos, o que ficámos, à espera do parque de estacionamento ribeirinho, e agora prega-nos a partida no Tribunal e a quem se quer aproximar da desgraçada da Cruz de Portugal! O problema será mesmo do material ou da Presidente que faz agora um ano, e cito, dizia que "(...) isso não impede os acessos e as entradas". Os acessos ou as entradas?

Pois não, durante um ano não foi inaugurado porquê?! E vai ficar óptimo, continuou dizendo... talvez nas vésperas das próximas eleições ou quando finalmente o espaço em que estas obras se fizeram seja propriedade da autarquia. Porque, e por enquanto, são terrenos privados. E a promessa de permuta (Dez. 2003) já é mais antiga que os trabalhos no local.

Até quando esta pouca vergonha com inaugurações de obras inacabadas?!

Lembro que o "esquisso" de projecto destas obras dava pelo nome de requalificação da iluminação pública envolvente do Tribunal e da Cruz de Portugal, e assim foi submetido ao IPPAR para acelerar decisões.

Conseguem ver a Cruz à noite? E parte do Castelo? Só com óculos com infra-vermelhos! E Viva Silves, Património Cultural da Humanidade!

segunda-feira, junho 04, 2007

Allgarve ou Beachgarve?

Imagem Barlavento on-line

O programa Allgarve gerou, como todos sabemos, acesa polémica pela anglicista escolha da sua designação. Em boa verdade digo que os argumentos invocados pelos detractores do nome, de que também não gosto, não me sensibilizaram. Soaram a falso pretexto para oposição e afirmação de protagonismo regional que, nas verdadeiras questões, afinal não é feito. Agora que o programa foi divulgado - e que programa, minha nossa senhora! - satisfazendo o lobby das principais localidades litorais e dos seus autarcas PSD ou PS, sempre quero ver quem se levanta para dizer que o (ALL)garve, afinal só é um Beachgarve, ignorando que a norte da EN 125 também somos gente e também há allgarvios!

quarta-feira, março 21, 2007

POLIS!? Qual POLIS?


O Programa da Sociedade SilvesPolis deveria ter terminado em Dezembro de 2005 (pode ler diploma de constituição da SilvesPolis aqui). Como muitos saberão - lembram-se da história da alteração do relógio? - foi sem aviso prévio prorrogado o prazo de conclusão das suas obras. O que já muitos, mesmo muitos talvez não saibam, é que a Sociedade SilvesPolis foi dissolvida em 30 de Junho de 2006, estando por isso em processo de liquidação (como a cidade onde actuou!). Obras por terminar, prazos prorrogados mas que ainda assim não serão cumpridos, objectivos diminuídos, promessas incumpridas, autismo às críticas e deficit de informação, colagem inadmissível à actual maioria camarária (sobretudo no período pré-eleitoral), de tudo se pode acusar este Programa Polis de Silves. Mas a culpa não é só de quem o gere, é sobretudo da actual equipa à frente dos destinos da Câmara, accionista da sociedade em 40%, mas que não respeitou os compromissos financeiros assumidos, devendo actualmente à sociedade (como aliás a muitos outros) a redonda verba de 2 366 719,50 €. Adiando a falência técnica para que caminha, esta gestão camarária recorre aos empréstimos à banca, aos factorings e, agora, aos empréstimos através de terceiros. Do que é que falamos? Falamos do que ocorreu na última Assembleia Geral da Sociedade SilvesPolis, realizada em 15 de Março do corrente, durante a qual foi decidido (com o voto da Presidente da Câmara?) contrair um empréstimo bancário até 2 000 000 euros que será amortizado pela autarquia no âmbito da regularização da dívida que com esta sociedade mantém, estando além disso também obrigada ao pagamento de juros e outros encargos decorrentes do mesmo. Em suma, a autarquia (todos nós, contribuintes) vai pagar desde já juros por um empréstimo, só necessário porque este executivo permanente desleixou pagamentos que de antemão conhecia e a que se tinha comprometido. Tudo por falta de rigor e má gestão financeira, o que futuramente acabaremos todos por pagar através dos sempre maximizados impostos municipais! É a água, são os toldos e esplanadas, são as taxas e licenças para tudo, enfim, e fazendo ironia, é o imediato baixar dos impostos preconizado por Marques Mendes! Mas a questão tem contornos ainda mais graves, na minha opinião. Do assunto do empréstimo, de quem foi a peregrina ideia/proposta, nada souberam os vereadores não permanentes até hoje, nada soube ainda a Assembleia Municipal, órgão deliberativo que nesta matéria (obrigações financeiras/empréstimos) é soberano. E se esta não aprovar mais este empréstimo "disfarçado"? Vai o Polis à falência e à incapacidade total na gestão das obras que controla? Tudo indica que sim, assim já é, basta olhar à nossa volta e verificar o estado em que as obras se encontram a 9 meses do final do já prorrogado prazo de conclusão.

Percebem agora por que é que não é aberto o Parque de Estacionamento ribeirinho, por que é que não se conclui de vez o arranjo paisagístico da encosta norte do Castelo?


É que por detrás da descapitalizada Sociedade Polis existem muitos empreiteiros literalmente "a arder".

domingo, fevereiro 18, 2007

Afinal era só para Lisboa!





"Qualquer eleito que seja constituído arguido por coisas relativas às suas funções deve suspender o mandato. Esse será o princípio correcto, não um assumir de culpa, mas uma afirmação elementar de defesa do próprio e das instituições", Marques Mendes dixit (21.1.2007). E no processo da Câmara Municipal de Lisboa, constituído arguido Fontão de Carvalho, depois do mesmo acontecer a Gabriela Seara e a Eduarda Napoleão, pouco mais do que a coerência restava ao líder do PSD. Só que, e para que de coerência se fale, é preciso alargar a posição a qualquer eleito, não só àqueles que, por serem vereadores em Lisboa, têm maior projecção mediática. Em Silves, a Presidente de Câmara é já arguida no processo que a opõe à Sociedade de Recreio e Instrução de S. Marcos da Serra (além de uma mão cheia de processos em tribunal cujo desenvolvimento se aguarda), mas ainda assim Marques Mendes assobia para o ar e Mendes Bota vem a terreiro acusar a Oposição!

Dois pesos, duas medidas!
P-S.- Ah!, e se entretanto quiserem, tal como eu, dar conhecimento directo deste assunto aos dignísssimos deputados e responsáveis do PSD (não vá, como diz A.F., não saberem de nada), façam favor: cliquem no envelope abaixo e remetam o assunto para estes dois e-mails:
Marques Mendes: lmm@psd.parlamento.pt
P.S.- E por indicação de um leitor atento a quem agradeço, e que assina A.F., aqui fica uma referência no blogue de Marcelo Rebelo de Sousa à insólita situação em que se encontra Isabel Soares:
"ARGUIDOS Leio num diário que Isabel Soares, presidente da Câmara de Silves, também é arguida num processo relacionado com o exercício das suas funções autárquicas. Se assim for, porquê o desconhecimento? Para não haver o risco de suspensão do mandato, de acordo com a orientação de Marques Mendes? Deus queira que não seja, até porque prezo imenso a energia autárquica de Isabel Soares." (ver aqui)

sábado, fevereiro 10, 2007

Uma História das Arábias

design: Hugo Serôdio

É assim que o jornal Público de hoje titula a notícia sobre a inauguração do reabilitado edifício do ex-matadouro de Silves, divulgando em primeira mão a intenção do Centro de Estudos Luso-Árabes entrar com uma queixa em Bruxelas, a par da que já interpôs no Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé.

Aqui ficam os links para as notícias:

- Uma história das Arábias (Idálio Revez, Público, 10.02.2007)

-Casa da Cultura Islâmica em Silves já gera polémica (Idálio Revez, Público, 10.02.2007)
(por já não estarem on-line, senão para assinantes, sugiro que as consultem no Guia de Silves, Revista de Imprensa, Público, Notícias de 2007)
Sobre os pormenores da inauguração, que ocorre hoje, pode ler no Região Sul.

Sobre aquilo que já escrevemos ou outros escreveram sobre este bizarro assunto, leia-se ainda:

- Há polémica a propósito do Celas (por Baeta Oliveira, 13.05.2005)


- Celas ganha acção judicial contra a Câmara (por Manuel Ramos, 17.12.2005)
E já no rescaldo da inauguração, O Antigo Matadouro abriu ao Público (por Baeta Oliveira).

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Quem plagiou quem?

No passado dia 5 de Janeiro a Câmara Municipal de Silves emitiu um Comunicado de Imprensa a propósito da reprovação do Orçamento e das Grandes Opções do Plano para 2007 por parte da Assembleia Municipal. Com timbre do Gabinete de Apoio à Presidente no cabeçalho, é assinado em rodapé pelo Gabinete de Comunicação Social! Pouco admira a confusão, já que este último Gabinete sempre foi assumido, como muitas outras situações na autarquia silvense, como instrumento ao serviço da Presidente e não do executivo camarário.
O que em maioria absoluta até pode ser fácil confundir...mas não devia. Trata-se de uma posição camarária, para mais polémica e cheia de juízos de valor sobre a actuação de outro órgão autárquico, ademais deliberativo, por isso só em plenário deveria ser aprovada. Confundiu-se informação com jornalismo de opinião! É grave! E não é a primeira vez...outros já o denunciaram!
Curiosamente, os poucos que terão lido a edição da Voz de Silves do mesmo dia por certo viram um artigo de Arthur Ligne, seu jornalista e director, que versa exactamente o mesmo assunto. As semelhanças (eufemismo meu) entre os dois são gritantes. O texto é o mesmo, mais polido no comunicado da CMS de algumas das tiradas mais polémicas, caso daquela que denuncia a simpatia por situações de regra absolutista como "(...) a verdade é que quem ganhou as eleições para a Assembleia Municipal não tem ali, qualquer possibilidade de exercer o seu direito de vencedor", das descaradas sugestões à "limianização" do órgão ou, ainda, da que sugere que o PSD deveria voltar a apresentar exactamente o mesmo orçamento em próxima discussão, que no comunicado passa a "novo orçamento".
Ora o director da Voz de Silves não tem qualquer relação contratual com a autarquia, são palavras suas.
Mas perante tão gritante semelhança, em alguns pontos ipsis verbis, das duas, uma: ou Arthur Ligne jornalista foi plagiado pelo Gabinete de Comunicação Social da CMS, ou o douto jornalista plagiou o referido Gabinete sem referir a fonte, o que até não seria de colocar de parte, dada a precisão dos números que refere.
Ou será que me falta pensar em mais alguma coisa?
Talvez: será que alguém plagiou alguém?!

domingo, setembro 03, 2006

Hoje é Dia da Cidade... e temos direito à indignação!

Teatro Mascarenhas Gregório, Casinha para baixada de energia das obras
Hoje, 3 de Setembro, é Dia da Cidade. Mais do que comemorar a longínqua e hoje, já politicamente incorrecta, Conquista da Cidade aos Mouros, é um dia para reflectir a cidade em que vivemos. E para nos indignarmos, se assim o entendermos. Foi o que fez a CDU/Silves, na acção que promoveu na noite de 2 para 3 de Setembro, espalhando pela cidade vários cartazes (simples e toscos, mas contundentes pelo que dizem) de pura e genuína indignação pelo estado a que a cidade sob a presente gestão autárquica chegou. Passado quase um ano sobre as eleições que levaram ao poder mais uma vez a maioria PSD, a cidade enterra-se sobre obras inacabadas, definha social e psicologicamente, sendo notícia jornalística pelas piores razões.
O que já quase todos dizem à boca pequena, vêm estes cartazes dizer agora publicamente.

sábado, setembro 02, 2006

Amanhã é dia 3 de Setembro!

Amanhã é dia 3 de Setembro, dia da Cidade de Silves. Mas nem parece! Vamos ao site oficial da autarquia e não há eventos a registar para esse dia (veja-se artigo anterior), andamos por aí e com alguma dificuldade ficamos a saber de um ou outro evento a que a autarquia deu algum apoio mas realizado pela sociedade civil. Agora, inaugurações festivas, bem "avipalhadas" como tivemos o ano passado, nada. E fico triste, porque falam, falam e falam... e não os vejo fazer nada!! Aliás, o que fizeram apressada e despudoradamente em vésperas de eleições, aí está para o confirmar. Um ano passou e por lá está fechado e abandonado o velhinho Teatro Mascarenhas Gregório (talvez volte a ser reinaugurado pelo centenário, em vésperas de novas autárquicas, lá para 2009!), o Arquivo Municipal junto ao Museu de Arqueologia, o ex-matadouro, a nova Biblioteca Municipal, as obras da envolvente norte do castelo, da envolvente do Tribunal, da zona ribeirinha, do centro histórico, da rua 25 de Abril, enfim, do parque de estacionamento ribeirinho (agora fechado como se vê na foto) inaugurado oficiosa e escandalosamente pela comitiva eleitoral da senhora presidente em véspera de eleições. Benditas eleições que nos trazem tantas obras, para "inglês ver"! E agora, que entrámos em contenção de custos (os desvarios acabam sempre por se pagar, não é?), caros conterrâneos, a única coisa que iremos ver mexer é o relógio do Polis, ainda que para trás!

segunda-feira, agosto 28, 2006

De volta!


De volta ao blogue, de volta à cidade...
Procurando saber o que se programa para o Dia da Cidade, já no próximo dia 3 de Setembro, recorri à página Web da autarquia. O resultado da pesquisa está explícito na imagem!
Como muitas outras coisas nesta cidade (Teatro, ex-matadouro, arquivo histórico, biblioteca municipal...), vamos e vimos e, quando chegamos, tudo está na mesma!
No caso presente, o da página oficial da autarquia, depois de um longo período de desactivação para remodelação, o resultado a que se chegou é, em múltiplos aspectos, medíocre.
Como a atenção que se lhe presta!

quinta-feira, julho 20, 2006

Lavandaria hospitalar de Silves já era...


Foi a própria Presidente da Câmara que deu a notícia na última reunião camarária. O projecto de criação de uma lavandaria industrial hospitalar em Silves, para a qual a câmara cedeu protocolarmente terrenos em Fevereiro de 2004, azedou. É o que dá a transição de poderes a nível central, entre 2004 e 2006 (antes PSD no governo e na autarquia, com Carlos Martins como Secretário de Estado da Saúde; agora PS no governo, com o PSD na autarquia). Mas o assunto não começou bem, desde logo, quando se optou por localizar a sempre poluente, quer se queira ou não, unidade industrial em Silves, e a inócua Administração em Portimão. E Silves, arvorando eleitoralmente a bandeira dos 100/150 postos de trabalho que se iriam criar, embandeirou em arco oferecendo de mão beijada um terreno de localização mais do que discutível, próximo a uma escola, a um monumento nacional (castelo), a zonas residenciais e a uma linha de água (ribeira da Caixa d'Água) já suficientemente poluída.
Entretanto, nada foi feito, e Silves e o concelho continuam a aguardar um bem localizado parque industrial/empresarial que possa albergar, no futuro, outra proposta para aqui sedear um qualquer outro projecto industrial potencialmente empregador.